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Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças diz que 3.109 profissionais da saúde estão infectados com coronavírus; e não 1.700

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: AFP

Um novo estudo publicado no Jornal Chinês de Epidemiologia (Chinese Journal of Epidemiology) por pesquisadores do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) revelou que havia 3.109 casos de pessoal médico que variavam de médicos e enfermeiros e outros profissionais de saúde infectados pelo coronavírus. Este estudo abrangeu 72.314 casos suspeitos a partir de 11 de fevereiro, entre os quais 44.672 foram casos confirmados de coronavírus.

Segundo o jornal Caixin Global, este novo estudo publicado ontem (17) indica que, agora, o número de médicos infectados pode ser ainda muito maior do que esse em comparação ao divulgado pelo governo comunista chinês há alguns dias, indicando que apenas 1.700 médicos foram infectado.

Dos 3.109 afetados, o estudo disse que 1.688 estavam em estado crítico grave, dos quais 49% ou cerca de 827 desses médicos e enfermeiros haviam morrido devido ao coronavírus.

 Taxa de mortalidade: 2,9% de acordo com pesquisadores chineses.

A pesquisa também indicou que a taxa de mortalidade geral entre os casos confirmados foi de 2,9%. Na província de Hubei, epicentro da epidemia, foi de 3,4%, comparado com 0,4% no resto do país, segundo o jornal.

Para pacientes com mais de 80 anos, a taxa de mortalidade pode chegar a 15%, segundo o estudo.

Profissionais de saúde em Wuhan enfrentaram o maior risco de infecção, especialmente no início de janeiro, segundo o estudo. Nos primeiros 10 dias de janeiro, quase 40% dos trabalhadores médicos infectados evoluíram para um estado grave, antes que a taxa caísse em fevereiro. Entre os 1.688 trabalhadores médicos gravemente doentes, 64% estavam em Wuhan e 23,3% em outras áreas em Hubei, segundo o jornal.

O estudo constatou que, em média, 49% dos pacientes em estado crítico geralmente morriam. Consequentemente, pacientes em estado crítico experimentam insuficiência respiratória que requer ventilação mecânica ou choque, ou outras falhas de órgãos que requerem cuidados intensivos.

O estudo relatou que 13,8% dos pacientes estavam em estado grave, o que significa dificuldade em respirar, baixa captação de oxigênio, lesões pulmonares múltiplas ou outras circunstâncias clínicas que requerem hospitalização, de acordo com as diretrizes do NHC.

Antes de 31 de dezembro, quase todos os casos de coronavírus estavam em Hubei, mas em apenas 10 dias os pacientes foram notificados em 20 províncias e nos 10 dias seguintes se espalharam para um total de 30 províncias, disseram os pesquisadores.

A partir do estudo, a curva epidêmica do coronavírus está mostrando sinais de desaceleração, indicando medidas como restringir o fluxo de pessoas, reduzir o contato humano e a divulgação de informações sobre epidemias em alta frequência através de múltiplos canais, podendo estar ajudando a conter o surto, disse o jornal. .

Este estudo contradiz indiretamente muitos dos números do governo do estado que são relatados constantemente, mas isso já era esperado, já que o governo comunista chinês tenta ocultar a real magnitude da epidemia de coronavírus.

As autoridades de saúde chinesas informaram que até o momento foram registradas 1.875 mortes pelo coronavírus, e o número de casos confirmados de infecção 73.451, enquanto os que estão em estado crítico grave são 11.385. No entanto, esses números carecem de credibilidade e, na realidade, podem ser muito mais altos.

 

 

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Cristã e Correspondente Internacional na Europa.

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