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O recado das ruas é claro: não ao totalitarismo!

Carlos Júnior

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Imagem: Rede Amazônia

As recentes manifestações populares contra o fechamento do comércio e de outras atividades são simbólicas.

Em Búzios/RJ, o alvo foi a canetada advinda do Poder Judiciário, que neste país parece estar acima da lei – e mesmo do bom senso. Já em Manaus/AM e em Juiz de Fora/MG, o Executivo nas esferas abaixo do Governo Federal sentiu o clamor de um povo cansado.

Cansado do quê, afinal? Bom, o teor das manifestações fala por si. O povo está cansado de ficar em casa enquanto seus empregos vão para o ralo.

Está cansado de usar máscara obrigatoriamente enquanto João Doria vai para Miami depois de fechar São Paulo e não fazer uso da tão falada máscara de proteção, conforme imagem divulgada nas redes sociais.

O povo está cansado de não ter a menor perspectiva de melhora para o futuro.

Em suma, está cansado desta tirania com roupagem humanista.

O ‘’Fique em Casa’’ é o lema dos amantes do caos.

Se dependesse deles, o coronavírus duraria até o fim dos tempos – junto com as restrições impostas pelos seus idolatrados políticos.

A população, segundo eles, deve calar a boca e não contestar nada, pois isso é coisa de “terraplanista anticientífico”. De que vale a opinião de inúmeros especialistas contrários ao lockdown e ao uso obrigatório da máscara se ela não é reverberada por “Veras Magalhães” da grande mídia?

Mas se você é um teimoso incurável e acredita no que está diante dos seus próprios olhos – ao inferno Groucho Marx –, você merece perder seu emprego, como merecia Hélio Beltrão ao ser favorável ao uso da hidroxicloroquina no tratamento do coronavírus. Você merece ser censurado, como inúmeros jornalistas e influenciadores da direita foram ao defenderem ideias consideradas “fora do consenso”.

A minha impressão pessoal é de estarmos lutando contra duas pandemias: a do coronavírus e a da vigarice. Uma mata, a outra imbeciliza irreversivelmente.

Considere os dados de mortes e casos por milhão de habitantes. Há nas primeiras posições uma variedade de países que empreenderam o lockdown e a obrigatoriedade do uso da máscara, e há outros que não fizeram nada disso.

A conclusão óbvia é a ineficácia dessas medidas. Diversos especialistas têm alertado que o isolamento apenas resultou em milhões na extrema pobreza.

Vale mesmo insistir no erro por mero capricho dos autointitulados humanistas que estão no poder? Nossas vidas não são brinquedos para a satisfação egocêntrica de tiranetes.

Há no Brasil inúmeras forças que querem nos deixar mofando em casa ad infinitum. De prefeitos a magistrados, a vontade de destruir as nossas vidas em nome da ciência – ou mesmo da pseudociência – é patente e óbvia demais para ser negada. Nesse empreendimento megalomaníaco, o povo tem de dançar conforme a música, e se não obedecer de bom grado vai ter a formidável visita da polícia, demonstrando quem é que manda nessa frescura.

Mas paciência tem limite. A do povo brasileiro acabou faz tempo. Os manifestantes das três cidades anteriormente citadas deram a mostra do que pode acontecer se os donos do poder não os obedecer.

Jornalista. Escreve sobre politica brasileira e americana, com análises não vistas na grande mídia.

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