Nesta segunda-feira (20), a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro contestou a candidatura de Anthony Garotinho (PRP) ao governo do Estado.
O pedido de suspensão foi baseado numa decisão do Tribunal de Justiça (TJRJ) que condenou o ex-governador por “ato doloso de improbidade administrativa com lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito de terceiro”.
Na ação, o procurador regional eleitoral Sidney Madruga pediu ao TRE que seja dada, se necessário, ao candidato oportunidade de produzir prova testemunhal e documental.
Em julho, o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) sentenciou o processo sobre desvios de R$ 234,4 milhões da saúde no Estado em 2005 e 2006, quando Garotinho era secretário estadual de Governo. Desde que a Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010) entrou em vigor, em 2010, ficam inelegíveis por oito anos candidatos condenados em órgãos colegiados, como os Tribunais de Justiça.
Receba notícias do Conexão Política no seu WhatsAppReceba notícias do Conexão no WhatsAppNo último dia 17, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não deu seguimento ao pedido de Garotinho para suspender o acórdão do TJ que manteve a condenação à suspensão dos direitos políticos por oito anos. O TJ tinha rejeitado por unanimidade um recurso do ex-governador contra a sentença da primeira instância que também o condenou a ressarcir o dano aos cofres públicos e a outras sanções.
“O ato de improbidade administrativa pelo qual o candidato foi condenado deu-se na forma dolosa, conforme explicitado no acórdão condenatório”, afirmou o procurador regional eleitoral Sidney Madruga, citando a súmula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segundo a qual não cabe à Justiça Eleitoral decidir sobre o acerto ou desacerto das decisões que configurem causas de inelegibilidade.
Defesa
A assessoria de Garotinho nega que ele esteja inelegível e diz que vai pedir a a anulação de todo o processo.
“Sem jamais ter encontrado um indício de enriquecimento ilícito em sua vida política, o MP usou o argumento absurdo de enriquecimento ilícito de terceiros”, diz a nota.
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