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São Paulo registra assassinato de trans como feminicídio pela primeira vez

Marcos Rocha

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Marcelo Camargo | Agência Brasil

Em fevereiro deste ano, Jamisson Sousa de Lima, de 26 anos, foi preso em flagrante após ter assassinado a transsexual Raiane Marques, de 36 anos.

O caso aconteceu no litoral de São Paulo, na cidade de Praia Grande.

O boletim de ocorrência indica que, após uma discussão, Jamisson deu um golpe em Raiane, que não resistiu e veio a falecer no local.

O caso foi registrado como feminicídio. É o primeiro registro de homicídio de uma mulher trans como feminicídio no estado.

De acordo com a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, o registro mostra um amadurecimento institucional da Polícia Civil.

“É uma notícia positiva porque temos uma dificuldade enorme de mensurar a violência contra gays, lésbicas e trans no Brasil já que muitas vezes o registro não conta com essa informação. Se tivermos o feminicídio classificado dessa forma, daremos visibilidade a um público extremamente vulnerável e que muitas vezes não entra na agenda pública nem em discussões sobre propostas para enfrentar a violência pela falta de indicadores sobre isso”, disse.


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CONTATO: [email protected] | Editor-chefe do Conexão Política, residente e natural de Campo Grande/MS, assistente de gabinete junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS) e estudante de Ciências Jurídicas.

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