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Não!

Francisco Teodorico

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Para que elegemos parlamentares se eles não nos representarem? O brasileiro está cansado de eleger representantes que abusam do poder que lhes foi atribuído e toma decisões contrárias à vontade daqueles que o elegeram, afinal, quatro anos (ou seis, dependendo do cargo) é um tempo significativo para a memória.

Com muita frequência vemos decisões que saltam os olhos da população tamanha a cara de pau (não consigo encontrar outra expressão que traduza com exatidão a revolta do brasileiro).

Um exemplo recente foi o projeto de lei apresentado pelo Deputado Lindomar Garçon (PRB-RO) que visa proteger os postos de trabalho dos empregados da Eletrobras em caso de privatização da estatal [01].

Outro, entre inúmeros que poderiam ser citados, é a celeuma pela votação secreta ou aberta para a Mesa do Senado Federal [02]. Oras, se os políticos são eleitos para nos representarem, como saberemos se realmente o estão sendo as votações secretas? Certamente existem exceções à regra, mas este, obviamente, não é o caso. E mais uma vez a pulga pula para trás da orelha do brasileiro: por que será que, com todos os precedentes e processos (engavetados) no STF, Renan Calheiros ainda detém tanto poder político?

E se tivéssemos um dispositivo na legislação onde a população pudesse votar e derrubar decisões tomadas pelo Congresso? Esta solução demandaria a mudança de nossa legislação, mas não é impossível, afinal, regras são feitas por políticos…

Através da criação de uma ferramenta de validação no próprio site oficial do Congresso Nacional, de forma que, dentro de um prazo pré-estabelecido e através de regras claras, a população poderia validar as decisões tomadas pela casa. Um método que poderia ser usado é através de uma votação popular. Se houver uma rejeição de, por exemplo, mais de 50% do número de eleitores, a decisão tomada pelo Congresso seria derrubada.

Certamente não resolveríamos todos os problemas políticos do país, mas o minimizaríamos bastante, além de viabilizar a politização ainda maior de nosso povo que se envolveria de forma mais incisiva nos rumos do país.

Precisamos encontrar ferramentes para podermos dizer: Não!

[01] Deputado propõe projeto que veta demissões na Eletrobras: viva o cabide de emprego!

[02] Marco Aurélio determina votação aberta para eleição da Mesa do Senado

Pai, casado, católico, matemático, analista de sistemas, pós-graduado em Gestão de TI (USP), enxadrista, karatedoka, especialista em Gestão do Tempo.

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