Verdade?

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A verdade não depende do número de pessoas que acreditam nela. Ela não é uma democracia.

É muito comum ver as pessoas confundirem verdade com opinião. A primeira é absoluta, a segunda relativa. E a relativização da verdade, de nossos valores, é uma arma muito utilizada pela Esquerda para confundir àqueles que ainda não desenvolveram de forma suficiente os conceitos que fundamentam nossa formação conservadora. O relativismo é o grande mal destes tempos.

Verdade é aquilo que existe, que é real, que é correto, é o contrário da mentira. Já a opinião é um julgamento pessoal, um parecer, um pensamento.

Se você olha para mim, pode afirmar, sem medo de dizer a verdade que sou um homem, pois é esse um conceito real, correto. Em contrapartida se sou feio ou bonito, é uma questão de opinião (minha mãe e minha filha me acham lindo).

A verdade sempre aparece, mas a espera é uma arte perdida…

A verdade tem um valor inestimável, é o fundamento de qualquer grupo e sem ela, qualquer sociedade tende a ruir. Inúmeras vezes já debati com amigos advogados que afirmavam que seu compromisso profissional não era com a verdade, mas com o cliente. Não consigo concordar com isso, pois parto do princípio que, qualquer que seja a atividade humana, ela deve sempre estar vinculada à verdade.

Mas, infelizmente, vemos a mentira inundando os fundamentos de outras profissões também, como o jornalismo, a estatística (vide institutos de pesquisas), o magistério, etc.

Se a verdade não for um fundamento, de que valerão documentos assinados? Que segurança teremos que os compromissos serão honrados?

E dizer sempre a verdade é uma meta que devemos lutar para seja nossa marca registrada, pois desta maneira nunca teremos que forçar a memória para lembrar a mentira que contamos. Afinal a mentira nos isola de pessoas e de eventos.

Futebol

Em 1995, assisti minha última partida de futebol, como torcedor, de meu time do coração, o Santos (sou nascido lá e torcedor por tradição de família).

A final do campeonato brasileiro daquele ano foi entre o Botafogo e o time de minha cidade natal. Jogo arbitrado por Márcio Resende de Freitas. Àquela época, a mentira estava bem distante da minha realidade diária. Meu time sofreu um gol irregular de Túlio Maravilha e como se não bastasse, num lance exatamente igual, exceto pela irregularidade, o gol do meu time foi anulado. Resumindo: meu Santos ficou sem o título daquele ano devido a dois erros crassos do senhor Márcio. [1]

Foi um golpe fatal, uma desilusão com o futebol, que passei a acompanhar apenas a Copa do Mundo. Mas esse fio de “esperança” também não durou muito tempo: apenas até eu ler o livro “Como eles roubaram o jogo”, de David A. Yallop, que expõe manobras de bastidores, tramas políticas e até sugere que alguns grandes jogos da história das copas podem ter tido resultados definidos fora dos campos…

“A verdade é filha do tempo.”
(São Tomás de Aquino)

Fórmula 1

Com a morte de Ayrton Sena, as manhãs de domingo ficaram muito tristes, assim como a música que tanta alegria nos trouxe (Tema da Vitória) e que até hoje, quando ouço, me emociono…

E eis que a motivação acabou voltando com Rubens Barrichello, mas infelizmente a mentira também veio a estragar minha admiração pela Fórmula 1.

Já vinha há algum tempo notando algumas situações um tanto quanto estranhas em relação ao tratamento que a Ferrari dava ao piloto brasileiro, favorecendo sempre seu companheiro de equipe, Michael Schumacher, mas até então eram só desconfianças.

“Os inimigos à minha frente são os que menos me preocupam. Os que merecem maior parte de minha atenção são os que estão ao meu lado ou atrás de mim e se travestem de amigos.”
(Francisco Teodorico, Jul2015)

E o golpe de misericórdia veio no GP da Áustria, em 12 de Maio de 2002, que foi marcado pela ordem desnecessária da Ferrari para que Rubinho deixasse seu companheiro de equipe ultrapassá-lo.

De nada adiantou o brilhante fim de semana, com a conquista da pole position, no dia anterior, por mais de 0s6 sobre o companheiro de equipe e o favoritismo para ganhar a prova. Mas como no ano anterior, teve que ceder à ordem da equipe, sob protestos até mesmo da torcida austríaca que culturalmente torce pela Alemanha e Ferrari. [2]

Schumacher reconheceu a atitude de Rubinho no pódio, como todos lembramos, mas não retirou a mancha da mentira.

Vôlei Feminino

O vôlei feminino que me encantava assim como o masculino, pela qualidade técnica, também foi vítima da mentira. E mais uma vez temos que agradecer à insanidade esquerdista. Como todos já devem imaginar, trato do famigerado caso “Tiffany”, que dispensa comentários e destrói qualquer conexão com a realidade, com a verdade, com a justiça, etc.

Jornalismo

O papel do jornalismo deveria ser formar opiniões, conscientizar a população, oferecer à sociedade conhecimento e informações úteis em benefício das pessoas, mas infelizmente, nos últimos tempos, vemos essa importante ferramenta da sociedade apodrecer gradativamente, movendo a Janela de Overton da mentira de forma escandalosa.

Lembrando que, como bem mostrou Washington Olivetto, na sensacional campanha para a Folha de São Paulo (que ironia do destino!), em 1987, pode-se contar uma monte de mentiras dizendo apenas verdades.

Com isso, cada dia que passa o brasileiro vai deixando de lado as grandes mídias e aderindo a jornalistas e mídias independentes. Elas nos acusam de produtores de “fakenews”, nos censuram, criam “agências fakes de checagem” apenas com o objetivo de sobreviver em seu domínio de narrativa que tiveram pós-Regime Militar.

Se me permite um conselho, não seja fiel a jornalistas ou mídias específicos, mas aos seus valores, aos seus princípios, sempre.

Política

Santo Agostinho, certa vez disse: “certos homens odeiam a verdade por amor daquilo que eles tomaram por verdadeiro.” [3]

Nossos burocratas talvez sejam o exemplo mais escandaloso do problema com o ódio à verdade. Passamos desde o desrespeito constante à Constituição por aqueles que deveriam zelar por ela (Ministros do STF), dirimindo eventuais dúvidas, até completa desconsideração por decisões anteriores tomadas pela própria casa (STF) favorecendo criminosos “ilustres”.

Este é um tema que mais nos causa revolta, que fez com que os burocratas tenham se tornado uma das classes mais desprezadas pelo povo brasileiro. É inadmissível ver como eles se utilizam do poder, de forma dissimulada, abusando do relativismo para negar a verdade e impor seus desejos.

Ruy Barbosa já dizia que “a pior ditadura é a do Judiciário, pois contra ela não há a quem recorrer.” É uma luta de Davi contra Golias, mas sem a funda. Porém não perco a esperança que um dia a verdade triunfe e aqueles que escarneiam dos justos, pereçam.

Nem mesmo nossas instituições “democráticas” escapam desse vício: inúmeras vezes presenciei (e contestei) a instituição responsável pela saúde da nossas eleições afirmar que nossas urnas eletrônicas são seguras e que nunca se comprovou uma fraude sequer.

Os fatos desmentem categoricamente essa afirmação, como já demonstrou o Prof. Diego Aranha diversas vezes, sendo uma delas no famoso programa The Noite, de Danilo Gentilli, José Nêumane Pinto, o Senado Federal que reafirmou a insegurança das urnas, hackers que as invadiram na DefCon (maior conferência mundial do setor, realizada em Las Vegas) e claro, meu artigo escrito para esse site, o “Urnas eletrônicas“.

Note que não estou nem entrando no mérito de que elas são ILEGAIS, pois não permitem a recontagem dos votos, conforme manda a legislação eleitoral (*)

FARCs

A desconstrução semântica esquerdista, como abordei em meu artigo aqui no Conexão Política, é um expediente comumente usado pela Esquerda e confesso que tenho a sensação que a capacidade de mentir é um pré-requisito para ser militante dessa ideologia genocida.

Há mais de 65 anos os narcotraficantes das FARCs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) transformaram seu país num dos lugares mais violentos e opressores do mundo. Mas para o PT eles deveriam até mesmo se organizar como um partido político, como fizeram no Brasil… A verdade nua e crua é: eles não são revolucionários, são criminosos que enriqueceram através de sequestros, assassinatos, formação de cartéis de tráfico de drogas, exportação de cocaína e recrutamento de crianças para treinamento paramilitar. [4]

A Esquerda mente naturalmente e diariamente tiram nosso equilíbrio emocional nas redes sociais por conta disso. Nós partimos do princípio de argumentos fundamentados na verdade, em nossos valores, enquanto eles, ao contrário tentam destruí-los atribuindo a si mesmos o rótulo de “progressistas”, como se o que eles pregam não nos levasse ao lado contrário: direto para o abismo. Precisam ser combatidos de forma veemente, sem assumir os rótulos mentirosos que diariamente colam em nós.

Enfim, não encontrei maneira melhor de encerrar esse artigo do que lembrar o que disse Santa Teresa Benedita da Cruz: “Não aceite nada como verdade se não houver amor. Não aceite como amor aquilo que falta verdade.”

Leitura complementar: Um Mito um Ser

(*) permitem apenas a recontagem dos votos já computados nas planilhas totalizadas de cada urna. Ora, o que garante que essa totalização foi feita de forma idônea, sem alteração? Devemos depositar uma fé cega no Estado?

 

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[1] Apitei: Márcio Rezende admite erros na decisão de 95 entre Santos e Bota
[2] 15 anos: Relembre polêmica ordem da Ferrari para Barrichello
[3] Ódio à verdade
[4] Narcotraficantes e sequestradores das FARC fazem nota de apoio ao PT

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