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COLUNA: Trump está vivo – queiram ou não

Carlos Júnior

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As últimas duas semanas mostraram boas novas para a campanha do presidente Trump: ele não só diminuiu a vantagem do democrata Joe Biden nas pesquisas como também vem conseguindo um desempenho melhor em comparação ao mesmo período da última eleição.

Na média do RealClearPolitics, Trump está 0,8% pior do que em 2016. Um número preocupante, mas que já esteve na casa dos 10%. Além disso, nos principais estados decisivos, seu desempenho é 0,1% melhor.

Biden tinha uma vantagem de oito pontos na Flórida há pouco mais de duas semanas. A diferença caiu pela metade e agora está em quatro.

Tendência semelhante é observada na Pensilvânia e em Michigan. Trump também está ampliando a sua vantagem em estados tradicionalmente vermelhos: Texas, Missouri, Carolina do Norte e Arizona. Em ambos as pesquisas indicavam uma onda azul que poderia colocar em xeque uma vitória republicana outrora certa.

Faltam três meses para a eleição.

Em política, esse período é uma vida.

No começo do ano, a reeleição de Donald Trump parecia um fato certeiro. Após a pandemia do coronavírus, Joe Biden assumiu a liderança isolada nas pesquisas e dava a entender que a América optaria pela volta dos democratas ao poder. Agora a tendência é de recuperação do presidente – um alento para os republicanos até então nervosos e preocupados com as perspectivas para novembro.

Também é importante ressaltar os erros recentes das pesquisas eleitorais nos Estados Unidos. Quem não lembra da bizarrice da Folha de S. Paulo, que seguindo as expectativas de muitos em 2016, noticiou que Hillary Clinton tinha 90% de chances de ser eleita em 2016? Não foi exclusiva a imbecilidade tupiniquim: ela teve amplo amparo nos institutos de pesquisas americanos. Uma fatia importante da população prefere não responder às pesquisas – o que dá margem para Trump falar em maioria silenciosa.

A eleição está indefinida e completamente embaralhada. Não dá para cravar um resultado. Eu, particularmente, não dou pitaco neste exato momento. Mas o fato inegável dos últimos dias é o seguinte: Trump está vivo e mais forte do que nunca. Goste o beautiful people ou não.

 

A cobra vai fumar

 

Lembram do Obamagate? O escândalo da suposta espionagem ilegal da campanha de Donald Trump perpetrada por Barack Obama ganhou mais um capítulo: o presidente do Comitê de Segurança Interna do Senado exigiu do diretor do FBI todos os documentos relacionados à investigação que deu origem ao Russiagate – o inexistente conluio de Trump com a Rússia. O prazo limite para a disponibilização dos documentos é o dia 20 de agosto.

A investigação que apurou o dito conluio russo com a campanha republicana de 2016 durou dois anos, teve orçamento ilimitado e colocou à sua disposição inúmeros agentes do FBI. Tudo isso para revirar e nada encontrar. O presidente Trump foi atormentado durante todo esse tempo por uma investigação infrutífera, desgastante e prejudicial: sua popularidade ficou em baixa e o seu partido perdeu a maioria na Câmara dos Representantes em 2018.

O simples fato do Russiagate ser mito per si já era grave, mas a suspeita de que tudo isso tenha sido originado por espionagem ilegal e ordenada por um presidente em exercício é mais grave ainda. Barack Obama e os democratas da sua administração têm muito a explicar sobre essa história. Em ano de eleição, pode ser a bala de prata que Donald Trump queria e precisava. A conferir o desenrolar da coisa no Senado americano.

 

Sempre os RINOS

 

Quando eu digo que Trump luta contra as duas elites dos dois grandes partidos políticos americanos, muitos acham exagero meu. Pois a última semana forneceu mais um exemplo para dar razão a minha constatação: o senador Ben Sasse (R-NE) cuspiu abelha africana para cima do presidente pela assinatura de ordens executivas – equivalente a nossa MP – no combate ao coronavírus, uma vez que os democratas impediram qualquer tentativa de acordo no Congresso. Sasse não só classificou a atitude de Trump como ‘’inconstitucional’’, como também disse que o presidente ‘’está louco’’.

RINO significa republican in name only, ou seja, republicano só no nome. É o político filiado ao Partido Republicano sem comprometimento algum com as pautas majoritárias da agremiação política, e em muitos casos rejeitam as bases do conservadorismo americano. John McCain, Mitt Romney, Colin Powell e Jeff Flake são ótimos exemplos. Aliás, todos eles têm algo em comum: uma birra infantil com Donald Trump. Troca de farpas, alfinetadas e até mesmo votos contrários ao presidente fazem parte do cardápio dos RINOS.

Trump foi eleito não apenas para ser mais um conservador destinado a combater o Partido Democrata. Sua entrada na política foi impulsionada por conservadores que queriam o fim do Deep State, das elites globalistas e do pântano de Washington. Tanto as famílias Clinton e Obama quanto os Bush e os McCain atuaram para destruir os EUA e minar a soberania nacional americana. O inimigo não é só a esquerda. É a falsa direita também.

Os RINOS estão sabotando a campanha de Trump de uma forma que nem os democratas sonharam. Eles são os melhores cabos eleitorais de Biden, e em matéria de servilismo ao esquerdismo chique, ninguém é páreo. Ben Sasse é o mais novo idiota a bancar o herói Never Trump. Não é por acaso que ganham elogios de tipos como Guga Chacra.

Referências:

1.https://www.realclearpolitics.com/epolls/2020/president/us/trump-vs-biden-national-polls-2020-vs-2016/

2.https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/11/1830275-hillary-tem-90-de-chances-de-ganhar-diz-pesquisa.shtml

3.https://www.wnd.com/2020/08/crossfire-hurricane-suddenly-gets-serious-senators-want-records-obamagate/

4.https://www.foxnews.com/politics/sasse-hits-back-at-trump-says-he-never-asked-for-his-endorsement

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Jornalista. Escreve sobre politica brasileira e americana, com análises não vistas na grande mídia.

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