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Chico Rodrigues pede ao Senado licença de 121 dias; filho assume o mandato

Marcos Rocha

Publicado

em

Adriano Machado/ REUTERS

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) pediu nesta terça-feira (20) ampliação da licença do cargo para 121 dias.

A ssessoria do parlamentar havia confirmado, mais cedo, a licença pelo período de 90 dias. Na ocasião, afirmou que o afastamento era “irrevogável, irretratável e sem recebimento de salário no período”.

Assim, o primeiro-suplente Pedro Arthur Rodrigues (DEM-RR), filho do senador, poderá assumir o mandato.

Na semana passada, uma operação da Polícia Federal (PF) com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) teve o parlamentar como um dos alvos e apreendeu na residência dele, em Roraima, R$ 33.150 em espécie.

Parte do dinheiro estava escondido na cueca do senador. Os agentes também encontraram em um cofre com R$ 10 mil e US$ 6 mil.

Nesta última segunda-feira (19), em nota divulgada à imprensa, a defesa do senador afirmou que o dinheiro encontrado nas vestes íntimas se destinava “ao pagamento dos funcionários de empresa da família do senador”.

Segundo os advogados Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso e Yasmin Handar, o parlamentar “está sendo linchado por ter guardado seu próprio dinheiro”.

Desde que o caso veio à tona, Chico Rodrigues foi exonerado do cargo de vice-líder do governo Bolsonaro no Senado e pediu para sair da comissão externa do Congresso Nacional que fiscaliza os gastos no combate ao coronavírus.

Rodrigues é suspeito de participar de um esquema de desvio de recursos destinados ao combate ao vírus chinês em Roraima.

O senador também se desligou do Conselho de Ética da Casa, onde é alvo de uma representação protocolada pelos partidos Rede e Cidadania, que pedem a cassação do seu mandato.

O senador já estava afastado do mandato, por 90 dias, desde a última quinta-feira (15), por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso. A decisão seria apreciada na quarta-feira (21) pelo plenário da Corte.

A assessoria do ministro Barroso informou que o magistrado “analisará o caso quando e se for informado oficialmente da formalização da licença do senador”.

Com informações, Agência Brasil.

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Editor-chefe do Conexão Política; residente e natural de Campo Grande/MS | FALE COMIGO: [email protected]

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