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Mentalidade Vermelha — Poema

Redação

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Imagem: Reprodução

Oh, Mentalidade vermelha

Que com foices abrem crânios

E com martelos esmagam a massa cinzenta

Esmagam a massa…

E cinza é o seu futuro

Non ego sum

Não me associo a eles

 

Não suporto a histeria

De bandeiras tristes e falsas

Nas praças

Ah, essas praças…

Sempre tão cheias deles…

Não têm muito o que fazer?

 

Cansei-me das queixas tristes

De artistas tristes

Que idealizam um mundo melhor

Que preguiça desses “mundos melhores”

Cansei-me deles

Et omnia vanitas

 

Dizem amar os pandas

Dizem amar as mulheres,

E os homens que se dizem mulheres

E o trabalhador

O empregado

O proletariado

O homem de cor

E a cor do homem

E ao bandido

E a vítima do bandido

Ao bandido que é vítima

E aquele que é

E ao mundo

E a humanidade…

Mentirosos, não amam nem suas mães

Que se envergonham de suas paixões

 

Oh mentalidade vermelha

Rubra, carmesim, escarlate…

Como muito é o sangue que derramaste

Non ego sum

Non ego sum

 

Poema de Anderson C. Sandes

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