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A estratégia do Partido Comunista Chinês para neutralizar Elon Musk e ‘atacar’ os EUA

Thaís Garcia

Publicado

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Xinhua | Ding Ting

A empresa Tesla, do bilionário Elon Musk, se tornou o mais recente alvo da postura diplomática hostil do Partido Comunista Chinês (PCC) contra os Estados Unidos da América (EUA).

Em 19 de março, circulou nas ‘redes sociais’ do país um aviso sobre veículos da Tesla que haviam sido proibidos pelos militares chineses, mas que logo foi removido.

A mensagem anunciava que os carros feitos pela companhia possuíam câmeras omnidirecionais (de 360 graus) e sensores ultrassônicos que podiam expor ‘segredos militares’. Consequentemente, Pequim proibiu a circulação desses veículos nas proximidades de instalações militares.

A restrição para a montadora também pode ser utilizada para limitar a expansão da Tesla na China e impulsionar as marcas locais, de acordo com especialistas.

Ao mesmo tempo, o The Wall Street Journal confirmou que o regime comunista está restringindo o uso de veículos Tesla por militares. Funcionários de grandes empresas estatais também se enquadram na proibição.

A capacidade de coleta de dados dos veículos seria a principal preocupação do país, que considera isso uma ameaça à segurança nacional.

O CEO da Tesla, Elon Musk, respondeu às questões de segurança em 20 de março no Fórum de Desenvolvimento da China.

“Se a Tesla usar seus carros para espionar a China, teremos que fechar. Por este motivo, temos uma grande motivação em garantir a privacidade dos usuários”, declarou, na ocasião.

No entanto, pode haver uma outra razão para a restrição do uso de veículos da empresa no país. O comentarista chinês Shi Shan disse que as preocupações com a segurança nacional sobre os veículos da Tesla são apenas uma desculpa para o PCC, segundo informou o The Epoch Times.

“Esses recursos do Tesla não estão disponíveis apenas agora, e a chamada ‘ameaça’ não surgiu apenas hoje. Por que o Partido Comunista Chinês não se preocupou antes? Por que o PCC apenas levantou essa questão agora? Obviamente, é parte da recente diplomacia dura do PCC em exibição”, opinou.

Mike Sun, um consultor de investimentos nos EUA, disse que o propósito do regime em trazer a Tesla [à China] é parecido com o que eles fizeram com os celulares iPhone. Eles usarão a tecnologia e cadeias industriais da Tesla e da Apple para favorecer a indústria de manufatura local da China.

A entrada da Tesla no mercado chinês alimentou o desenvolvimento das marcas locais de veículos elétricos da China como das empresas NIO, Li Xiang One e XPeng. Agora que esses fabricantes se desenvolveram, o PCC não quer que a Tesla continue a crescer e se expandir.

Com informações, The Epoch Times.

Cristã e Correspondente Internacional na Europa.