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ARTIGO: O condicionamento social pela narrativa da pandemia

Gustavo Lopes

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O mundo tem assistido, praticamente de forma passiva, à normatização e à banalização do controle social exercido por meio da narrativa amedrontadora ensejada pelo novo coronavírus. Governos do mundo todo têm, de variadas maneiras, utilizado o medo (nem sempre racional) causado pela doença, para estabelecer restrições às liberdades individuais.

No Brasil, especificamente, temos observado mandatários locais usando o pretexto da pandemia para lançar mão de medidas pouco (ou nada) democráticas de cerceamento de direitos.

Essas ações autoritárias – que autoriza que cidadãos sejam presos pelo simples fato de estarem na rua – têm como base a narrativa midiática, que usa gatilhos cognitivos para manter a população em estado de medo permanente. “Fique em casa” é a senha mundial para estabelecer o controle social, ainda que ele se dê sob o pretexto de estar protegendo as pessoas da doença e (de maneira sútil, mas ainda assim perigosa) delas mesmas.

Tudo isso embalado, evidentemente, em preceitos “científicos” e nas recomendações das “autoridades médicas”. E aqui entra um dos personagens centrais dessa narrativa: a Organização Mundial da Saúde (OMS). Braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Saúde, a OMS é a autora de um roteiro apocalíptico que causou prejuízos

Encabeçada por um diretor-geral tecnicamente medíocre, sem falar de seu histórico político, a OMS tem exercido o papel de porta-voz da pandemia. Por certo que é um lugar, em tese, que deveria se ocupado por ela. No entanto, a organização tem aproveitado a crise causada pela doença para “recomendar” os preceitos de uma agenda carregada de ataques às liberdades, aos valores e às crenças. Senão vejamos.

Recentemente, o inepto diretor da OMS disse que, em tempos de pandemia, o aborto deveria ser considerado seriamente como uma alternativa para “proteger a vida” (?!). Organizações como a Open Society propõe, de forma aberta, o fim da família, núcleo fundante da sociedade.

Como “ficar em casa” é o mantra, resta à população ser bombardeada ininterruptamente com a narrativa do medo, com panelaços e aplausos funcionando como estímulos pavlovianos aos quarentiners, que assim se reconhecem e se reforçam, apontando o dedo para aquele vizinho que desobedece o isolamento forçado, completando assim o ciclo orwelliano. É 1984 na veia, onde todos devem obediência cega ao Grande Irmão.

Some-se a isso a geração mais bunda mole da história da humanidade e temos todos os ingredientes para o controle social quase absoluto. Virilidade é visto como algo ofensivo, de homens atrasados. Os verdes, orgânicos e sensíveis homens modernos, com sua dieta a base de soja, não têm colhões para reagir.

Estão todos tão engajados em defender a narrativa e, com isso, escusar-se de pensar criticamente e agir, que não enxergam além das redomas que criaram para si, regadas a comidinhas do ifood e a maratonas na Netflix. O salário está (?) garantido no final do mês. Quem precisa trabalhar para se manter não está no horizonte dos quarentiners e de seu mundo perfeito.

Atos de desobediência civil são respiros de lucidez em meio à letargia narcotizante da pandemia. Mas eles são demonizados na imprensa como atitudes perigosas, que devem ser denunciadas. “Ficar em casa” chegou em ótima hora para o estamento midiático que havia perdido o controle sobre o público, em uma sadia inversão da Teoria do Agendamento.

No entanto, para os que não têm a possibilidade de escolher o entretenimento, acabam obrigados a manter-se hipnotizados com horas de programação especial dos corona lovers. E nem pense em tomar uma cervejinha para “fugir” momentaneamente ao controle: a OMS já se prontificou a recomendar que os governos exerçam restrição ao uso de bebidas alcóolicas.

Quando um governante corajoso, como o presidente Jair Bolsonaro, se recusa a aceitar goela abaixo a receita “recomendada por todos”, ele é logo apontado como irresponsável, ignorante e insensível. Quando ele questiona os limites legais para governadores e prefeitos tiranos imporem o cerceamento das liberdades individuais, logo os tribunais – em suas criativas interpretações das leis – retiram dele as prerrogativas legais de chefe da nação.

Recusar-se a abrir mão do funcionamento do país é visto como ato de grande irresponsabilidade. “As vidas são mais importantes do que a economia”, dizem os hipócritas, que se alimentam de luz e vento, ao mesmo tempo em que urdem “alternativas” ao presidente que chamam de antidemocrático, sendo que ele é o único que tem, justamente, defendido as liberdades individuais.

Como, ainda assim, Bolsonaro se recusa a aceitar a destruição do país, os outros poderes estão ali para assegurar o engessamento da nação. E, para completar, começam novamente a propor uma outra leitura do papel do Estado na sociedade. Leia-se: o eterno Leviatã, tão generoso com a velha política.

Distanciamento social, achatamento da curva e impronunciáveis princípios ativos se tornaram parte cotidiana da novílingua viral. Mas a esperança real reside nos resquícios de racionalidade de quem ainda consegue pensar livremente.

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