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África Oriental sofre a pior praga de gafanhotos em 25 anos

Thaís Garcia

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Imagem: © REUTERS

Enxames de gafanhotos ameaçam comer os campos no Quênia. Etiópia e Somália também foram afetadas anteriormente. Para esses países, já é a pior praga de gafanhotos em 25 anos.

Desde o final de dezembro, a praga se espalhou para o Quênia.

O ministro da Agricultura do Quênia expressou sua preocupação na sexta-feira (17) sobre as possíveis consequências para a produção de alimentos. Ele chama o enxame de “a maior ameaça à segurança alimentar e aos meios de subsistência dos quenianos até hoje”.

Os enxames da Etiópia e da Somália estão devastando desde dezembro.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) anunciou que 70.000 hectares de plantações já haviam sido perdidos.

A FAO alertou que Uganda e Sudão do Sul também podem ser afetados. Combater a praga na Somália é difícil, porque o país no Chifre da África está sendo dilacerado pela guerra.

Segundo a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD), pode ser esperado um aumento dos enxames de gafanhotos até Junho, tendo em conta “as condições ecológicas favoráveis” à sua reprodução.

Consequências

As pragas de gafanhotos podem ter consequências devastadoras.

Uma das maiores registadas nas últimas décadas, entre 2003 e 2005, provocou prejuízos de mais de 2,5 mil milhões de dólares e foram precisos mais de 500 milhões de dólares para combater a praga que se espalhou por 20 países no Norte de África.

Para evitar e controlar os surtos, as autoridades analisam imagens de satélite, recorrem a pesticidas e conduzem pulverizações sobre as áreas afetadas.

No comunicado, o IGAD aconselha ainda que os territórios afetados apliquem formas de vigilância terrestre, prevejam as rotas dos enxames de gafanhotos e realizem pulverizações aéreas e terrestres, além de sugerir o uso de meios de comunicação, como o rádio, para disseminar informação e educar os cidadãos.

Também na Índia, em dezembro, os gafanhotos destruíram milhares de hectares de terras agrícolas.

 

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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