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Donald Trump, Deep State e a eleição em 2020

A eleição presidencial americana de 2020 é uma esfinge nada isolada de um quadro mental horripilante dos ditos comentaristas políticos versões Guga Chacra.

Carlos Júnior

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Trump, Deep State e a eleição em 2020
Reprodução

Os espertalhões da grande mídia brasileira são mestres em oferecer ao público análises da realidade baseadas em chavões, torcida por corrente política A em detrimento da B e desprezo por aquilo que não conhecem.

Quem quer ter informações e diagnósticos precisos da política brasileira ou americana e está a procurar na nossa ‘’querida’’ imprensa, perde o seu precioso tempo – e estará ainda mais distante do mundo real.

A eleição presidencial americana de 2020 é uma esfinge nada isolada de um quadro mental horripilante dos ditos comentaristas políticos versões Guga Chacra. Na mente – e nos corações – dos ditos cujos, qualquer um que for escolhido no Partido Democrata vencerá Trump, pois a sua presidência é um completo fiasco – ocasionado única e exclusivamente por suas reprováveis ações. A palpitaria tagarela desnorteada é a regra em um meio onde a verdade e a análise séria deveriam prevalecer.

Pois vou colocar a situação em pratos limpos: Donald Trump lutará em 2020 contra o seu inimigo invisível desde a sua entrada na política. Aquele agente nunca lembrado por analistas do mainstream. Sim, estou a falar do Deep State americano – especialmente em suas ramificações no Partido Democrata.

O dito Deep State nada mais é do que o conjunto de forças, grupos de interesse e membros da elite globalista que atuam nas sombras para exercer pressão ou controle sobre o Estado americano e determinar os rumos da política nos Estados Unidos. Seus membros não aparecem na mídia ou em cédulas eleitorais; agindo discretamente. Por isso mesmo a expressão em inglês significar ‘’Estado profundo’’. A ideologia que os move é o ‘’liberal-globalismo’’, ou seja, a implementação de um governo mundial para um absurdo controle sobre todos os povos do mundo. Para que esse sonho vire realidade, é necessário atacar valores e noções conflitantes à ideia de uma administração global. E dentre elas está a soberania nacional, que é responsável pela identificação de indivíduos como um todo organizado e unido por um passado, uma língua e uma religião em comum.

Se os Estados Unidos são a nação mais poderosa e influente do mundo, logicamente a sua existência é um empecilho ao liberal-globalismo. Portanto, a sua destruição é um objetivo perfeitamente congruente com a sua ideologia. O Deep State americano trama de forma não tão secreta assim a ruína dos EUA para quem acompanha a situação do país por fontes verdadeiras e precisas.

Os meios de ação do Deep State são igualmente óbvios para quem quer implementar uma agenda ambiciosa. Seus tentáculos estão nas instituições estatais, financeiras, na mídia e em think tanks como o Council on Foreign Relations (CFR) – de onde surgiu diversos presidentes, secretários de Estado e estrategistas da política externa americana. É um esquema de poder com ambições grandiosas e busca implementar os seus objetivos com ações nos bastidores de forma discreta frente ao grande público.

Donald Trump foi eleito com um programa conservador de defesa ao Cristianismo, ao sentido original da Constituição americana e da soberania nacional americana. O livre mercado é também uma defesa dele – afinal, o maior corte de impostos da história americana foi feito por ele. Para sintetizar: Trump é o representante de uma América livre, conservadora e que coloca o cidadão como prioridade em detrimento ao Estado. A liberdade do indivíduo e da comunidade é mais importante que a coerção estatal.

Por isso mesmo a sua presidência é um tremendo risco ao establishment norte-americano. Tentou-se de tudo para impedir sua chegada à Casa Branca. A campanha caluniosa contra Trump perpetrada pela mídia foi de dar náusea; a vida pregressa do republicano foi investigada por completo a fim de encontrar algum podre a manchar sua imagem. Nada deu certo e ele foi eleito.

Surge então o Spygate, um escândalo com potencial altamente destrutivo que está a ser ignorado pela imprensa brasileira. A coisa é mais ou menos desta forma: o governo Obama teria espionado a campanha de Donald Trump através de membros do FBI e da CIA para encontrar algum passo em falso do dito cujo. Os indícios apontam para a colaboração de serviços secretos estrangeiros, como o MI6, do Reino Unido. Até agora nada foi provado contra ninguém, mas a investigação está em curso e nas mãos do procurador-geral dos EUA, William Barr.

Não é mera coincidência que o Deep State esteja por trás das duas narrativas mais desgastantes contra Trump: o Russiagate e o processo de impeachment em curso contra ele. Ambas as narrativas reverberadas e alimentadas pelo Partido Democrata, expressão máxima do establishment norte-americano. Através dessa agremiação política, os verdadeiros agentes lutam para derrubar o presidente – seja lá pelo o que for.

Se um progressista moderado ou socialista radical será o escolhido nas prévias democratas para enfrentar Trump, isso só o tempo dirá. O certo é que qualquer nome chancelado pelo partido será a mera representação política do Deep State em sua caça a Trump. É ele o verdadeiro inimigo do presidente na eleição de 2020.

Referências:

  1. https://www.youtube.com/watch?v=if-JfAjd2IQ
  2. http://olavodecarvalho.org/debate-com-duguin-i/
  3. https://www.washingtontimes.com/news/2019/nov/26/how-the-obama-administrations-spygate-trumps-water/
  4. https://pjmedia.com/trending/trump-historic-durham-investigation-will-implicate-obama-in-spygate/
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