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Cardeal australiano George Pell é condenado a 6 anos de prisão por pedofilia

Thaís Garcia

Publicado

em

Joe Castro/EPA

O cardeal australiano George Pell foi condenado a seis anos de prisão, por abusar sexualmente de dois coroinhas de 13 anos de idade em 1996. O juiz definiu o abuso como “oportunista, tóxico e humilhante”.

Segundo o juiz, as circunstâncias foram extremamente humilhantes, porque os meninos testemunharam o abuso mútuo. O mesmo afirmou que o cardeal achava que poderia se safar, por causa de sua alta posição no Vaticano.

O abuso de 1996, ocorreu na catedral de Melbourne, onde Pell era o arcebispo. Uma das vítimas afirmou que foram flagradas enquanto bebiam escondidos do vinho da missa. Pell então, os forçou a praticar atos sexuais.

Além disso, o juiz determinou que nos próximos três anos e oito meses, Pell não possa receber libertação antecipadamente. O cardeal também foi registrado como perpetrador de abuso sexual infantil para resto de sua vida.

“A comunidade deve ser protegida contra você”, disse o juiz Peter Kidd.

Depois do veredicto, os aplausos foram ouvidos fora do tribunal. Entre os presentes estavam também familiares das vítimas.

Pell continua a negar o abuso e recorrerá da decisão. Seus advogados consideraram o veredicto “irracional”, por apenas se basear no testemunho de uma das duas vítimas.

A outra vítima, morreu de overdose de heroína aos 31 anos, em 2014.

O cardeal Pell era uma das pessoas mais poderosas do Vaticano, nomeado tesoureiro em 2014 e saiu de licença em 2017. É a primeira vez que um clero tão alto do Vaticano é considerado culpado por pedofilia.

Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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