Caminhoneiros querem ‘voto impresso e combustível a preço de Bolívia’

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Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em comunicado distribuído nas redes sociais, lideranças do movimento grevista da União Nacional dos Transportadores Rodoviários e Autônomos de Carga detalham suas exigências:

Pautas políticas:
1) Cumprimento integral da lei do voto impresso em urnas eletrônicas ou adoção do voto impresso em urnas de lona, com apuração a cargo das Forças Armadas. Em caso de descumprimento, nos somaremos ao clamor popular por intervenção militar.

2) Assento nas mesas de negociações e em todos os órgãos envolvidos na criação das políticas que afetam o setor sem o intermédio de sindicatos (pois a paralisação não teve a adesão nem o apoio deles) ou da CNT- Confederação Nacional do Transporte, que não nos representam.

Pautas setoriais:

1) Abolição/substituição do texto atual do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas atualmente em tramitação conclusiva no Congresso;

2) Redução do preço final dos combustíveis nos mesmos níveis dos praticados na Bolívia;

3) Redução dos custos das taxas de registro, do adesivo obrigatório e da renovação na ANTT;

4) Fim ou substituição do tipo de exame toxicológico obrigatório;

5) Maior fiscalização da ANTT/Receita Estadual e Federal e ações enérgicas da ANTT ou da autoridade fazendária/fiscal em transportadoras inadimplentes com o Fisco;

6) Valores de pedágios a preço razoável e proporcionais à distancia, além do fim da absurda cobrança do eixo suspenso em veículos vazios (sem carga);

7) Maior segurança na atividade e direito a porte de arma para legítima defesa;

8) Implantação obrigatória da tarifa mínima de frete do transportador autônomo de cargas;

9) Aumento do limite de pontuação de motoristas portadores de CNH “EAR” (Exerce Atividade Remunerada) por conta do maior número de horas dirigindo em

relação aos demais motoristas que não exercem a profissão;

10) Revogação de resoluções, decretos e penalidades criadas por ocasião da Paralisação Nacional do Transporte de Novembro de 2015;

11) Voto em trânsito para motoristas que possuem CNH “EAR” (Exerce Atividade Remunerada).

Com informações, O Antagonista

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4 Comentários

  1. eu estou falando faz tempo, temos que tirar este governo comunista do poder, os caminhoneiros não podem aceitar fazer acordo com esta governo safado, nós temos que continuar a greve, para que possamos com isso acionar o gatilho para que a intervenção militar aconteça, porque na minha humilde opinião é o que vai resolver o problema do nosso país, intervenção militar já.

  2. Sou a favor da greve, mas. Vejo vco grande preocupação o caso das ambulâncias, pois vidas estao em risco. O comentário de Leonardo Arruda també é muito preocupante. Temos que votar em alguém que irá alguma medida rápido, antes que a coisa complique mais.

  3. Com a alta dos combustíveis e a greve dos caminhoneiros, muitas pessoas começam a se questionar: Se o Brasil tem petróleo suficiente até para exportar, se há uma grande empresa petroleira nacional, se essa petroleira refina o próprio petróleo, então, porra, porque precisamos pagar preços do mercado internacional?

    A resposta é muito fácil. Desde que se implantou a política anti-nacional de FHC, a Petrobrás foi obrigada a ter “parceiros” internacionais na exploração dos campos que ela descobriu.

    Além disso ele vendeu (doou) 30% das ações da empresa no mercado internacional (NYSE).

    Em paralelo começou os leilões de nossas reservas petrolíferas e em muitos campos não há nem participação minoritária da Petrobrás. Posteriormente, José Serra conseguiu aprovar no senado uma lei que “dispensa” a Petrobrás de ter o mínimo de 30% dos campos do pré-sal por ela descobertos. Viva o liberalismo!

    Em função dessas medidas fica fácil ver que a Petrobrás não pode precificar o petróleo dela por um preço adequado a realidade brasileira. Ela não é dona dos poços que descobriu em território brasileiro com as tecnologias que ela mesmo desenvolveu. Caso tente fazer isto as seguintes consequências advirão:

    a) os parceiros nos campos em que ela é sócia não permitirão a venda em território brasileiro ou exigirão uma compensação por isto;

    b) acionistas internacionais entrarão na justiça de NY contra o prejuízo que terão;

    c) petroleiras que são operadoras dos próprios campos desviarão 100% da produção para o exterior (pela lei das concessões o petróleo é delas)

    c) empresas brasileiras que importam derivados terão prejuízo e protestarão contra o governo

    d) a imprensa amestrada se levantará toda contra o “petrossauro ineficiente” que ameaça os lucros das multinacionais.

    Como se não bastasse isso, o presidente Pedro Parente agora quer vender parte das refinarias da Petrobrás. Com essa medida em breve também teremos de pagar preços internacionais para refinar nosso próprio petróleo. E a imprensa o aplaude como “grande executivo”. Que maravilha!

    Em curtas palavras é isso aí! Pague, não discuta e pense bem em quem vão votar em outubro.

    Leonardo Arruda

    O último dinossauro da Direita Nacionalista

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