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Burkina Faso: terror e violência contra cristãos

Redação

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Imagem: CNS photo/Anne Mimault, Reuters

Matéria exclusiva da Portas Abertas para o Conexão Política.

A nova Lista Mundial da Perseguição 2020, lançada em meados de janeiro, traz novas tendências para a perseguição a partir deste ano. O aumento da violência contra cristãos, que não é novidade, mas um dado alarmante, com mais de 260 milhões de cristãos perseguidos no mundo, e 2.983 cristãos mortos por sua fé em 2019.

Um dos países que mais cresceram em violência contra cristãos e entrou para os 50 países que mais perseguem cristãos no mundo, é Burkina Faso. Ataques constantes a igrejas, residências e prédios cristãos foram destaque no país no ano passado e fez com que ele passasse de 61º lugar da lista de observação de países que perseguem cristãos, a 28º na Lista Mundial da Perseguição.

O país está perdendo a tolerância religiosa que já praticou em sua história.

Uma radicalização da população islâmica está agora tomando lugar. A recente expansão da militância islâmica na região do Sahel ameaça o desenvolvimento da democracia. Grupos radicais islâmicos, como o Boko Haram, estão claramente ganhando espaço.

Embora o governo esteja tomando várias medidas para prevenir a expansão dos grupos, também vai precisar olhar para soluções populares para combater a crescente influência islâmica.

Em 2019, muito da violência sectária e ataques de grupos radicais islâmicos, como o Boko Haram que tem se fortalecido na região, levaram a mortes e deslocamento. O que é mais preocupante é que esses ataques com frequência têm os cristãos como alvo.

Ataques como o que ocorreu no domingo, dia 9 de fevereiro, ao Leste do país. Um grupo armado, ainda não identificado, atacou uma igreja evangélica durante o culto, matando pelo menos dois membros e deixando dezenas de outros feridos.

Ainda este ano, no final de janeiro, ocorreu a morte de pelo menos 75 pessoas pelas mãos de militantes islâmicos no conturbado Norte de Burkina Faso.

Um ataque no sábado, 25 de janeiro, na província de Soum, tirou a vida de 39 pessoas, enquanto um ataque na segunda, 20 de janeiro, deixou 36 mortos em duas vilas na província de Sanmatenga.

No ano passado, no Norte do país, militantes radicais islâmicos mataram sumariamente cristãos de uma aldeia que usavam cruzes (em pingentes, anéis ou em suas casas).  Igrejas, escolas e ONG cristãs foram atacadas ou fecharam por medo.

Isso tudo em uma sociedade que era muito tolerante no passado, mas tem se tornado intolerante com pessoas de religiões diferentes.

Nota: Matéria exclusiva da Portas Abertas para o Conexão Política.

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