Redes Sociais

Brasil

Marco Aurélio Mello diz que Câmara ‘tem que tocar’ pedidos de impeachment

Decano defendeu o rito dos processos, mas destacou que “apear um presidente do poder tem péssima repercussão”.

Raul Holderf Nascimento

Publicado

em

Jane Araújo | Agência Senado

Em entrevista ao site Metrópoles, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que a Câmara dos Deputados “tem que tocar” os pedidos de impeachment contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

“Observada a organicidade, tem de tocar as denúncias apresentadas. A não ser que elas sejam manifestamente improcedentes, aí se arquiva”, disse.

“Que o plenário decida, que os representantes do povo brasileiro — os deputados federais — decidam, recebendo ou não a denúncia contra o presidente da República. E que haja, posteriormente, o julgamento no Senado, pelos representantes dos estados brasileiros”, acrescentou.

Apesar disso, o decano da Suprema Corte fez questão de frisar que um possível afastamento no Palácio do Planalto pode gerar danos ao país.

“Não avançamos culturalmente quando apeamos do poder um presidente da República, a repercussão internacional é péssima. Agora, evidentemente, há de se submeter o pedido ao colegiado, é a organicidade do nosso direito. Mas o presidente foi eleito com 47 milhões de votos. Foi uma opção.”

Na entrevista, Marco Aurélio afirma que o chefe do Executivo foi eleito com 47 milhões de votos. Na verdade, Bolsonaro recebeu 57.797.847 votos, totalizando 100% das urnas apuradas.

Jornalista, professor e comentarista político. Cobre os bastidores de Brasília no Conexão Política.