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Coreia do Norte

Coreia do Norte lança novos mísseis, mas raciona alimentação

Thaís Garcia

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Coreia do Norte lança novos mísseis, mas raciona alimentação 17
Imagem: Reuters

Neste sábado (4), a Coreia do Norte disparou vários mísseis de curto alcance.

Em contrapartida, seus cidadãos só recebem 300 gramas de comida por dia.

Colheita, seca e sanções internacionais

A Coreia do Norte teve a pior colheita dos últimos dez anos, informou o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas. Além das severas sanções internacionais, devido à seca, ondas de calor e inundações, não há comida suficiente até a próxima colheita.

Segundo a ONU, a escassez de alimentos aumentou para 1,36 milhões de toneladas.

Isso trouxe consequências para milhões de pessoas no país.

Muitas famílias sobrevivem com uma dieta de arroz e ‘kimchi’ (repolho fermentado).

Uma dieta pobre em proteína”, informou Nicolas Bidault, gerente do Programa Mundial de Alimentos, uma das poucas organizações de ajuda humanitária que tem acesso ao país socialista.

A organização, visitou fazendas cooperativas, centros de distribuição de alimentos e creches, e está muito preocupada.

“Grande parte da população já é extremamente vulnerável. Restringindo ainda mais as rações já mínimas, ela pode cair em uma fome profunda”, disse Bidault.

O Programa Mundial de Alimentos considera plausível que os governantes norte-coreanos reduzam ainda mais as rações para a população. O país, que já depende muito da ajuda alimentar das Nações Unidas, já havia alertado sobre a situação alimentar. O regime ditatorial socialista em Pyongyang sofre severas sanções internacionais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não conseguiu convencer o líder norte-coreano Kim Jong-Un a desmantelar seu programa de armas nucleares, em troca do levantamento das sanções.

De acordo com o Departamento de Relações Exteriores dos EUA, a atual crise alimentar deve-se ao ditador Kim Jong-Un. “Seu regime continua explorando, privando e negligenciando seus próprios cidadãos para continuar seu programa ilegal de armas nucleares”, disse um porta-voz americano, acrescentando que o regime ditatorial pode gastar melhor seu dinheiro com as necessidades de seus cidadãos.

Em meados dos anos 90, uma fome profunda ceifou a vida de cerca de três milhões de norte-coreanos.

Novo teste

Neste sábado, em uma demonstração de poder militar, a Coreia do Norte disparou vários mísseis de curto alcance, da cidade costeira de Wonsan.

Segundo o exército sul-coreano, os projéteis aterrissaram de 70 a 200 quilômetros de distância no mar japonês.

Foi o primeiro grande teste de armas no país, desde que o regime de Pyongyang lançou um míssil de longo alcance, no final de 2017. Supõe-se que possa alcançar o continente dos Estados Unidos.

Desde então, os dois países vêm tentando se aproximar. O ditador norte-coreano Kim Jong-Un prometeu parar de testar armas nucleares e mísseis de longo alcance.

No entanto, dois encontros realizados entre Trump e Kim, não surgiram mudanças até agora. Na Coreia do Norte, a frustração sobre as sanções internacionais em andamento aumenta.

Na semana passada, a Coreia do Norte ameaçou que os EUA sofreriam “consequências indesejáveis”, se não fizessem concessões, antes do final deste ano.

Trump e o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, mantêm firmes em seus posicionamentos. Eles esperam que Kim deverá agir, depois de sua promessa de desmantelar suas instalações nucleares.

Especialistas esperam que a Coreia do Norte aumente o número de provocações, como o lançamento de foguetes deste sábado, para aumentar a pressão sobre os EUA, para o país aliviar as sanções internacionais impostas.


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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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