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A barbárie cometida pela esquerda contra as crianças da Alemanha na década de 60

Thaís Garcia

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Foi na década de 60, que a esquerda alemã tentou implementar uma revolução sexual defendendo como normal, o sexo com crianças. O jornalista alemão do Spiegel, Jan Fleischhauer, escreveu um extenso artigo, narrando o quão longe a esquerda levou a revolução sexual, destruindo a inocência de crianças na Alemanha.

O movimento alemão esquerdista de 1968

Em busca de superar todas as inibições sexuais, uma das visões progressistas do movimento alemão da esquerda, era de trazer a liberação sexual de crianças, estabelecendo assim o processo de “pedofilização” da sociedade.

O movimento foi iniciado com estudantes do Instituto de Psicologia da Universidade Livre de Berlim, ao instalarem um centro pós-escola (espécie de creche) para crianças de 8 a 14 anos no bairro de Keuzberg, nesta mesma cidade, fornecendo também os educadores que lá trabalhavam.

O trabalho educacional neste centro pós-escola, chamado “Rote Freiheit” (Liberdade Vermelha), tinha como objetivo moldar uma personalidade socialista nos alunos. Os educadores do centro enfatizaram muito na “educação sexual”.

Relatórios de atividades

Em 1970, Úrsula Besser, membro do parlamento do estado em Berlim, pelo partido conservador CDU (União Democrata-Cristã), e nomeada por este para o comitê de educação, encontrou uma pasta em frente à porta de sua residência. Nesta pasta, havia relatórios diários datilografados sobre o trabalho educacional deste centro pós-escola. O primeiro relatório foi datado em 13 de agosto de 1969, e o último foi escrito em 14 de janeiro de 1970.

De acordo com os registros, quase todos os dias, os alunos faziam jogos que envolviam tirar a roupa, ler revistas pornográficas juntos e participar de mímicas de relações sexuais.

Úrsula acreditou ter sido um funcionário do instituto, preocupado com a barbaridade, o responsável por deixar os relatórios a sua porta.

Tomando conhecimento do que se passava no centro, Úrsula visitou então, o Instituto de Psicologia em Berlim e repassou os relatórios a um editor do jornal Der Abend, de Berlim Ocidental, que publicou trechos do material.

No porão do instituto, Úrsula encontrou dois quartos separados por um grande espelho unidirecional. Havia um colchão em um dos quartos, bem como uma pia e uma fileira de panos coloridos pendurados ao lado.

Quando perguntado, um funcionário do instituto disse a Úrsula que o porão era usado como uma “estação de observação” para estudar o comportamento sexual em crianças.

Outros incidentes como o de Berlim começaram a aparecer. Foi o caso da Escola Odenwald, no estado de Hesse, no oeste do país, que era um colégio interno sem afiliação religiosa.

A esquerda e suas histórias de abuso

Essa bizarra obsessão pela sexualidade infantil, por membros do movimento de 68, foi um capítulo que marcou a história da esquerda na Alemanha. Estes acreditavam na loucura de que somente aqueles que se libertassem da repressão sexual, poderiam ser verdadeiramente livres. Quando os líderes do movimento foram questionados sobre o assunto, eles ofereceram respostas hesitantes e evasivas.

“No movimento de 1968, havia de fato uma falta de respeito pelas fronteiras necessárias entre crianças e adultos. O grau em que essa ameaça levou a casos de abuso, não é claro”, disse Wolfgang Kraushaar, cientista político e cronista do movimento.

Klaus Rainer Röhl, ex-editor da revista de esquerda Konkret, defendia abertamente o sexo com menores, em seus artigos na revista. Tão perturbante quanto isso, foram as acusações de abuso sexual vindas de suas próprias filhas, Anja e Bettina, contestadas por ele.

O político do Partido Verde Daniel Cohn-Bendit, descreveu suas experiências como professor em um jardim de infância em Frankfurt, em seu livro autobiográfico de 1975 “Der Grosse Basar” (O Grande Bazar). Citando quando as crianças que lhe foram confiadas, abriram a braguilha de suas calças e começaram a acariciar seu pênis:

“Eu costumava ficar muito surpreso. Minhas reações variavam, dependendo das circunstâncias”.

Cohn-Bendit afirmou que seus retratos no livro foram feitos como uma provocação. Porém, mais tarde em uma aparição na televisão francesa em 23 de abril de 1982, Cohn-Bendit, comentou:

“Às nove da manhã, eu juntei minhas oito crianças pequenas entre as idades de 16 meses e 2 anos. Eu lavei as suas nádegas, fiz cócegas nelas, elas me fizeram cócegas e nós nos abraçamos. Você sabe, a sexualidade de uma criança é fantástica. Você tem que ser honesto e sincero com as crianças muito novas, não é o mesmo com as crianças de quatro a seis anos. Quando uma garotinha de cinco anos começa a se despir, é ótimo, porque é um jogo. É um jogo incrivelmente erótico.”

Na 17º edição da revista cultural Kursbuch de junho de 1969, foi publicado pelo alemão Hans Magnus Enzensberger, um relatório dos membros da Comuna 2 em Berlim, intitulado “Educar as crianças na comuna”.

No verão de 1967, três mulheres e quatro homens se mudaram para um apartamento em um antigo prédio na Giesebrechtstrasse, em Berlim, junto com duas crianças pequenas, uma menina de três anos, Grischa, e um menino de quatro anos de idade, Nessim. Para os moradores, o experimento da coabitação foi uma tentativa de superar todas as restrições burguesas, que incluíam desde contas bancárias separadas e portas de banheiros fechadas, até a fidelidade entre casais e o desenvolvimento de sentimentos de vergonha. As duas crianças foram criadas pelo grupo, o que muitas vezes significava que ninguém dava muita atenção a elas. Como os adultos tinham como objetivo não apenas “tolerar, mas de fato afirmar a sexualidade infantil”, eles não estavam satisfeitos em simplesmente agir como observadores passivos. Os membros dessa comuna também se sentiram compelidos a anotar suas experiências, o que explica por que alguns dos incidentes ocorridos foram documentados de forma confiável.

Em 4 de abril de 1968, Eberhard Schultz descreveu como ele estava deitado na cama com a pequena Grischa, e como ela começou a acariciá-lo, primeiro no rosto, depois no estômago e nádegas e finalmente em seu pênis, até que ele se tornasse “muito excitado ” e “seu órgão genital ficasse ereto”. A garotinha tirou a sua meia-calça e pediu que Schultz “penetrasse”, respondendo este, que seu pênis era “provavelmente grande demais”. Então ele acariciou a vagina da menina.

Nesta mesma 17º edição, havia uma série de fotos sob a manchete “Brincadeira de amor no quarto das crianças”. Mostrando Nessim e Grischa, ambos nus. A legenda dizia: “Grischa caminha até o espelho, olha para o corpo, inclina-se para frente várias vezes, envolve as nádegas com as mãos e diz: ‘Olhe, minha vagina'”.

Ulrich Enzensberger, um ex-membro da comuna, disse mais tarde que Nessim, olhava para o seu passado “horrorizado” com o tempo vivido na comuna. Nessim é agora um cientista político em Bremen, enquanto Grischa vive em Berlim e trabalha para uma editora. Nessim e Grischa viveram vidas muito privadas desde que foram capazes de tomar suas próprias decisões.

É impossível pensar que a “brincadeira de amor” na comuna foi uma exceção e um excesso radical de um projeto revolucionário, pois, muitos pais esquerdistas modelaram as suas próprias vidas e famílias, nas experiências educacionais da Giesebrechtstrasse.

Para estes, a Comuna 2 foi um projeto piloto de educação antiautoritária que foi rapidamente seguido por jardins de infância privados, em que os pais aplicaram as novas ideias para criar seus filhos, primeiro em Frankfurt, Berlim, Hamburgo e Stuttgart e depois, em cidades menores como Giessen e Nuremberg.

Divididos sobre o problema

Inicialmente, os centros pós-escola apresentavam aos pais a finalidade de abordar questões práticas, como estimular os pais a levarem seus filhos para marchas de protestos. Mas a agenda acabou se voltando para a educação sexual. Nestes jardins de infância antiautoritários e creches, nenhum outro assunto foi discutido tão longamente quanto o sexo, disse Alexander Schuller, um sociólogo e um dos pioneiros do movimento.

Nos registros de um centro pós-escola de Stuttgart, de dezembro de 1969, há um relato feito por uma mãe que, de repente, encontrou vários meninos passando por baixo de sua saia. Quando um dos meninos começou a puxar os seus pelos pubianos, a mulher não sabia como reagir. Por um lado, ela não queria parecer inibida, e por outro lado, a situação era desagradável para ela.

Um relato da socióloga Monika Seifert, que descreveu suas experiências no “Coletivo de Pais da Escola Infantil de Frankfurt” na revista Vorgänge, revelou como foi difícil para os pais decidirem entre suas próprias expectativas ideológicas e seu senso de certo e errado.

Então, os pais logo começaram a se dividir sobre a questão do sexo. Alguns estavam determinados a encorajar seus filhos a mostrar e tocar sua genitália, enquanto outros ficaram horrorizados com a ideia. Depois de um ano de discussão exaustiva, o grupo mais pudico dos pais prevaleceu, e decidiram que não haveria sexo nos centros pós-escola.

Limites de privacidade violados

Sophie Dannenberg, cujos pais, motivados por sua afiliação ao Partido Comunista Alemão, a enviaram para um centro pós-escola na cidade de Giessen, nos anos 70, usou as histórias contadas por sua mãe e outras testemunhas contemporâneas para relatar a violação sofrida por essas crianças.

Em seu romance “Das Bleiche Herz der Revolution” (“O Coração Pálido da Revolução”), Sophie descreveu de forma impressionante como pode ser angustiante para as crianças quando seus limites de privacidade são violados.

O material que ela utilizou para escrever, inclui um relato, em que uma das mães disse que se despiu na frente de seu filho para que ele pudesse “inspecioná-la”. No processo, a mulher abriu as pernas para expor suas partes íntimas para sua inspeção. O jogo terminou quando o menino enfiou um lápis na vagina da mãe.

Muitas destas testemunhas relataram demandas insistentes para que mostrassem seus corpos nus.

Hoje em dia, a estimulação dos órgãos sexuais de uma criança por um adulto é claramente vista como uma agressão sexual criminosa. Mas para os esquerdistas de 1968, foi uma ferramenta educacional que “ajudou a criar uma nova pessoa”, de acordo com o “Manual de Doutrinação Infantil Positiva”, publicado em 1971.

“As crianças podem aprender a apreciar o erotismo e as relações sexuais muito antes de capaz de compreender como uma criança é concebida. É valioso que as crianças abracem os adultos e que a relação sexual ocorra durante o aconchego ”.

Nenhuma restrição de idade

Entrando no bonde do emergente movimento gay da época, os chamados grupos “Pedo” (pedófilos) logo apareceram. Alegando serem uma minoria, assim como os homossexuais, se acharam dignos a certos direitos. O mais conhecido desses grupos era o “Comuna Indiana” em Nuremberg.

Em 1980, os “índios” apareceram na primeira convenção do Partido Verde, na cidade de Karlsruhe, no sudoeste da Alemanha, para angariar apoio para sua causa, a qual chamaram de “sexo livre para crianças e adultos”.
Em 1985, numa convenção do Partido Verde em Lüdenscheid, este argumentou que a “sexualidade não-violenta” entre crianças e adultos deveria ser permitida, sem restrições de idade.

“As relações sexuais consensuais entre adultos e crianças devem ser descriminalizadas”, escreveu a força-tarefa “Crianças e Juventude” do Partido Verde no Estado de Baden-Württemberg, no sudoeste do país, em um documento de posição no ano de 1985. Protestos públicos forçaram o partido a remover a declaração do documento.

Durante esse período, o jornal Tageszeitung, de esquerda, foi utilizado como canal para propagar essa monstruosa ideia, que mostrava o quão socialmente aceitável essa violação dos tabus se tornou na comunidade esquerdista.

Em várias séries, incluindo uma intitulada “Eu Amo Garotos”, e em longas entrevistas, os homens tiveram a oportunidade de descrever como era bonito e libertador, o sexo com garotos pré-adolescentes.

Aqueles que se opusessem abertamente à promoção da pedofilia, eram descritos como “pudicos” e em oposição à liberdade de expressão.

Por um triz

Com a interferência de Úrsula Besser, do partido conservador CDU (União Democrata-Cristã), e pela pressão da população conservadora, a Alemanha escapou de cair nas mãos desses revolucionários esquerdistas.

Porém, essa é uma luta ainda não vencida. A educação sexual voltou recentemente nas escolas europeias. E agora com o endosso da ONU, a maioria de seus membros implantou em seus países o ensino sexual obrigatório nas escolas, incluindo a Alemanha.

O plano da esquerda no Brasil é interrompido

No Brasil, um movimento de esquerda muito semelhante, surgiu sutilmente, nesse mesmo viés, procurando inserir essa revolução através de “materiais educacionais” e “em nome da arte”. Alguns exemplos de material de doutrinação marxista são os livros “Nova História Crítica” de Mario Schmidt, “Sexualidade Começa Na Infância” de Maria Cecilia Pereira da Silva, os livros didáticos/2016 do MEC e “Orientação Sexual” de Ana Rosa Abreu, Maria Cristina Ribeiro Pereira, Maria Tereza Perez Soares e Neide Nogueira.

O objetivo da esquerda sempre foi a destruição da família. Através de investidas de uma mídia corrompida, da pedofilia disfarçada de arte e da doutrinação nas escolas, as crianças passariam a absorver gradativamente ideias contrárias aos seus valores tradicionais e seriam transformadas em um instrumento nas mãos do socialismo. Uma vez erotizadas, as crianças se tornam adultos não comprometidos em formarem família, prejudicando as suas percepções e seus convívios sociais.

Em contrapartida, eleitores conservadores se uniram e conseguiram eleger um novo governo, também conservador e defensor da criança, livrando assim o Brasil, da tentativa da esquerda em cometer um absurdo muito parecido com o ocorrido na Alemanha. E dessa forma, a autoridade dos pais sobre a educação sexual dos filhos está, momentaneamente, segura.

Os pais brasileiros precisam continuar alertas, a luta é constante e é preciso garantir à criança o direito de ser protegida, de brincar, estudar e ter a tranquilidade de um lar bem estruturado. Não é  por acaso, que o ensino no Brasil está repleto de teoria marxista. Uma vez que ela é disseminada por professores e se espalhe entre milhões de estudantes, progressivamente esta se transforma em realidade e é assimilada pela sociedade. A técnica da Janela de Overton, está sendo aplicada e invertendo os valores da nossa sociedade. Não perder a capacidade de discernir o bem e o mal é a única forma de sobrevivermos às investidas marxistas.

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Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

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