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Lava Jato denuncia Frederick Wassef e mais quatro por lavagem de dinheiro e peculato

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Nesta sexta-feira (25), o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia à Justiça contra o advogado Frederick Wasseff.

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Outras quatro pessoas também foram acusadas formalmente pelo órgão, são elas: Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio-RJ, o empresário Marcelo Cazzo, e as advogadas Luiza Eluf e Márcia Carina Zampiron.

Eles são acusados de peculato, ou seja, desvio de recurso público, e lavagem de dinheiro.

De acordo com os procuradores, o grupo teria desviado ao menos R$ 4,6 milhões do Sesc, Senac e da Fecomércio no Rio.

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A denúncia à Justiça foi feita pela Lava Jato do Rio de Janeiro, num desdobramento da operação “E$quema S”.

A força-tarefa apura um amplo complô de desvio de dinheiro a partir da delação do ex-presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz.

Na mira dessas investigações está a destinação de mais de R$ 300 milhões a escritórios de advocacia.

DETALHES

De acordo com o MPF, o escritório de Eluf foi contratado pela Fecomércio para fazer investigações internas.

Os valores, contudo, teriam sido repassados a Wassef, mas os serviços contratados jamais foram prestados.

Wassef, então, passou a servir a interesses pessoais de Orlando Diniz, monitorando adversários e até mesmo familiares do ex-presidente da Fecomércio.

Para a Lava Jato, os contratos com Eluf que previam a apuração do vazamento de dados sigilosos da entidade na verdade serviram para remunerar um lobby a fim de blindar Orlando Diniz de investigações da imprensa e de órgãos de controle.

Além disso, há suspeitas de que Wassef tenha atuado, a pedido de Diniz, para abrir investigações na polícia do Rio contra desafetos.

Quando a primeira operação da “E$quema S” foi deflagrada, as bancas de advocacia negaram irregularidades e disseram ter prestado os serviços contratados.

A investigação já é alvo de questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF), inclusive em ação ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A força-tarefa já atingiu advogados filhos de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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