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A guerra de mísseis dos aiatolás contra o Estado judeu

Thaís Garcia

Publicado

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Imagem: Cristy Li

Depois de meses de relativa paz, a violência entre Israel e Gaza aumentou neste último fim de semana.

Os movimentos terroristas palestinos Hamas e Jihad Islâmica bombardearam civis no sul de Israel com 700 mísseis, matando 4 pessoas e ferindo 234.

No norte de Israel, não houve sinais de ataques, exceto pelo constante alerta sonoro que está sempre ligado, para alertar quando e onde algo está acontecendo no país.

Os ataques foram ferozes desta vez.

E o exército israelense respondeu com ataques aéreos.

Mísseis dos aiatolás

A guerra de mísseis dos aiatolás contra o Estado judeu começou novamente. Mas esse ataque tem uma clara dimensão regional.

O conflito palestino israelense na verdade, tem uma dimensão regional: o estado islâmico do Irã.

Os islamistas veem apenas uma forma de “paz”: varrer Israel do mapa.

A escalada final começou depois que atiradores do Hamas tentaram matar soldados israelenses que guardavam a fronteira com Gaza e feriram dois deles.

Em resposta, a Força Aérea Israelense (IAF) atacou alguns alvos ligados ao Hamas em Gaza, matando dois terroristas. Depois disso, tudo se escalou.

Cerca de 700 projéteis foram disparados em centros populacionais no sul de Israel até as 23h deste último domingo (5).

O exército israelense atacou mais de 260 alvos do Hamas e da Jihad Islâmica em Gaza e matou pelo menos 30 palestinos árabes.

Entre os mortos estava Hamed al-Khoudary, um importante comandante do Hamas, responsável pela transferência de fundos iranianos para os vários grupos terroristas em Gaza.

O Hamas tentou derrubar um dos aviões de combate da IAF, usando um avião não tripulado armado. Mas a tentativa falhou, segundo um alto oficial da Força Aérea de Israel.

O gabinete de segurança de Israel se reuniu neste último domingo à tarde (5) e ordenou uma escalada dos ataques aéreos. Enquanto isso, a mídia informou que a Brigada de Golan estava sendo enviada para a fronteira com Gaza.

Ao mesmo tempo, Israel forneceu 650.000 litros de diesel para a única usina de Gaza para o Hamas.

O comboio de petroleiros foi atacado pelo Hamas ou pela Jihad Islâmica com morteiros, mas a entrega continuou, depois que os motoristas refugiados retornaram aos seus veículos.

Depois da mais violenta escalada em anos, Israel e o Hamas fecharam uma trégua. Porém, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu concluiu que a operação ainda não acabou.

Israel é vítima

Como Israel pode acabar com o fogo destes mísseis de Gaza? O Hamas e a Jihad Islâmica provocaram mais uma vez Israel, ao lançar centenas destes foguetes no sul do país.

Como disse o deputado federal Eduardo Bolsonaro em seu Twitter: “Israel é vítima de ataques, mas quase sempre é pintado como vilão. Isso tem que mudar. Israel jamais lança foguetes aleatoriamente contra civis”.

Cessar-fogo

O governo israelense esperou novamente para mobilizar reservistas, um sinal de que ainda não está planejado lançar uma operação terrestre decisiva em Gaza, para deter os ataques de mísseis definitivamente ou para acabar com o governo do Hamas.

No momento, o governo israelense não quer iniciar uma nova guerra com os grupos terroristas em Gaza por causa do Dia da Independência de Israel.

Porém, este cessar-fogo em Israel é uma excelente oportunidade para o Hamas chantagear o Estado judeu e novamente fazer concessões, como a libertação de terroristas nas prisões israelenses e a transferência de dinheiro pelo Catar, o principal patrocinador do Hamas.

A situação econômica já difícil em Gaza continua a deteriorar-se.

A taxa de desemprego, por exemplo, chegou a 50%, mas isso não significa que o Hamas esteja disposto a transferir dinheiro de suas atividades terroristas, para aliviar a crise humanitária no enclave costeiro.

Enquanto isso, os moradores das cidades e aldeias do sul de Israel exigem o fim da implacável campanha de terror, porque a vida ali se tornou quase impossível.

Nas últimas semanas, o Hamas e a Jihad Islâmica também retomaram a jihad em balão contra as comunidades do sul de Israel após um longo inverno.

A nova campanha de balão e pipa causou outra série de incêndios na área ao redor de Gaza.

No entanto, o governo israelense está relutante em realizar outra operação terrestre, em particular uma que levaria ao fim do domínio do Hamas sobre a Faixa de Gaza.

Ameaças e solução

O Hamas e a Jihad Islâmica alertaram no último domingo (5), que estão preparados para lançar mísseis contra Tel Aviv e outros centros populacionais do centro de Israel. Isso aconteceu depois que a cidade de Beit Shemesh, a 20km de Jerusalém, foi atacada com um projétil.

As duas organizações terroristas, apoiadas pelo Irã, também expressaram sua disposição de envolver o IDF em uma nova guerra.

De acordo com o ex-comandante da IDF do Norte, Gal Hirsch, se Israel quer realmente restaurar a segurança do povo do sul de Israel, existe uma opção real para acabar com o ataque de mísseis: conquistar e restabelecer o controle permanente sobre a Faixa de Gaza.

“Que não haja desentendimentos, há uma solução para o lançamento de mísseis [além do uso de sistemas de defesa antimísseis como o Iron Dome]. Somos absolutamente capazes de superar essa ameaça e reduzir o número de lançamentos para zero. Isso requer uma decisão do governo que nos permita recuperar o controle da área. Ao não conquistar e não restabelecer o controle permanente sobre a Faixa de Gaza, o fogo dos mísseis continuará por muitos anos.” (Gal Hirsch – em seu livro ” Escudo Defensivo” p. 225)

Em junho do ano passado, o Prof. Hillel Frisch, da Universidade Bar Ilan, também escreveu uma análise, na qual ele disse que a única solução para o terror que vem de Gaza é “a completa derrota do Hamas”.

“Apenas uma política de resistência em relação ao Hamas pode levar a um retorno à estabilidade e à paz em Gaza”, disse o professor do Bar-Ilan.

No Cairo, os representantes dos movimentos terroristas da Jihad Islâmica (de Gaza) e do Hamas se reuniram nesta última sexta-feira, 3 de maio, para realizar um acordo, sob a liderança das autoridades egípcias, sobre a redução das tensões entre Gaza e Israel.

O “acordo” foi “quase alcançado”.

Um aviso para os eternos otimistas entre nós: esses tipos de acordos são intrinsecamente temporários. Eles não são acordos de paz duradouros, porque, do ponto de vista dos islamitas, apenas uma forma de paz é possível.

Essa paz só é alcançada quando Israel for varrido do mapa.

Os demais são, segundo a tradição do profeta Maomé, “tratados temporários”.


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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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