Já raiou a liberdade no horizonte do Brasil!

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Para não esquecermos o valor da conquista eleitoral que o país obteve nas urnas neste histórico ano de 2018, é indispensável relembrarmos o pernicioso conjunto de episódios históricos que nos conduziu até aqui.

No dia 15 de novembro de 1889, a coroa, o povo e a identidade brasileira sofriam o primeiro burlesco golpe de sua história como nação independente. Deodoro da Fonseca, Quintino Bocaiuva, Benjamin Constant e sua trupe de positivistas da praia vermelha engendravam o que metamorfosear-se-ia numa cataclísmica hecatombe, delirantemente romantizada em epopeica redenção nacional das garras da ímpia família imperial. Os capítulos seguintes desta nauseabunda trama todos nós conhecemos: após o efêmero e enfermiço período Deodorístico, o show de aberrações protagonizado pelo sanguinolento governo de Floriano Peixoto abriu com vivas e honras nossa enternecedora história republicana.  

Em novembro de 1930, mais precisamente às 15 horas do dia primeiro, assaltava o poder Getúlio Vargas, introduzindo assim o segundo golpe de estado nas constrangidas páginas da biografia política nacional. Durante obscuros e perturbadores quinze anos, Vargas acaudilhou o país entre o período do dissimuladamente denominado ‘Governo Provisório’, o período não menos sarcasticamente batizado de ‘Governo Constitucional’ e o mefistofélico ‘Estado Novo’ que de novo teve muito porcamente o nome, e nada mais.

Mais tarde, em 1945, por meio do voto direto, Getúlio Vargas conquista sua eternização de três anos e meio no Palácio do Catete, estendendo aos limites do impossível o segundo movimento ideológico-revolucionário da tão cambaleante e jovial república. 

No dia 1º de abril de 1964, nossa arlequinada republiqueta sofria sua terceira amotinação, desta vez concebida como um contragolpe ao avanço comunista, tão necessário como o antibiótico que debela uma ardente infecção e tão temerário quando mal administrado é. Talvez, desde 1889, a primeira oportunidade de despoluir o governo de pseudo-ideologias, o contragolpe ou a contrarrevolução de 64 revelou-se um colossal fiasco. Após mais de 20 anos no poder, os militares entregaram nas gostosas mãos dos comunistas um país pronto para a implementação da hegemonia cultural de Antonio Gramsci: um estado aparelhado, uma capital distante do povo e um povo carecido e ávido por um santificado estado provedor de tudo. Foi a combinação perfeita.  

Em 22 de setembro de 1988, é aprovada na Assembleia Nacional Constituinte a Constituição Federal de 88. É a glória do partido comunista. Alinhavada ideologicamente com as ditaduras sul-americanas e com a Internacional Comunista, a liderança política brasileira, já muito bem afeiçoada à implementação da hegemonia cultural gramsciniana, inicia aquele que se tornaria o período mais calamitoso para a identidade nacional brasileira, o período do aparente infindável e absoluto poder da esquerda social-democrata. No dia 1º de Julho de 1990, esse desígnio é estruturado em movimento coordenado internacional, fetidamente instrumentado sob nossos narizes pela longânime cúpula comunista latino-americana: Fidel Castro, Hugo Chávez, Lula da Silva e Manuel López Obrador. Este movimento é intitulado ‘Foro de São Paulo’. É iniciada aí a apocalíptica caminhada rumo ao terror, à violência, ao nebuloso estado de coisas que só uma sociedade completamente desorientada, olvidada, arruinada, alheia aos seus valores vitais é capaz de conquistar. Assim é posto em prática o 4º e mais atroz golpe já sofrido na história brasileira.

Após 129 anos de incontáveis infelicidades, inconcebíveis desperdícios de vidas e faraônicos projetos de poder, finalmente, a República Federativa do Brasil tem a oportunidade de iniciar seu primeiro governo de caráter verdadeiramente conservador e comprometido com a restauração dos valores e da identidade nacional. Como muito bem escrito por Evaristo da Veiga em 1822: Já raiou a liberdade no horizonte do Brasil!

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5 Comentários

  1. “1º de abril de 1964”? Aprendeu isso com qual professor comunista maconheiro? Ou Olavo de Carvalho já assumiu isso por causa da raiva que ele tem do Clube Militar por ignorar sua maluquice?

    A Revolução de 31 de Março tem esse dia como marco por ser a data que as tropas do General Olímpio Mourão saíram dos quartéis, mas a insurreição militar já via sendo organizada dias antes. Leia “A Verdade Sufocada”, do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

    Quem usa “1º de abril” como data do “golpe” é esquerdista reescrevendo a História para gerar piadinha de boca de fumo de fundo de universidade federal sobre “dia da mentira”.

  2. Caramba, que texto, muito bom!! Eu não sabia que meu tataravô Benjamin Constant estava nesse meio, vou dar uma estudada no meu passado histórico!!🤔

    1. Prezada Maria Teresa

      Benjamin Constant foi um militar e professor da hoje extinta Escola Militar da Praia Vermelha (Rio de Janeiro), adepto e doutrinador da teoria do positivismo (Auguste Comte, França), e liderou o movimento positivista que aflorou na Praia Vermelha e culminou na amotinação da alta cúpula militar carioca, concatenando o golpe militar de 1889.

      Caso a senhora possua parentesco com este personagem histórico, é sempre importante buscarmos o conhecimento de quem foi, o que fez e o que deixou para as gerações conseguintes.

      Espero ter elucidado a questão, estou à sua disposição.

      Atenciosamente,

      Alain Ibrahim

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