Redes Sociais

Artigo

O sono dos escravos

Empreendedor, analista político e um dos principais influencers conservador, Leandro Ruschel estreia sua coluna no Conexão Política.

Leandro Ruschel

Publicado

em

Divulgação | Conexão Política

Não é apenas a extrema-imprensa que busca de todas as formas barrar a reconstrução do Brasil representada pela eleição de Bolsonaro.

Há claramente uma disputa de poder em curso, em que foi criada uma narrativa de “autoritarismo” do presidente, justamente para enfraquecê-lo.

São as viúvas do PSDB, que apoiaram Bolsonaro na undécima hora para derrotar o PT, ou para não se indispor com a sua própria base.

Finda a eleição, passaram a manter apoio apenas a algumas agendas específicas, mas fazendo ataque sistemático a Bolsonaro.

O objetivo é transformar o presidente num empecilho às reformas, pela sua “inabilidade” política.

Reprodução

Reconheço falhas graves na articulação do governo, mas é óbvio que o principal fator de conflito é o fato do núcleo do poder no Congresso ser formado pela turma pega na Lava Jato.

Como se os pilantras de sempre tivessem algum interesse em reformar o país.

Se depender deles, teremos uma Reforma de Previdência mínima, para o sistema não colapsar de vez, e nada mais, além do trabalho de barrar qualquer mudança mais profunda e a Lava Jato.

Os bandidos e mamadores de sempre identificam em Bolsonaro a maior ameaça existencial que já enfrentaram. Logo, seu principal objetivo é neutralizá-lo.

Afinal, quem quer a cadeia? Esse é o jogo do Centrão e afins. Usam erros do governo para impor a narrativa da “inabilidade”.

Já as viúvas do PSDB apresentam a tese do “autoritarismo” como sua principal estratégia de ataque.

São os “caçadores do fascismo imaginário”, como bem colocou Fiuza.

Há aqueles que o fazem por ingenuidade, outros estão de olho no poder mesmo, para governar com o Centrão.

Eles têm teses elaboradíssimas sobre como o presidente mantém “milícias” que atacam adversários e trabalham para ajudá-lo a “fechar o Congresso e o STF”, governando como um ditador, com a consequente perseguição policial aos seus opositores. Assustador, não fosse uma fantasia.

Apresentam sua erudição de botequim, ao citar “Montesquiéu” e os princípios de separação de poderes, como se no Brasil tal coisa existisse e não um apanhado de bandidos aproveitadores aboletados nos “poderes”, cujo objetivo é manter sua posição e derrubar quem a ameaça.

Outros citam a moderação conservadora contra o ímpeto de mudanças mais profundas, esquecendo que o princípio mais caro ao conservadorismo é exatamente a defesa dos valores tradicionais.

Conservar a cleptocracia autoritária brasileira é o oposto de conservadorismo.

Fomos agraciados com uma oportunidade histórica: a possibilidade de mudar um sistema completamente corrompido, como mostrou a Lava Jato, sem guerras e derramamento de sangue, seguindo a Lei.

O Brasil acordou a tempo, mas muitos se esforçam para devolvê-lo ao sono dos escravos.


O Conexão Política é um portal de notícias independente. Ajude-nos a continuarmos com um jornalismo livre, sem amarras e sem dinheiro público » APOIAR

Especialista em investimentos. Apaixonado por filosofia e ciência política. Empreendedor. Pai. Admirador da excelência. Conservador.

Publicidade
26 Comentários

Parceiros

Publicidade

alan correa criação de sites