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China adverte: Não abra a ‘Caixa de Pandora’ no Oriente Médio

Thaís Garcia

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China adverte: Não abra a 'Caixa de Pandora' no Oriente Médio 17
Imagem: The Canadian Press

Nesta terça-feira (18), o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, advertiu que o mundo não deveria abrir a “caixa de Pandora” no Oriente Médio, denunciando a pressão norte-americana sobre o Irã e pedindo que não abandone um acordo nuclear, informou a agência de notícias Reuters.

Há pouco mais de um ano, o presidente dos EUA Donald Trump se retirou de um acordo nuclear de 2015 com o Irã.

Desde a última quinta-feira, aumentou o temor de um confronto entre o Irã e os Estados Unidos, quando dois petroleiros foram atacados no Golfo de Omã. Os EUA culparam o Irã pelos ataques.

China adverte: Não abra a 'Caixa de Pandora' no Oriente Médio 18

Um dos petroleiros atacados no Golfo de Omã. Foto: ©ISNA/Handout

Na segunda-feira (17), o Irã negou envolvimento nos ataques aos navios e disse que violará os limites estabelecidos no acordo, da quantidade de urânio enriquecido que pode estocar, que buscava limitar suas capacidades nucleares.

No mesmo dia, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Patrick Shanahan, anunciou o envio de mais de 1.000 soldados para o Oriente Médio, para propósitos defensivos, citando preocupações com uma ameaça do Irã.

Depois de um encontro com o ministro das Relações Exteriores da Síria, Wang Yi, disse que os Estados Unidos não devem usar “pressão extrema” para resolver questões com o Irã.

Wang disse aos repórteres que a China estava muito preocupada com a situação no Golfo Pérsico e com o Irã, e pediu a todos os lados que aliviem a tensão e não se dirijam a um confronto.

“Apelamos a todos os lados para que permaneçam racionais e exerçam contenção, e não tomem medidas de escalada, que irritem as tensões regionais; e não abram uma caixa de Pandora. Em particular, o lado norte-americano deve alterar seus métodos de extrema pressão. Qualquer comportamento unilateral não tem base no direito internacional. Não só não resolverá o problema, mas criará uma crise ainda maior ”, disse Wang.

O chinês Wang acredita que o acordo nuclear com o Irã é a única maneira viável de resolver sua questão nuclear, e pediu ao Irã que seja prudente.

“Entendemos que as partes relevantes podem ter preocupações diferentes, mas antes de tudo, o acordo nuclear abrangente deve ser implementado adequadamente. Esperamos que o Irã seja cauteloso com suas decisões e não abandone levemente este acordo. Ao mesmo tempo, a China espera que outras partes respeitem os legítimos direitos e interesses do Irã”, disse Wang.

Pressão Americana
O cerco americano está se fechando contra a China e o Irã. Os chineses têm se irritado com as ameaças dos EUA contra países e empresas que violam as sanções dos EUA, ao importar petróleo iraniano, incluindo empresas chinesas. A pressão está sendo sentida economicamente, e os dois países, China e Irã, que têm fortes laços, estão preocupados com uma desestabilização interna.

Porém, o país governado pelo Partido Comunista Chinês teve que seguir uma linha tênue, já que também cultiva relações com a rival regional do Irã, a Arábia Saudita, principal fornecedora de petróleo da gigante asiática.

Neste ano, o ministro das Relações Exteriores do Irã visitou a China duas vezes. Também o príncipe herdeiro da Arábia Saudita visitou Pequim este ano.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Patrick Shanahan, anunciou em seu Twitter que os EUA não estão à procura de conflito com o Irã. Mas continuarão a monitorar a região do oriente médio para a segurança de seus militares que lá trabalham e a proteção de interesses nacionais.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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