Ninjas

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Imagem: Divulgação | Conexão Política

O casamento é como uma viagem, longa, num pequeno barco a remo. É preciso ter cooperação dos tripulantes para que ele fique estabilizado, caso contrário os dois afundarão juntos. [1]

Ele é um dos mais importantes valores conservadores, pois é a base da formação da sociedade, através dele constituímos uma nova “família” e nela nos sentimos acolhidos e realizados.

Os papéis do homem e da mulher na família remontam dos nossos primeiros ancestrais. Os homens, devido à sua característica força física, saíam para caçar, enquanto as mulheres cuidavam da prole, de pequenas plantações e posteriormente, com a descoberta do fogo, especializou-se no preparo da caça. Note que se esses papéis fossem invertidos, provavelmente você não estaria aqui hoje, lendo esse texto.

Para formar uma família são necessários um homem e uma mulher. Não basta termos dois (ou mais) humanos para caracterizar uma família, por mais que as leis dos homens digam que sim.

Mas por que nem todos os agrupamentos humanos podem ser chamados de família?

Para se estabelecer o laço de família não basta levar em consideração apenas o aspecto biológico, se assim o fosse, os animais formariam famílias e sabemos que isso não acontece, pois família exige a virtude, o que os animais não têm. Quando uma fêmea entra no cio, por exemplo, os laços familiares, ao contrário do que acontece com os humanos, não são levados em consideração. [2]

Animais não têm família por não possuírem alma (apesar de que, usando a liberdade poética, alguns parecem ter uma, ao contrário de certos humanos). Os animais, logo após nascerem são praticamente independentes, ao contrário de nós que precisamos ficar ao lado de nossos pais para que o projeto espiritual de crescimento se realize. Isso é feito através da família. [2] Um valor tão caro a nós, conservadores.

Os esquerdistas, como podemos notar ao estudar o marxismo, combatem essa instituição e pregam que sejamos, o mundo inteiro, uma única família.

Num olhar superficial isso parece muito bonito, pacífico e um objetivo a ser atingido. [2] Mas seguir esse caminho nos leva a sermos apenas como uma formiga com uma função dentro do formigueiro, sem vínculo com ninguém (como ocorre na Coreia do Norte), que pode facilmente ser substituída, o que contradiz a dignidade humana.

Problemas contemporâneos

Como todos sabemos, a sociedade evoluiu e a mulher foi cada vez mais conquistando seu espaço no mercado de trabalho com os primeiros sinais começando já no século XVII, passando pela transição com a revolução industrial (1760 até algum momento entre 1820 e 1840) e se solidificando com as duas Guerras Mundiais (1914-1918; 1939-1945), onde elas passaram a assumir os negócios da família e as posições dos homens no mercado de trabalho enquanto eles iam para as frentes de batalha. [03]

Se por um lado ganhamos com a criatividade, alegria, beleza, e outras qualidades delas no mercado de trabalho, por outro, perdemos seu importantíssimo papel na educação dos filhos.

E aqui cabe uma ressalva, antes de continuar, para que eu não seja mal interpretado: não faço apologia que a mulher deva ficar em casa, cuidando dos filhos (apesar de eu considerar essa uma tarefa nobre e importantíssima!), apenas constato um fato. É o preço que pagamos pelo benefício de tê-las juntamente conosco colaborando para o crescimento econômico do país.

Jovens

Com uma frequência maior da que eu gostaria vejo um número considerável de jovens não atribuindo à instituição Família a sua devida importância.

Influenciados por novelas, filmes, etc. cada vez mais fecham-se em seu próprio mundo, no universo do “o que importa é eu ser feliz”. Com esse objetivo como meta, o casamento vai perdendo sua importância, e consequentemente o compromisso de uma vida, de nossa continuidade como espécie.

Ouço com tristeza quando casais jovens discutem o regime que adotarão no casamento (comunhão ou separação de bens, com suas subdivisões). Uma família, principalmente uma que se inicia, não pode continuar se comportando como uma empresa. Ela não pode ser encarada como algo descartável, pois sendo assim deixa de ser família.

Outros exemplos que me entristecem, ainda no aspecto econômico, são os que envolvem heranças… Cheguei a presenciar, na cidade em que moro, até mesmo o caso de fraticídio por esse motivo. Tristes tempos.

Atores e papéis

Mas e no casamento, como devem se portar cada um dos atores deste sacramento?

Um dos temas que mais geram controvérsias e que infelizmente já testemunhei seu uso por padres e religiosos com viés esquerdista, é onde São Paulo diz, em sua carta aos Efésios, que “as esposas devem ser submissas a seus maridos.”

O termo “submissão” tem uma equivocada conotação pejorativa, de alguém que é inferior e deve obedecer às ordens de outrem. E é a origem de uma bomba relógio…

Antes de explanar sobre esse tema, veremos, de forma breve o papel de cada um dentro da família, mas não sem antes dar um spoiler: submissão não significa obediência irrestrita.

Marido

O Homem, estatisticamente falando, tem como características a razão e o pensamento estratégico. Ele, biologicamente, é mais forte que a mulher, daí seu papel de proteção da família, que se origina de tempos remotos. Para defender a família, mesmo que a ameaça tenha uma força superior, ele tende a encontrar uma estratégia (ou ferramenta) que permita o sucesso em sua missão. Por esse motivo ele é a cabeça da família.

Esposa

A Mulher, também estatisticamente falando, tem como característica a emoção, a proteção à prole, o cuidado, o carinho, a atenção aos detalhes, etc. Todas essas características são essenciais ao desenvolvimento da auto estima dos filhos. E todos nós sabemos o quão importante é o papel de nossas mães em nossas vidas.

A mulher é a essência da ternura. Quantas vezes, nós homens, não chegamos em casa exaustos depois de um dia pesado de trabalho e temos nossas forças recompostas apenas ao olhar o rosto da esposa (e filhos) que nos fazem lembrar que o sacrifício valeu a pena?

Há poucos dias assisti a um episódio de uma série brasileira (não vou indicá-la aqui pois o conteúdo é anti-meritocrático, que é contrário à minha forma de pensar) onde o marido estava estressado e a esposa, com voz suave simplesmente o fez abaixar a cabeça em direção a uma pia e molhava suavemente sua nuca com suas mãos. Mesmo sem minha nuca molhada, pude usufruir daquele momento de relaxamento e me fez refletir que somente Deus poderia criar um “ser” assim para nos completarmos.

Filhos

A submissão dos filhos, ao contrário da esposa, é um pouco diferente, pois estes, por não terem maturidade para tomar certas decisões, devem ser submissos aos pais no sentido de obediência.

Testemunhei um caso onde a esposa colocava o fruto do amor entre os dois no mesmo nível do pai, desafiando sua autoridade. Com maestria, paciência e muita oração o que poderia ter se transformado em um desastre aos poucos está sendo remodelado. Parece óbvio, mas é preciso reafirmar: nunca retirem a autoridade de seu cônjuge sobre seus filhos.

Nos primeiros meses de vida de minha filha, algumas iniciativas de interferência na futura educação religiosa dela foram feitas. Com frequência ouvi que deveria apenas fazê-la acreditar em Deus e que quando ela tivesse idade suficiente escolheria a religião com a qual mais se identificasse.

Graças a meus pais nunca terem seguido esse princípio falacioso, não cometi esse erro com minha filha. Fazendo uma analogia é como se você ensinasse que existe o pastor, o lobo e as ovelhas, mas não explicasse como a ovelha deve se portar para não ser um alvo fácil do lobo.

Submissão

Em Efésios 5, 22 encontramos: “22 As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, 23 pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador.”

Esta é uma das passagens mais inquietantes da Bíblia Sagrada e fonte de muitas interpretações equivocadas que testemunhei até por padres “progressistas” (detesto esse termo por não concordar com o significado ao qual é aplicado).

Será que essa submissão é no sentido literal? Sim, o marido é o chefe da família, não a esposa. A esposa tem que obedecê-lo em absolutamente tudo? Não. [4]

Observe que Jesus era submisso à sua Mãe (Lc 2, 51) e inclusive antecipou seu primeiro milagre num casamento, a pedido dela (Jo 2, 1-11; Bodas de Caná) e ser submisso não diminuiu em nada a sua autoridade e liderança! [4]

Maria era submissa a José, apesar de ser Mãe de nosso Salvador!

Eva não foi submissa e todos sabemos o resultado disso.

Percebemos inicialmente, com esses exemplos que a submissão não é sinal de inferioridade ou algo a se ter vergonha.

Dito isso, voltemos ao ponto onde paramos: ao Homem compete ser o chefe-servidor, que veio para servir, não para ser servido. Ele não é o patrão da mulher. Ser submissa não significa fazer todas as vontades do marido, principalmente se contrariarem sua dignidade e razão. [4]

Mas então, afinal, o que é essa submissão?

É o reconhecimento que o amor tem uma ordem. No Céu há a hierarquia dos anjos, na Terra, vimos que Jesus colocou Pedro à frente dos apóstolos. O Homem é a Cabeça, a Mulher, o Coração (daí ser necessário os dois para se formar uma família), mas em dignidade são iguais, apenas exercendo papeis diferentes no matrimônio, cada um com sua importância que não é maior ou menor que a do outro. [04] Costumo dizer para minha filha que somos uma equipe e para que vençamos o “jogo” temos que apoiar um ao outro, cada um desempenhando seu papel no “campo” e respeitando as “ordens” do capitão e procurando a “massagista” quando algo estiver doendo.

O Padre Paulo Ricardo disse: “o cônjuge é o sacramento do Cristo, esposo fiel, para o outro.” Temos, entre outros exemplos, um belo, em Sta. Izabel, rainha de Portugal, casada com D. Diniz, esposo mulherengo, que tinha diversas amantes. Ela foi uma mulher fidelíssima, apesar do marido e rezava pela conversão dele, que antes de morrer se converteu e se arrependeu dos pecados. De forma magnífica ela o ajudou a realizar obras de caridade para reparar os pecados e depois dele morto, ainda fez penitência para que seu marido fosse para o céu!

Note que ela não aprovou o que o marido fez, mas acreditava no sacramento do casamento e cumpriu de forma extraordinária o compromisso assumido. [06] Como não apreciar essa submissão que demonstrou a dimensão gigante de sua alma?

Mas e quando o homem não exerce essa liderança com amor?

Sem a caridade cristã, o homem não é a cabeça da família, é tirano. Assim como Paulo fez com Pedro, corrigindo-o fraternalmente, a esposa também tem o dever de fazer o mesmo quando for necessário. [4]

Concluímos então, com a ajuda de São João Paulo II, que essa submissão não é unilateral, mas bilateral, pois o homem tem o dever de chefiar a sua família dentro do princípio da caridade cristã, mas em contrapartida não pode desrespeitá-la, fazendo da mulher um objeto de suas vontades! [4]

Estratégias de guerrilha

Para implodir um prédio é necessário “apenas” que os técnicos coloquem os explosivos em pontos estratégicos, se afastem e os detonem. Depois disso, como todos sabemos, ele desmorona sozinho.

A guerrilha social, cultural, utiliza-se desses conceitos para atacar em diversas frentes os valores conservadores que construíram nossa sociedade, focando principalmente na família.

A ação é diária e com métodos paramilitares culturais, usando, entre outras ferramentas, nossas mídias, jornais, produções artísticas, etc.

Ninjas

Agem como ninjas modernos: escondidos, no silêncio, sem que seus alvos percebam.

E assim como o cinema apresentou de forma equivocada o ninja preto como mal e o branco como o bem (as cores na verdade servem para camuflar na noite e na neve respectivamente [05]), tentam confundir nossos valores, minando os relacionamentos sem que os cônjuges percebam.

Ninjas não vão para o front de batalha. Silenciosamente, de forma evasiva, evitavam a luta com técnicas breves e colhiam informações do inimigo e usavam mais de mil tipos de armas, cada uma com características específicas. [5]

E são diversos os ninjas que nos atacam sorrateiramente.

O foco principal da “revolução esquerdista” é a desconstrução do conceito de família, através de diversas frentes de batalhas culturais.

Casamento

Cada vez mais vemos iniciativas que tentam flexibilizar o conceito de casamento, expandindo-o para pessoas do mesmo sexo e agora até mesmo para mais de duas pessoas, como exemplos de uniões estáveis que já podem ser encontradas registradas em cartórios pelo Brasil (vide meu artigo “Desconstrução Semântica Esquerdista“).

Nenhum ser humano nasce de dois sexos iguais, sem essa diferença não há a geração de outro ser humano e consequentemente uma família. Você conhece alguma sociedade que tenha sobrevivido sem a formação homem e mulher?

É preciso desenvolver a consciência de que o casamento vai além do afeto. Ele é muito mais do que a satisfação pessoal de ter um cônjuge com qualidades estéticas apreciáveis pela sociedade em que vive. Um casamento é um compromisso que assumimos no altar, diante de Deus e da comunidade a qual pertencemos, de estar ao lado do outro até que a morte (e não a primeira crise) nos separe, na saúde ou na doença, na alegria e na tristeza, num projeto de vida. Ou seja, é um compromisso a dois e posteriormente, em maior número. [6]

Um dos caminhos usados pelos movimentos de esquerda (que nunca se caracterizam como tal, pois sabem que o caos é consequência dessa ideologia genocida) é transformar a sociedade inteira numa família, mas isso a extingue, pois não há o laço íntimo que existe no conceito de família. Portanto, cuidado com o discurso “florido” do “Imagine”…

Nós não estamos lidando com amadores. Esse combate ideológico é orquestrado por pessoas muito bem preparadas, com objetivos estratégico específicos e os verdadeiros alvos dessas ideologias genocidas não somos nós. Já temos nossa personalidade formada, os alvos são as próximas gerações, instigando desde cedo a curiosidade pela sexualidade livre, o consumo de drogas, o desapego à vida e promiscuidade com a defesa do aborto, etc.

Doutrinação na escola e nas mídias

Novelas, programas de TV, filmes de cinema e séries são ferramentas didáticas de um poder extraordinário de formação dessa geração e se observamos bem, os agentes anticristãos sabem usá-las com maestria com personagens envolventes aos quais não raramente conseguem ganhar nossa simpatia com muita facilidade através das técnicas subliminares de comunicação.

Devemos estar sempre atentos ao que é ensinados nas escolas aos nossos filhos, e não mais apenas nas escolas públicas, pois sou testemunha ocular de que também nas escolas particulares perdeu-se a vergonha de doutrinar nossas crianças, começando muito cedo de forma sutil.

Feminismo

O Feminismo gera conflitos dentro do casamento porque não leva em consideração as diferenças entre os sexos. Prega a igualdade entre os sexos, ignorando as diferenças biológicas e psicológica entre eles. O que, como é de se esperar, não pode ter um resultado positivo.

As feministas afirmam, de forma arrogante que podem fazer tudo o que querem e que não têm limites, mas reconhecer nossas fraquezas nos fortalece, pois buscaremos meios de contorná-la.

Tenho visto o prejuízo que esse tipo de pensamento tem causado: muitos jovens se acomodam porque simplesmente contam com a isonomia em detrimento da meritocracia e não se esforçam como deveriam para atingir seus objetivos, na esperança da invenção de uma cota qualquer.

Cada vez mais mulheres vêm deixando-se levar pela falácia deste discurso e esquecendo-se da submissão que devem ter em relação aos seus maridos. A bomba-relógio ativa-se e quando ela explodir, os filhos, também serão atingidos pelos estilhaços.

Politicamente Correto

O politicamente correto é a mordaça na boca da verdade, o maior inimigo das soluções reais, não paliativas. [7][8] Ele não permite que apontemos os problemas e suas causas reais, consequentemente não atacamos o mal pela raiz, o que dificulta e muitas vezes inviabiliza a solução do mesmo.

Lei da Palmada

Um dos exemplos dos prejuízos que o politicamente correto nos brindou foi a Lei da Palmada.

Fui criado numa disciplina rígida onde levantar os olhos para a minha mãe enquanto ela dava uma bronca já era sinal de desrespeito, ao pai, então…

Cheguei a apanhar de cinto (ou cinta, se preferir), ficando até com marcas pelo corpo, assim como muitos de meus amigos. E pasmem, esquerdistas: eu não me tornei um marginal por causa disso (apesar do duplo sentido desta frase). Hoje sou um pai de família honesto.

Uma criança “padrão” toma no máximo duas palmadas durante a infância, pois o medo da terceira já a faz “andar na linha”. A ameaça psicológica de levar uma palmada já é suficiente, não sendo necessária a sua execução. Leis contra abusos já existem, a Lei da Palmada é desnecessária.

Mas os esquerdistas, em sua jornada demagógico populista negam até o que está escrito em Provérbios 13,24…

É proibido proibir

Outro ponto que é uma tragédia anunciada é o famoso “é proibido dizer não” tão difundido e sutilmente aplicado, juntamente com o feminismo, na desconstrução da autoridade patriarcal, que como vimos, é essencial para o desenvolvimento sadio de uma família.

Hoje não adianta fazer como nossos pais: usar a autoridade para proibir o acesso de nossos filhos a esses conceitos desconstruídos. O caminho que escolhemos aqui em casa (na verdade muito antes de minha filha nascer) foi não assistir às novelas brasileiras. A programação da TV aberta raramente é assistida aqui. Resultado: minha filha não cresceu com esse hábito.

Porém é difícil de escapar das séries de TV e Hollywood não fica muito atrás (pelo contrário)…

Essa é mais uma bomba relógio estrategicamente posicionada dentro da família.

Brinquedo de menino, brinquedo de menina

Certa vez eu assistia a uma reportagem e uma psicóloga afirmava que nossas famílias erravam ao criar estereótipos, pois menino não pode brincar de super herói e menina não pode brincar de casinha pois crescem, respectivamente, para resolver problemas e para serem donas de casa.

Esse absurdo já foi desconstruído, na prática, até por quem o defende, a atriz Thaís Araújo, que chegou a postar em sua rede social o seu desconforto por sua filha, de 2 anos, gostar de brincar de casinha, amar rosa, gostar de princesas, brincar de mamãe e filhinha, chorar quando entra numa loja de brinquedos querendo um ferro e tábua de passar roupa, etc. contradizendo o que seria uma construção social, afinal, como nós conservadores sabemos há muito tempo, é biológico! E isso é explicado pela Ciência! [9]

Ideologia do Sexo

A Ideologia do Sexo (recuso-me a usar Gênero como sinônimo de Sexo, vide meu artigo “Desconstrução Semântica Esquerdista“) afirma que sexo é uma construção social da sociedade patriarcal, machista e opressora, forçando com que nós exerçamos um papel específico dentro dela, complementando que podem existir diversos tipos de formação para caracterizá-la. [2]

Armadura de samurais

Como podemos enfrentar esses ninjas?

Além das ferramentas institucionais, devemos também cuidar da defesa de nossas famílias, dando prioridade a essa frente, usando ferramentas simples, mas que exigem esforço e mudanças de hábitos. Vejamos algumas:

Oração em família

Desde cedo ensinei minha filha a rezar e todas as noites, como católicos que somos, rezamos juntos o Pai Nosso, a Ave-Maria e uma oração personalizada criada pela minha “piá”(*).

A cada noite fazemos um rodízio, com um de nós iniciando as orações e seguindo sempre a mesma ordem. Quando um de nós está muito cansado e cai no sono antes do fim, assumimos seu lugar, como uma família unida deve fazer. Experimente. Nunca é tarde para começar. Estabeleçam esse propósito como casal, como família.

Desligar a TV na hora do jantar

Se há algo que me incomoda, hoje, é a TV ou outro eletrônico ligados à mesa. A hora das refeições, principalmente o jantar, que é quando normalmente conseguimos reunir a família depois de um dia de trabalho ou estudo, é sagrada. Não nos damos conta disso porque não nos falta a comida à mesa…

Então que tal experimentar fazer uma rápida oração de agradecimento e procurarem algo de interessante que aconteceu durante o dia, todos os dias?

Relembre o papel da família, valorize as conversas durante o jantar (com a TV e outros eletrônicos desligados!) aproveite a oportunidade para ensinar/reforçar os valores conservadores.

Discussão sobre produções artísticas

Discutir sobre determinadas produções artísticas tendo como base os valores conservadores, deixando que os filhos falem também é uma ótima ferramenta. Se nunca tentou comece sutilmente comentando um filme que assistiu recentemente e que gostou (ou detestou) e justifique o motivo. Esses momentos se transformarão em mais mágicos que os do mundo do cinema.

Renovação dos votos de casamento

Você já pensou em a cada 10 anos renovar seus votos de casamento?

Escolha um lugar especial para vocês dois (onde se conheceram, no local do primeiro beijo, o primeiro jantar, onde a pediu em casamento, etc.) e simulem o casamento de vocês com promessas do que pretendem fazer até os próximos 10 anos, quando renovarão “novamente” os votos. Uma boa estratégia é revezarem entre si e ficarem responsáveis pela surpresa.

Uma renovação de votos de casamento muito bonita eu assisti no episódio 22 da temporada 9 do How I met your mother, onde um dos casais fez apenas um voto: serem honestos um com o outro, de nunca serem perfeitos. Pense nisso.

What’s Up?

Certa vez, assistindo ao filme “Última viagem à Vegas” um dos personagens disse: “Sempre que algo espetacular acontece comigo, a primeira coisa que faço é contar para minha esposa. E… Depois de 40 anos casados… Se não contar a ela sobre algo ótimo que acontece comigo… Deixa de ser ótimo.”

Você já contou uma novidade para seu cônjuge hoje?

Escudo

Enfim, por mais que esses ninjas tentem atacar e minar o sacramento do matrimônio, nunca se esqueçam de que temos o escudo mais poderoso que poderíamos receber: a bênção de Deus.

Contra esses ninjas, vistamos nossas armaduras (de cristãos, vide Efésios) e sejamos todos como uma guarda imperial de samurais na luta pela preservação de nossos valores conservadores.

LEITURA RECOMENDADA: O verdadeiro amor

(*) Piá, segundo um professor gaúcho que tive na minha pós-graduação, significa pedacinho do coração (um filho ou uma filha).

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[01] Que demora!
[02] O que é uma família?
[03] A evolução da mulher no mercado de trabalho
[04] As mulheres devem ser submissas a seus maridos? O que diz a Igreja?
[05] Qual a diferença entre samurais e ninjas?
[06] O que significa crer no papa?
[07] Politicamente correto
[08] Soluções
[09] Brinquedos de menino e de menina: questão biológica ou construção social?

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