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COLUNA | Leia este texto antes que seja tarde demais

Julliene Salviano

Publicado

em

Reprodução | STF

Fomos surpreendidos nos últimos dias com uma nova polêmica: a bandeira.

Sim. Preta, vermelha, amarela, azul e com um tridente no centro.

Jornalistas desavisados ou mal-intencionados (o que acredito fortemente), começaram a propagar que essa seria uma bandeira neonazista. Na verdade, essa é uma bandeira histórica da Ucrânia, assim como nem explicou o embaixador do país no Brasil:

“Tanto na Ucrânia como até mesmo no Brasil a bandeira rubro-negra simboliza a nossa terra e o sangue de nossos heróis derramado por Liberdade, Independência e Soberania da Ucrânia. Essa bandeira foi usada desde o século XVI pelos cossacos ucranianos nas lutas contra invasores estrangeiros, por isso durante o século passado e no começo do século XXI virou o símbolo de luta dos ucranianos contra ocupação, chovinismo e imperialismo russos.

O tridente é o brasão oficial do nosso estado desde época do Príncipe Volodymyr, que levou o Cristianismo para Rus de Kyiv no ano 988, e simboliza a Santíssima Trindade.

Cabe mencionar que no ano 2015, na Ucrânia, foi aprovada a Lei “Sobre a condenação dos regimes totalitários comunista e nacional-socialista (nazista) na Ucrânia e proibição de propaganda de seus símbolos”. Por isso também o uso da bandeira vermelha e negra e do brasão da Ucrânia tanto no nosso país, como no Brasil não tem nada a ver com o movimento neonazista. Tal interpretação é manipulação predileta da propaganda russa (soviética) que continua a semear inverdades, ódio, xenofobia e antissemitismo para enfraquecer a democracia nos nossos países”, explicou. 

Tomada comunista sorrateira

Nós não temos fronteira física com a Rússia, e não sofremos com sua invasão. Porém, sofremos sua influência. O que se passa no Brasil é uma tomada comunista sorrateira, velada, gradativa e disfarçada bem gramsciana. Adeptos da infiltração que destrói um prédio – quando se percebe a infiltração já é tarde de mais e o prédio está condenado.

Assim como hoje no Brasil, em 2013, na Ucrânia, famílias foram às ruas de Kiev com suas crianças e idosos, e levavam a bandeira de seu país e até mesmo em miniaturas presas nos veículos, em carretas, a pé e marchando pela liberdade naquele inverno rigoroso. Uma manifestação pacífica e colorida com as cores nacionais.

Os protestos pediam a integração da Ucrânia na União Europeia, assim como a renúncia do Presidente Yanukovytch. Depois da violenta repressão policial, muitos manifestantes se juntaram a causa na praça da Independência (Maidan) e pediam ainda pelo fim da corrupção, do abuso de poder e da violação dos diretos humanos e rejeitavam intervenção russa na Ucrânia.

Leis absurdas começaram a ser aprovadas pelo parlamento em Kiev. Proibiram carreatas e o uso de capacetes, por exemplo. Como respostas, eles passaram a usar panelas e outros objetos na cabeça. Constantemente, no início das manifestações, o povo se reunia todo domingo na praça de Maidan. Semelhante, não? Com a diferença que, no Brasil, temos o Presidente do nosso lado e estamos do lado dele. Ainda é interessante relembrar que, por lá, os presos foram soltos antes da hora, e estes integraram uma força contrária aos manifestantes, agindo sempre com violência e letalidade. 

Em 11 de dezembro, as coisas esquentaram quando a polícia Ucrânia (Berkut) tentou “limpar” a praça, retirando e encurralando os manifestantes com uso de grande violência. Todos os sinos do Mosteiro de São Miguel tocavam naquele momento. A última vez que isso ocorreu foi em 1240 quando os tártaro-mongóis invadiram Kiev. O ato de violência uniu a todos. Durante as manifestações, vale destacar que eles derrubaram uma estátua de Lenin as marretadas. Foram 93 dias, 125 mortos, 65 desaparecidas e 1890 feridos. 

Os Ucranianos sabem bem o que é o regime comunista, que a subjugou entre os 1917 e 1991, resultando em todos seus horrores. Durante o Holodomor (a grande fome), Stalin matou de fome cerca de 10 milhões de pessoas em apenas dois anos (1931-33). O número de mortos era tão grande que os cadáveres se espalhavam pelas ruas e pelos campos. O odor dos corpos apodrecidos dominava regiões inteiras.

“Mas os cadáveres estavam por todos os lados, e o forte odor da morte pairava pesadamente sobre o ar. Casos de insanidade, e até mesmo de canibalismo, estão bem documentados.” (Woods, Thomas. A fome na Ucrânia – um dos maiores crimes do estado foi esquecido. Instituto Mises Brasil). 

Estima-se que comunismo tenha matado cerca de 110 milhões de pessoas no século XX. Sem dúvidas, foi a ideologia que mais matou no século passado.

Em 2015, a Ucrânia adotou a lei de “descomunização”, classificando como uma questão de segurança nacional. Foi proibida a existência de partidos comunistas (equiparado ao nazismo), que não poderão disputar eleições e divulgar ideias ou símbolos. A lei foi confirmada  por um tribunal ucraniano, que, a respeito, declarou:

“O regime comunista, assim como o regime nazista, infligiu danos irreparáveis aos direitos humanos porque, durante a sua existência, manteve total controle da sociedade, promoveu perseguições e repressões politicamente motivadas, violou as suas obrigações internacionais e as suas próprias constituições e leis”.

Sob a política de “descomunização”, a Ucrânia renomeou milhares de ruas, bairros e cidades, além de retirar do espaço público milhares de monumentos de figuras socialistas, tais como Lenin. Foram mais de 52 mil ruas, 32 cidades e 25 regiões relacionadas com o período da União Soviética renomeadas. Além disso, foram retirado 2.500 monumentos em homenagem a líderes soviéticos, incluindo 1.300 estátuas de Vladimir Lenin.

Como podem perceber, a Ucrânia é uma nação exemplo de combate e proibição do comunismo. É isso que muitos no Brasil pedem. A equiparação do comunismo ao socialismo com a proibição de partidos, símbolos e menções.

A bandeira Ucraniana é sobre isso:
A luta de um povo pela liberdade de sua pátria!
Essa bandeira representa a luta contra o comunismo!

O Brasil corre claro perigo. Há mais de 50 anos eles avançam com calma e sorrateiramente na direção da subjugação das nossas liberdades, da nossa propriedade e soberania. Começou a ficar mais claro no período do PT, com uma ‘cleptocracia’ instaurada e agora está escancarado com o crescimento do ativismo judiciário. Lembrando que na Venezuela, em 2017, o judiciário usurpou as funções do legislativo, exatamente como vem ocorrendo aqui, e depois também retirou a imunidade dos congressista e autorizou Maduro a processá-los por crimes militares e atos terroristas. Um museu de grandes novidades. Não é mesmo?

Se não pararmos com eles agora, teremos aqui nossas liberdades subjugadas e o Holodomor brasileiro instaurado. 

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Gestora Pública, paisagista e assessora de imprensa.

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