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Coronavírus nos EUA e no Brasil: sensíveis diferenças

Carlos Júnior

Publicado

em

Bruno Santos / Folhapress

A pandemia global do coronavírus é um ponto fora da curva, uma exceção deveras angustiante. O fechamento de todos os estabelecimentos comerciais – tirando farmácias e supermercados – e os limites na circulação das pessoas nos quatro cantos do mundo fazem da COVID-19 um acontecimento sem precedentes em nossa história recente. Os relatos horripilantes que chegam da Itália e da Espanha provocam ainda mais pânico e medo do que ainda está por vir.

O vírus ‘’surgiu’’ na China e logo se espalhou pelo mundo. É patente e certo que a ditadura comunista chinesa foi omissa e deu uma generosa contribuição para a disseminação da COVID-19. Um relatório vazado do Partido Comunista Chinês mostra que os burocratas da administração ditatorial sabiam dos riscos e das consequências da então epidemia e nada fizeram para detê-la a tempo, além da perseguição a médicos e cientistas que alertaram as autoridades sobre o potencial destrutivo do coronavírus.

Nos Estados Unidos, metade da classe política e parte da imprensa já compreendeu o dedo do comunismo chinês na disseminação da pandemia. O senador Marco Rubio (R-FL) foi bastante claro em atribuir à ditadura chinesa a responsabilidade que lhe cabe nessa história.

“Você tenta impedir que saia de lá e chegue a outros lugares; em vez disso, o que as autoridades chinesas estavam interessadas eram em sua imagem. Eles não queriam parecer ruins. Eles não queriam parecer que tinham um problema, e assim eles encobriram e puniram as pessoas que realmente falaram sobre isso abertamente”, disse o senador.

Em um programa da FOX News – o único canal de televisão conservador dos EUA – os jornalistas da bancada foram na mesma direção do senador Rubio em admitir o óbvio e cobrar providências contra a ditadura comunista da China. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, alertou para o possível salvo-conduto dado a China caso as pessoas finjam que ela não fez nada e deixem as evidências para lá. O próprio presidente Donald Trump lembrou da omissão por parte das autoridades chinesas e lembrou outra constatação óbvia: se a epidemia viesse a ser conhecida antes, os outros países teriam como se preparar melhor, e muitas vidas teriam sido poupadas.

Entre jornalistas conservadores e políticos republicanos – o que restou de decência e sanidade mental em ambas as categorias nos EUA – parece não haver dúvidas da culpa da ditadura comunista na proliferação do coronavírus.No mínimo, metade da população americana também deve pensar assim, já que ambos os anteriormente citados representam metade do eleitorado americano.

No Brasil é diferente. A “nossa” classe política, a imprensa e grande parte da população vive com a cabeça em outro mundo, a anos-luz da realidade. Aqui vigora a visão de que a China é uma potência capitalista e um importante parceiro econômico, por isso não devemos falar absolutamente nada dos erros e crimes da ditadura chinesa. Nem quando são claros demais para serem negados. Não importa se vamos nos dobrar a uma potência estrangeira e jogar nossa soberania nacional no lixo em nome do comércio. Se ao invés da China os EUA protagonizassem uma situação como essa, duvido se a postura do establishment seria a mesma.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) cometeu a heresia de apontar o óbvio. De forma instantânea, os presidentes das duas casas congressuais foram ao Twitter pagarem de bons moços responsáveis. Rodrigo Maia (DEM-RJ) pediu desculpas ao povo chinês pelas declarações de Eduardo, como se criticar a ditadura comunista vigente naquele país é ofender a um povo que sofre as consequências de um Estado totalitário. A canalhice do presidente da Câmara para ofender o filho do presidente da República não tem limites. Para a classe política brasileira, tudo vale para derrubar Bolsonaro.

O editorial da Rede Bandeirantes chamou o chanceler Ernesto Araújo de idiota. Vejam: a mesma classe jornalística que pede união e bom senso parte para a desqualificação pessoal para com o representante máximo da diplomacia brasileira. É ela também que vive a ensinar etiqueta e postura de lorde ao presidente Bolsonaro. Mas isso só serve para os adversários, é claro. A imprensa detém o monopólio da crítica e do assassinato de reputações de quem não reza a sua cartilha. Os chiliques de verdadeiros idiotas como Vera Magalhães, Reinaldo Azevedo, Felipe Moura Brasil e tutti quanti quando são contrariados representam o estado de miséria mental e intelectual brasileiro.

Nos EUA e no Brasil o coronavírus chegou. Mas com sensíveis diferenças no tratamento e na forma de enxergar os verdadeiros culpados pela disseminação da pandemia. Enquanto lá ainda resta sanidade a uma parcela importante das autoridades, por aqui o estamento burocrático impõe a loucura e a fuga da realidade como norma. Na politicagem mais rasteira e abjeta possível, os fins justificam os meios. Derrubar o presidente Bolsonaro justifica qualquer coisa, até mesmo baixar as calças para uma ditadura comunista com culpa no cartório na pandemia do coronavírus.

Referências:

  1. https://www.foxnews.com/politics/rubio-china-coronavirus-cover-up
  2. https://www.youtube.com/watch?v=yU2meBFDlOM
  3. https://jornaldebrasilia.com.br/mundo/trump-anuncia-medidas-contra-coronavirus-e-volta-a-criticar-china/

Jornalista. Escreve sobre politica brasileira e americana, com análises não vistas na grande mídia.

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