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O protesto no Capitólio teria sido infiltrado pela Antifa?

Thaís Garcia

Publicado

em

Joseph Prezioso /AFP via Getty Images

Estão começando a surgir sinais que apontam para membros do grupo de esquerda que estiveram presentes durante a tomada do Congresso dos Estados Unidos, o Capitólio.

As cenas de violência em Washington D.C. nesta última quarta-feira (6) foram uma visão rara e atípica da política americana.

Apoiadores de Trump, chamados para protestar pacificamente, dizem que membros de um grupo de esquerda radical foram os responsáveis por provocar atos violentos.

Vários indícios apontam que supostos membros do grupo Antifa, disfarçados de simpatizantes do presidente Donald Trump, se infiltraram entre os manifestantes durante o protesto. Eles estariam entre aqueles que invadiram o prédio que abriga o Congresso.

Um oficial militar aposentado relatou ao The Washington Times que a empresa XRVision usou seu software para fazer o reconhecimento facial de manifestantes e ligou dois membros do ‘Philadelphia Antifa’ a dois homens no Senado.

Um deles tem uma tatuagem indicando que é simpatizante dos stalinistas. A Antifa promove o caos por meio da violência e defende a criação de um Estado stalinista para substituir a República Democrática Americana.

‘Chega de América’ ​​é uma canção de protesto comumente ouvida entre seus militantes.

A XRVision também identificou outro homem. Este terceiro indivíduo, embora não seja conhecido por ter ligações com a Antifa, é alguém que aparece em protestos tanto climáticos quanto de outro movimento de esquerda, o Black Lives Matter (BLM).

Com origem em Portland, estado de Oregon, a Antifa foi responsável por um ano de violência naquela cidade. O prefeito disse esta semana que o grupo está tentando destruir a cidade e pediu medidas policiais mais duras.

A Antifa, mal organizada nacionalmente, exporta militantes para outras cidades. No entanto, sua atividade tem gerado preocupação ao governo federal americano.

A empresa que fez a identificação facial, a XRVision, informa em sua página do LinkedIn que é uma startup de visão computacional e especialista em “análise de imagem baseada em inteligência artificial para ambientes não controlados, lotados e em movimento”, assim como a situação ocorrida durante o protesto no Capitólio.

A XRVision também afirma que suas avaliações são ‘bem classificadas pelos clientes do governo’.

Os atos de violência desta última quarta-feira (6) e o suposto vínculo com a organização de esquerda coincidem com a assinatura do “Memorando de inadmissibilidade de pessoas filiadas à Antifa com base na atividade do crime organizado”.

O documento, assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, indica que a Antifa “é direta ou indiretamente responsável por parte do caos recente em nossas comunidades”. E também sinaliza que o grupo aproveita as tragédias para ‘promover uma agenda radical, esquerdista, anarquista e violenta’.

“Na verdade, a Antifa há muito tempo usa demonstrações que, de outra forma, seriam permitidas para se envolver em comportamento criminoso sem lei para promover sua agenda radical”, diz o memorando.

Segundo analistas, a assinatura desse documento, que restringe a entrada nos Estados Unidos a qualquer pessoa ligada ao grupo extremista, é um passo para classificar esses coletivos como ‘organização terrorista’.

Com informações, The Washington Times.

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