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Estudantes Conservadores se mobilizam

Einsteinberg Monção

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Estudantes Conservadores se mobilizam 17
Imagem: Divulgação

O primeiro encontro dos Estudantes Conservadores já tem data, hora e local marcado. Acontecerá no dia 16 de março em São Paulo. O evento contará com palestras sobre diversos temas ao longo do dia com sorteios de prêmios como obras literárias conservadoras.

As inscrições para o evento já foram encerradas devido quantidade absurda de pedidos, o que comprometeria pela falta de espaço do local do evento.

Entrevistei o organizador e representante do evento, Douglas Garcia, ele é deputado estadual pelo PSL-SP e ativista político do grupo Direita São Paulo.

Qual o objetivo da UNECON?

Fazer oposição ao stablishment estudantil atualmente representado pela UNE. Para defender a liberdade de expressão no ambiente estudantil e garantir aos conservadores a oportunidade de serem representados.

Quais serão os meios de ação em um ambiente progressista como as universidades?

Lançamento de candidaturas e ocupação de DCE’s e presença através de encontros nas dependências das faculdades, para que haja o crescimento gradual e com ações concretas e efetivas

Como irão fazer frente a UNE que funciona como um órgão “oficial” dos estudantes recebendo verba do governo?

A UNECON é uma organização independente, que não reconhece a representatividade da UNE, mas pretende tomá-la com os métodos supracitados. De dentro pra fora.

Um dos palestrantes do evento será Nikolas Ferreira, formado em Direito pela PUC-MG Nikolas é ativista do Movimento Direita Minas, conversei com ele também:

Que tipo de ambiente um conservador encontra ao entrar em uma universidade?

Um ambiente hostil. Basta semanas, ou até mesmo dias, pros alunos e professores identificarem que naquela sala existe um aluno conservador. Basta expor sua posição, ser contrário ao relativismo moral, e até mesmo dizer que é cristão para automaticamente tirar algumas expressão de deboche, repulsa e tornar-se um alvo. A partir dai, serão incansáveis discussões e provocações de todas as partes.

Por você fazer parte da Direita Minas e ter cursado direito na PUC Minas presenciou alguma vez algum tipo de doutrinação ou perseguição?

Sim, opiniões de professores são colocadas como verdades incontestáveis. No segundo dia de aula do meu curso, minha professora de Sociologia disse que não existia verdades absolutas, rebati dizendo que “ao afirmar que não existem verdades absolutas, isso é uma verdade absoluta”. Mas caso não tivesse nenhuma interferência, isso ficaria como uma verdade. Irônico, mas real. Professor de Direitos Humanos dizendo que Cuba é uma democracia; Professor do prédio de Economia liberando os alunos para irem a manifestação contra o impeachment da Dilma. Professor de Política não me chamava pelo nome, e após eu confessar que era Cristão, passou a me chamar de “Jesus me Ama”. “Onde está o Jesus me ama, não veio hoje?” E o mesmo afirmava que Deus não existia, mas sem argumentos. A doutrinação é velada, gradual. É um processo. Não é visto a olho nu por um desinformado, mas aos olhos de um conservador, a todo o tempo ele consegue enxergar com clareza, e isso é comprovado pela transformação desses alunos no final do curso.

De que forma você acha que os conservadores conseguirão ocupar espaços no meio acadêmico?

Muito estudo e oração. Não basta somente defender aquilo que acredita, mas viver o que defende. Se cada aluno tiver bons fundamentos, equilíbrio, coragem, persistência e ter como alvo a verdade, ele será imbatível. Deixe com que seu testemunho de vida fale mais que suas palavras. Muitos podem ignorar, desacreditar, mas os frutos da árvore virão, e serão vistos.

 

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Estudante, Cristão, apreciador da liberdade.

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