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“Chame a perseguição de cristãos de cristofobia”, diz ministro britânico das Relações Exteriores, Jeremy Hunt

Thaís Garcia

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Imagem: AFP/Getty Images

O ministro britânico das Relações Exteriores, Jeremy Hunt, declarou que a perseguição cristã deveria ser rotulada como “cristofobia”.

Nesta segunda-feira (8), Hunt fez suas declarações durante uma conferência de imprensa, após a publicação de um relatório sobre a perseguição de cristãos. O estudo, conduzido sob a liderança do bispo anglicano Philip Mounstephen, mostra, entre outras coisas, que 80% das vítimas de perseguição religiosa são cristãs.

O ministro Hunt, que está na corrida com Boris Johnson para suceder a primeira-ministra Theresa May, disse que implementaria as recomendações do relatório, se fosse eleito primeiro-ministro por seu Partido Conservador.

Em maio, foi publicado uma versão provisória do relatório que gerou muitas discussões. Na época, Hunt falou de uma “atmosfera do politicamente correto” que estaria impedindo de se dar a real atenção à perseguição cristã.

As figuras chocantes sobre a perseguição cristã dizem muito. No entanto, a mídia permanece em silêncio e são poucos, os governos ocidentais que se pronunciam a respeito.

Genocídio
A perseguição cristã chega perigosamente perto do genocídio em várias áreas. No relatório do bispo anglicano e missionário Philip Mounstephen, apareceu conclusões alarmantes.

De acordo com o comissário do estudo, o ministro britânico das Relações Exteriores, Jeremy Hunt, os governos têm “dormido” por um longo tempo, ao se tratar de perseguição cristã.

“Apesar da extensão do problema, ele recebe relativamente pouca atenção na mídia e na política do governo”, disse Hunt.

A perseguição cristã não é levada a sério como um tema de direitos humanos. Até o momento, há uma resposta insuficiente aos problemas dos cristãos. Pouca atenção é dada à perseguição cristã no contexto europeu.

Êxodo no Oriente Médio
De acordo com o recente relatório, a perseguição de cristãos leva a um êxodo em massa de cristãos de certas áreas, como o Oriente Médio.

“O cristianismo ameaça morrer por isso”, disse Mounstephen.

Estatísticas
De acordo com outro relatório, da organização Portas Abertas, 1 em cada 9 cristãos experimentam altos níveis de perseguição em todo o mundo; 11 cristãos são mortos a cada dia por motivos relacionados à fé; e só em 2018, 4.136 cristãos foram mortos.

Na Síria, o número de cristãos caiu de 1,7 milhão em 2011, para menos de 450 mil. No Iraque, havia 1,5 milhões em 2003, hoje há menos de 120.000 cristãos.

Na Nigéria, vivem 80 milhões de cristãos, que nas últimas décadas têm sido regularmente confrontados com o terror da organização terrorista islâmica “Boko Haram” e dos nômades muçulmanos Fulanis. Cerca de 15.500 cristãos foram mortos por ataques terroristas destes grupos entre 2006 e 2016; e cerca de 13.000 igrejas foram destruídas no país, informou a organização americana, Christian Solidarity Worldwide. Só em 2015, mais de 4.000 pessoas foram mortas. E em 2018, mais de 1.700 cristãos foram mortos por terroristas muçulmanos Fulanis no país.

Veja a lista dos 50 países onde cristãos são mais perseguidos neste link.


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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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