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Deltan Dallagnol: “Estamos dispostos a pagar o preço para cumprir nosso dever”

O procurador voltou a defender imparcialidade da Lava Jato.

Redação

Publicado

em

Rovena Rosa | Agência Brasil

O procurador Deltan Dallagnol usou o Twitter para afirmar que, para todos os membros da Lava Jato, é exigido um alto custo pessoal, mas que todos os membros estão de acordo com isso.

Trabalhar na Lava Jato gera um grande custo pessoal. Mas todos da força-tarefa estamos dispostos a pagá-lo para cumprir nosso dever e contribuir para um país com menos corrupção e menos sofrimento humano causado por essas práticas espúrias”.

Recentemente, Dallagnol voltou a defender imparcialidade da Lava Jato, ressaltando que a operação acusou políticos e pessoas ligadas a diversos partidos.

Em vídeo, ele assegurou que é natural a comunicação entre juízes e procuradores sem a presença da outra parte:

É normal que procuradores e advogados conversem com juízes sem a presença da outra parte. O que se deve verificar é se existiu conluio ou quebra da imparcialidade. A imparcialidade da Lava Jato é confirmada por muitos fatos.

O procurador destacou completou destacando que Moro negou vários pedidos feitos pelo MPF:

Centenas de pedidos feitos pelo Ministério Público foram negados pela Justiça. Cinquenta e quatro pessoas acusadas pelo Ministério Público foram absolvidas pelo [então] juiz federal Sérgio Moro. Nós recorremos centenas de vezes contra decisões, o que mostra não só que o juiz não acolheu o que o Ministério Público queria, mas mostra que o Ministério Público não se submeteu ao entendimento da Justiça. Some-se a tudo isso que todos os atos e decisões da Lava Jato são revisados por três instâncias independentes do Poder Judiciário, por vários julgadores.

Posição do Conselho Nacional do Ministério Público 

Orlando Rochadel Moreira, corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), decidiu arquivar pedido de abertura de reclamação disciplinar contra o procurador Deltan Dallagnol e outros integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato.

A reclamação chegou ao CNMP logo após a divulgação das supostas conversas entre Dallagnol e o então juiz Sergio Moro, divulgadas pelo The Intercept.

Os responsáveis pelo pedido de abertura da reclamação disciplinar foram os conselheiros Luiz Fernando Bandeira de Mello, Gustavo Rocha, Erick Venâncio Lima do Nascimento e Leonardo Accioly da Silva, integrantes das cadeiras da OAB, do Senado e da Câmara dos Depurados no CNMP, além de uma petição protocolada pelo Psol.

No entendimento do corregedor, não houve nenhuma conduta ilegal de Deltan no caso, mesmo diante de dúvidas sobre a veracidade das conversas.

Orlando Rochadel disse ainda que as mensagens são ilegais e foram obtidas “à revelia de qualquer autorização judicial e com infração do direito à intimidade dos interlocutores”.

“Contatos com as partes de processos e procedimentos, advogados e magistrados, afiguram-se essenciais para a melhor prestação de serviços à sociedade. Igualmente, pressupõe-se para os membros do Ministério Público a mesma diligência da honrosa classe dos advogados que vão despachar processos e conversam, diariamente, com magistrados. Em resumo, ainda que as mensagens em tela fossem verdadeiras e houvessem sido captadas de forma lícita, não se verificaria nenhum ilícito funcional”, destacou o corregedor.


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