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ARTIGO: O Brasil voltando aos trilhos

Athos Menezes

Publicado

em

Reuters

Por muito tempo o Ministério dos Transportes, atual Ministério da Infraestrutura, apresentou políticas que fragilizavam o modal ferroviário. Um dos exemplos foi o plano de crescimento rápido do presidente JK que praticamente destruiu o modal ferroviário e desde então os investimentos no setor não foram tão fortes, além do fortíssimo lobby rodoviário no Brasil.

Como consequência disso, ao termos uma greve nacional dos rodoviários (como já tivemos), passamos por uma crise de abastecimento, que resultou em falta de alimentos e energia na casa da população brasileira.

No entanto, desde que o ministro Tarcísio de Freitas foi apresentado como comandante da pasta de Infraestrutura, as políticas voltadas para as ferrovias passaram a ter uma maior visibilidade.

O primeiro grande feito do ministro Tarcísio no comando da pasta foi aprovar frente ao TCU (Tribunal de Contas da União) e MPF (Ministério Público Federal) o leilão de concessão da Ferrovia Norte-Sul. Tal feito foi uma grande vitória não só para o governo, mas para o Brasil, que passará a contar com uma ligação ferroviária entre Estrela D’Oeste/SP e o Porto de Itaqui/MA.

Na atualidade, o Brasil conta com 47,7 mil km de ferrovias – sendo 30,6 mil km já implantadas e 17,1 mil km em planejamento, segundo o Ministério da Infraestrutura.

Os destaques para os grandes projetos de infraestrutura na atualidade são:

– FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), que contará com 1.577 km de extensão, ligando o litoral Sul da Bahia até Figueirópolis onde se encontrará com a Ferrovia Norte-Sul.

– FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), que ligará Vilhena-RO a Mara Rosa-GO, contando com 1.641 km de extensão, onde também se encontrará com a Ferrovia Norte-Sul.

– A Ferrogrão, que contará com 933 km de extensão e formará um corredor ferroviário na Bacia Amazônica, conectando a Região Centro-Oeste ao Porto de Miritituba no Estado do Pará.

– Ferrovia Norte-Sul. Conhecida por ser o principal projeto ferroviário no Brasil, a Ferrovia Norte-Sul que conta com um projeto total de 4.155 km de extensão ligando os Estados do Pará até o Rio Grande do Sul. Boa parte do trajeto já está em execução a execução do Projeto que ligará o Porto de Itaqui até Estrela D’Oeste. No entanto, a extensão Sul segue ainda sem projeto.

Existem outros diversos projetos de malha Ferroviária no Brasil para entrar em execução como a EF-118 (Rio de Janeiro – Espírito Santo) e a Ferrovia Transnordestina (Trecho do Porto de Suape).

A intermodalidade tem movido o setor dos transportes na atual gestão do Ministério da Infraestrutura, que infelizmente sofre com a falta de recursos devido aos escândalos de corrupção de gestões anteriores.

Este artigo não teve o objetivo de apresentar valores orçamentais, mas é sabido que o quantitativo de verba pública para a execução de ferrovias atingem escalas bilionárias que, lamentavelmente, foram encaminhadas para fins indevidos prejudicando a todos os brasileiros.

No entanto, um novo rumo para a infraestrutura do Brasil tem sido almejado pelo ministro Tarcísio de Freitas e também pelo ministro Paulo Guedes. A ideia de apresentar uma infraestrutura com dinheiro privado tem movimentado o setor.

A Ferrovia Norte-Sul foi um dos maiores exemplos de que é possível apresentar uma efetividade na gestão através de investimentos privados.

Os benefícios da gestão privada são diversos como: a não oneração do dinheiro público; o repasse do dinheiro ao tesouro nacional; o uso desses recursos para outros investimentos públicos e a geração de empregos sem o cabide estatal.

Apesar de o Brasil ainda apresentar inúmeros pessimistas, que assumem posições de líderes estaduais, municipais e até mesmo em alguns cargos federais, temos almejado novos trilhos através das ferrovias que trarão inúmeros benefícios para o setor do agronegócio, mineração, indústria e turismo.

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