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O que é Marxismo? Ele realmente não foi aplicado no mundo?

Bruno Lustosa

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O surgimento do “Novo Homem” segundo Karl Marx

Marx (nascido em Trier, 1818) criou o Marxismo, uma engenharia social que conquistou milhões de adeptos no Brasil e no mundo.
Não criou o regime comunista mas a ideologia comunista e em seus “Manuscritos de Paris” descreveu:

O comunismo é a abolição positiva da propriedade privada e por conseguinte da auto-alienação humana e, portanto, a reapropriação real da essência humana pelo e para o homem… É a solução genuína do antagonismo entre homem e natureza e entre homem e homem. Ele é a solução verdadeira da luta entre existência e essência, entre objetivação e auto-afirmação, entre liberdade e necessidade, entre indivíduo e espécie. É a solução do enigma da história e sabe que há de ser esta solução”.

E suas idéias foram a essência para fundação da união Soviética de Lênin e Stálin.
Lênin descreve sua inspiração marxista:

A guerra contra quaisquer cristãos é para nós lei inabalável. Não cremos em postulados eternos de moral, e haveremos de desmascarar o embuste. A moral comunista é sinônimo de luta pelo robustecimento da ditadura proletária”

Através das idéias marxistas Mao fundou a China comunista.
Também foi referência para o Chavismo na Venezuela, para o domínio dos Kim na Coréia do Norte, dos Castros em Cuba, de Pol Pot no Camboja.

Os movimentos Marxistas mataram mais de 100 milhões de pessoas e escraviza mais de 1 bilhão[1][2]
R.J.Rummel maior especialista mundial em democídio termo que ele cunhou para se referir a assassinatos cometidos por governos. Autor do livro ”Death by Government” definiu o Marxismo:

“De todas as religiões, seculares ou não, o marxismo é de longe a mais sangrenta — muito mais sangrenta do que a Inquisição Católica, do que as várias cruzadas e do que a Guerra dos Trinta Anos entre católicos e protestantes. Na prática, o marxismo foi sinônimo de terrorismo sanguinário, de expurgos seguidos de morte, de campos de prisioneiros e de trabalhos forçados, de deportações, de inanição dantesca, de execuções extrajudiciais, de julgamentos “teatrais”, e de genocídio e assassinatos em massa.
No total, os regimes marxistas assassinaram aproximadamente 110 milhões de pessoas de 1917 a 1987. Para se ter uma perspectiva deste número de vidas humanas exterminadas, vale observar que todas as guerras domésticas e estrangeiras durante o século XX mataram aproximadamente 85 milhões de civis. Ou seja, quando marxistas controlam estados, o marxismo é mais letal do que todas as guerras do século XX combinadas, inclusive a Primeira e a Segunda Guerra Mundial e as Guerras da Coréia e do Vietnã.”

O Manifesto do Mal

Marx acreditava que os trabalhadores eram explorados pelos burgueses (capitalistas) que detinham os meios de produção mas que não executavam as atividades braçais e que por meio de uma revolução iria se corrigir as injustiças.

A revolução está descrita no Manifesto Comunista onde Marx era bem sincero quanto aos seus objetivos:

Mas o comunismo quer abolir estas verdades eternas, quer abolir a religião e a, moral, em lugar de lhes dar uma nova forma e isso contradiz todo o desenvolvimento histórico anterior.”

“Abolição da família! Até os mais radicais ficam indignados diante desse desígnio infame dos comunistas. Sobre que fundamento repousa a família atual, a família burguesa? No capital, no ganho individual.
A família, na sua plenitude, só existe para a burguesia, mas encontra seu complemento na supressão forçada da família para o proletário e na prostituição pública.
A família burguesa desvanece-se naturalmente com o desvanecer de seu complemento. E uma e outra desaparecerão com o desaparecimento do capital.”

Seu ódio é declarado à família e à igreja, que são as principais instituições do povo ocidental, a moral judaico-cristã compreende a família como o primeiro pilar para o fortalecimento de uma sociedade. Segundo seu raciocínio, com o fim da liberdade individual, da propriedade privada e do capital, a família e a religião deixariam de existir.

No “Manifesto Comunista” o Estado assumiria o lugar de Deus pois tomaria o controle da propriedade privada, do crédito, meio de comunicação, transporte, empregos, saúde e educação.

A impossibilidade de aplicar marxismo à economia e à sociedade

A visão econômica de Marx foi aplicada por regimes socialistas e foi um completo fracasso, iniciado por Lênin e seguido por tantos outros. Mises provou isso em 1920 ao escrever “O Calculo Econômico Sob O Socialismo”.[3]

Murray Rothbard simplifica o raciocínio dessa impossibilidade após o brilhante estudo de Mises:

Se, por exemplo, todos os indivíduos em um sistema socialista fossem receber uma mesma renda — ou, em sua variante, se todos fossem produzir “de acordo com suas capacidades”, mas recebessem “de acordo com suas necessidades” —, então, parodiando aquela famosa pergunta: quem, no socialismo, fará o trabalho de recolher o lixo? Ou seja, qual será o incentivo para se efetuar os trabalhos sujos? Mais ainda, quem fará esses trabalhos? Ainda pior: qual será o incentivo para se trabalhar duro e ser produtivo em qualquer emprego?

Sob o socialismo, os meios de produção (fábricas, máquinas e ferramentas) não possuem proprietários definidos (eles pertencem ao estado). Se os meios de produção pertencem exclusivamente ao estado, não há um genuíno mercado entre eles. Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos. Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços. E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica, o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.
Sem preços, não há cálculo de lucros e prejuízos, e consequentemente não há como direcionar o uso de bens de capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível.[…]’’

Mesmo assim foi espelho para os ditadores em todo mundo tornando as vidas humanas altamente sofrida nos países dominados pela ideologia marxista. Uma máquina assassina geradora de sofrimento e miséria sem igual na história na humanidade.[4]

Porque tantos jovens defendem Marx?Porque tantos o defendem? Por causa da doutrinação em universidades e escolas.
E para defender a ideologia a falácia atroz é sempre a mesma: Mao, Lênin, Stalin, Che e outros o fizeram errado. Que a essência do Marxismo é compartilhar…que lindo! Será mesmo? Vejamos o Manisfesto no final do segundo capítulo onde detalha sua vontade de compartilhar /dividir e 10 medidas para tornar um país comunista onde destacarei 4 sobre seu espírito de compartilhamento[5]:

O proletariado usará sua supremacia política para expropriar, de maneira gradual, todo o capital da burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado — isto é, do proletariado organizado como classe dominante. […]

Naturalmente, isto só poderá ocorrer por meio de intervenções despóticas no direito de propriedade e nas relações de produção burguesas. Por meio de medidas, portanto, que economicamente parecerão insuficientes e insustentáveis, mas que, no decurso do movimento, levam para além de si mesmas, requerendo novas agressões à velha ordem social. Estas medidas serão, obviamente, naturalmente distintas para os diferentes países.Não obstante, nos países mais avançados, poderão ser aplicadas de um modo generalizado.

1. Expropriação da propriedade sobre a terra e aplicação de toda a renda obtida com a terra nas despesas do Estado.
2. Imposto de renda fortemente progressivo.
3. Abolição de todos os direitos de herança.
4. Confisco da propriedade de todos os emigrantes e rebeldes. […]”

Ainda sobre o compartilhar…seguindo o raciocínio de forma inocente…tem-se as seguintes dúvidas levantadas de forma coesa por Paul Kengor, professor de ciência política na Grove City College:

“- Quem define a capacidade?
– Quem define talento?
– Quem define necessidade?
– Quem define desigualdade?
– Quem define pobreza?
– Quem define o melhor para cada um?
– Quem define o quanto se deve receber?”

A Resposta é o ESTADO. A Elite dominante. A Oligarquia espoliadora e hipócrita que detém o poder. Sim! Mao, Polpot, Che, Mao entenderam o Marxismo e conseguiram poder absoluto e inquestionável através dele. Marx nunca viveu as consequências de sua nefasta ideologia pois viveu passeando pela França, Inglaterra em sossego estudando e pesquisando em bibliotecas e museus. Viveu ás custas do pai, de Engels e da esposa rica. Nunca conseguiu comprovar seus dados… que dados?
Errou absurdamente ao fadar o Capitalismo ao fim e que este seria substituído pelo comunismo, que seria o estágio final da sociedade.
Pra sua infelicidade as condições de trabalho melhoraram, a expectativa de vida cresceu, as crianças deixaram as fábricas e a riqueza e qualidade de vida expandiram.

Então não seria necessário provar dado algum do Marxismo e sim como citado anteriormente o ‘uso do meio despótico” o argumento necessário, mas como as pessoas não queriam abrir mão de suas propriedades foram necessários uso de armas, violência e execuções em massa.

Foi o fim da liberdade, da fé, da democracia, posses pessoais e da vida para milhões de pessoas. Isso não foi problema para os ditadores.

Como dizia Che Guevara:

“Não preciso de provas para executar um homem. Eu só preciso de provas de que é necessário executá-lo.”[6]

Outra falácia é que a ideologia de Marx não foi aplicada nos tempos contemporâneos. Vejamos exemplos:

Mao:
A filosofia marxista do materialismo dia lético tem duas características marcantes. Uma é sua natureza de classe: admite abertamente que o materialismo dia lético está a serviço do proletariado. O outro é a sua praticidade: enfatiza a dependência da teoria da prática, enfatiza que a teoria é baseada na prática e, por sua vez, serve à prática.”
(On Practice, Julho 1937, Selected Works, Vol. I, p. 297.)

Che:
Além disso, devemos levar em conta, como mencionei antes, que não estamos lidando com um período de pura transição, como Marx imaginava em seu Programa de Crítica do Gotha, mas com uma nova fase imprevista por ele: um período inicial da transição para o comunismo ou da construção do socialismo. Essa transição está ocorrendo no meio de violentas lutas de classes e com elementos do capitalismo que obscurecem uma compreensão completa de sua essência.”
(O Socialismo e o Homem em Cuba Ernesto ‘Che’ Guevara 1965)

A partir de Marx revolucionário, estabelece-se um grupo político com ideias concretas que, apoiando-se nos gigantes, Marx e Engels, e desenvolvendo-se através de sucessivas etapas, com personalidades como Lênin, Mao Tsé-Tung e os novos governantes soviéticos e chineses, estabelecem um corpo de doutrina e, digamos, exemplos à seguir.”
(Notas para o Estudo da Ideologia da Revolução Cubana Ernesto Che Guevara 8 de outubro de 1960)

Guerra Cultural

A guerra cultural atual é resultado da tentativa de destruir a cultura vigente (cristã em vários aspectos) e substituí-la por uma visão de mundo que aceite de modo passivo os valores do marxismo/socialismo.

Por meio de uma transformação gradativa da cultura(política, arte, cultura e etc) gerando aceitação as ideias socialistas/comunistas, destruindo valores e conceitos correntes, principalmente cristãos.

Conclusão

Se você quer ser um Marxista é uma escolha sua mas não é possível justificar mais de 100 milhões de mortos na história e nem criar a desculpa de que o marxismo não foi tentado. Ele foi e seguiu exatamente o que foi idealizado.

  1. https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/o-terror-comunismo-100-anos-e-100-milhoes-de-vidas/
  2. https://www.epochtimes.com.br/comunismo-ideologia-causou-mais-mortes-seculo-xx/
  3. https://www.mises.org.br/article/1141/o-calculo-economico-sob-o-socialismo
  4. https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1584
  5. https://www.marxists.org/archive/marx/works/1848/communist-manifesto/ch02.htm
  6. https://www.mises.org.br/article/260/o-verdadeiro-che-guevar
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