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Austrália

Cardeal australiano pedófilo George Pell entra com pedido de cassação contra sua prisão

Thaís Garcia

Publicado

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Cardeal australiano pedófilo George Pell entra com pedido de cassação contra sua prisão 21
Imagem: Joe Castro/EPA

O cardeal australiano George Pell (78) recorreu à Suprema Corte em seu país de origem, contra a condenação por abuso sexual de dois meninos de 13 anos do coral. O clérigo foi anteriormente considerado culpado e condenado a seis anos de prisão. Vários recursos foram julgados improcedentes. A cassação é sua última chance de escapar da prisão. O ex-bispo de Melbourne e Sydney acredita que também os líderes seniores da igreja têm direito à “liberdade de sexo”.

George Pell, foi um dos homens mais poderosos do Vaticano. Em 2014, Pell foi nomeado tesoureiro do Vaticano, tornando-se um dos mais altos funcionários da Igreja Católica Romana e um dos consultores pessoais do Papa Francisco. Ele está de licença desde 2017.

Abuso
O abuso dos menores de idade ocorreu em 1996, quando Pell era arcebispo. Ele abusou sexualmente de dois coroinhas de 13 anos de idade. O juiz definiu o abuso como “oportunista, tóxico e humilhante”.

Segundo o juiz, as circunstâncias foram extremamente humilhantes, porque os meninos testemunharam o abuso mútuo. O mesmo afirmou que o cardeal achava que poderia se safar, por causa de sua alta posição no Vaticano.

Uma das vítimas afirmou que foram flagradas enquanto bebiam escondidos do vinho da missa. Pell então, os forçou a praticar atos sexuais.

Suprema Corte
Ainda não se sabe se a Suprema Corte da Austrália aceitará o pedido de um dos homens mais poderosos do Vaticano. Segundo o Ministério da Justiça, que se apega aos seis anos de detenção, a chance é pequena.

“Ele deve continuar cumprindo sua sentença de seis anos de prisão”, disse recentemente a juíza Anne Ferguson, quando outro recurso foi julgado improcedente. O cardeal será elegível para liberação antecipada, em 2022.

O ex-arcebispo, que também era tesoureiro do Vaticano em Roma, considera sua condenação “injusta”, porque se baseia no testemunho de apenas uma das duas vítimas. A segunda vítima morreu em 2014, pelas consequências de uma overdose de heroína aos 31 anos de idade e não testemunhou sobre o abuso.

Defesa
De acordo com a acusação, o ex-alto funcionário do Vaticano drogou suas vítimas, e em seguida, aproveitou a oportunidade para abusar sexualmente delas. Segundo seus advogados, Pell tem um álibi “forte e credível”. Bret Walker, um dos advogados, declarou recentemente que não era justo que a condenação se baseasse em uma única testemunha e que o juiz havia rejeitado erroneamente o ônus da prova da defesa no processo anterior.

A defesa também acha estranho que durante o abuso, ninguém tenha sido testemunha ocular ou o teria evitado, porque havia muitas pessoas presentes na igreja, onde os crimes ocorreram. Além disso, a enorme roupa que Pell usava tornaria impossível cometer parte do abuso descrito, mostrando seus órgãos genitais.

Segundo o advogado da defesa Walker, no dia em que o abuso teria ocorrido, Pell nem estava no local onde ocorreu.

“Por isso, é impossível que o ex-cardeal tenha sido culpado do abuso. As leis da física nos dizem que era fisicamente impossível ele ter cometido a violação”, disse Walker.

A decisão judicial do pedido de cassação contra a prisão do ex-cardeal deve sair dentro de algumas semanas.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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