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Alemanha

Exército alemão admite um rabino como conselheiro religioso pela primeira vez em um século

Thaís Garcia

Publicado

em

Imagem: Matthias Rietschel / AP Photo

O exército alemão empregará um rabino como conselheiro religioso pela primeira vez em um século, disse a ministra da Defesa da Alemanha nesta quarta-feira (11).

Depois de aproximadamente 100 anos sem um rabino, as forças armadas alemãs admitiram um conselheiro religioso judeu para os 300 soldados judeus do exército.

Sacerdotes e pastores já estão prestando serviços religiosos aos estimados 94.000 cristãos nas forças armadas.

Mas o equivalente não estava disponível para soldados judeus, que somam cerca de 300.

“Hoje, na reunião do gabinete, enviamos um sinal importante aos nossos soldados judeus. Após cerca de 100 anos, instalaremos novamente um rabino militar judeu na Defesa Federal. Um compromisso claro: a vida judaica é evidente em nosso país”, disse a ministra da Defesa, Annegret Kramp-Karrenbauer, no Twitter.

Os conselheiros religiosos do exército oferecem conselhos sobre questões éticas e acompanham os soldados enquanto realizam treinamento ou educação.

Conselheiro muçulmano
Também estão em andamento planos para a criação de um conselheiro religioso para os 3.000 soldados muçulmanos, embora ainda haja nenhuma instituição central de coordenação representando a comunidade.

Neonazismo
Ao longo dos anos, as forças armadas da Alemanha foram repetidamente criticadas por suspeitas de que alguns membros eram neonazistas.

No ano passado, a então ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, ordenou que os militares se purificassem de todos os elos da ‘Wehrmacht’ (nome do conjunto das forças armadas da Alemanha durante o Terceiro Reich) em tempo de guerra, depois de saber que capacetes de aço e recordações do exército da era nazista eram exibidos abertamente em um de seus quartéis.

Recentemente, Kramp-Karrenbauer prometeu tomar uma ação decisiva contra casos de radicalismo no exército, depois que emergiu que a ‘Bundeswehr’ (Defesa Federal) deveria suspender um membro de sua força de elite por suspeita de extremismo neonazista.

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