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Lave a boca antes de falar de Jesus

A esquerda é mau caráter ao nível de utilizar até mesmo Jesus Cristo como escudo político para o emprego de suas deturpações.

Anderson Feitosa

Publicado

em

Imagem: Mihály Munkácsy 1844-1900

Antes de tudo, Feliz Páscoa a todos os leitores. Vivemos a época mais sublime da fé cristã, a época em que Cristo nos mostrou Seu poder e grandeza, venceu a morte e deu aos justos, junto a Ele, a vida eterna. Ele vive, Ele reina, a Ele a honra, a Ele a glória!

Mas aproveito este artigo do Domingo de Páscoa para refutar algumas palavras absurdas e profanas contra Jesus. Palavras que eu já ouvi antes, e que voltei a ler nesta semana santa. Para variar, palavras propagadas por esquerdistas, pessoas de mentalidade revolucionária, que adoram usar o Santo Nome de Deus como escudo político, por meio de interpretações pífias e desprovidas de noção ou de qualquer conhecimento acerca do Magistério da Santa Igreja, que chegam a ser abusivas a ponto de ofender até quem lê, quanto mais ao próprio Jesus Cristo.

Recebo por whatsapp uma imagem com um pequeno texto, que dizia o seguinte: “Jesus era um revolucionário radicalmente não violento que andava com prostitutas e ladrões. Era contra o acúmulo de riquezas e contra a pena de morte. Nunca chamou pobres de preguiçosos, defendia bandidos e não achava que matar era a solução para alguma coisa”.

Se você foi um dos que leu e sentiu ânsia de vômito pela tamanha asneira que está escrita, sinta-se como eu. Se você tem dúvidas sobre quais erros estão contidos nessa fossa travestida de mensagem, aproveite este texto para esclarecê-las. E se você acredita no que ali foi dito, seu lugar não é aqui. Aqui vocês só vão encontrar uma coisa: a verdade, por meio da visão verdadeiramente cristã. Se quer acreditar em mentiras, procure outro site.

Pensei muito se escreveria ou não este artigo pelo fato de que os cristãos verdadeiros já reconhecem a hipocrisia por trás de palavras tão sujas, e as pessoas não cristãs, ou que se dizem cristãs, mas não o são de fato, dificilmente aproveitarão minhas palavras para mudar de opinião. Porém, ainda achei que pudesse ser útil refutar abertamente, demonstrando alguns argumentos básicos e simples para desmontar tamanha mentira. Comentarei, então, cada uma delas a seguir.

Certa vez uma professora minha disse em aula que Jesus era marxista. Saí da sala na mesma hora. Fui frouxo. Hoje eu teria entrado em um debate enorme com ela até a hora de a aula acabar, mas não ficaria calado diante de uma imbecilidade dessas. Essa ideia de que Jesus é um revolucionário é muito repetida por pessoas canalhas que querem utilizar a vida pública do nosso Senhor como justificativa para as suas bandeirinhas políticas em prol de uma igualdade social que jamais existirá e que jamais foi sequer defendida por Ele. O conceito de revolução é a mudança radical da estrutura sociopolítica por meio de uma concentração de poder planejada e executada para este fim. Karl Marx defendia o genocídio em massa de pessoas religiosas, especialmente cristãs, por acreditar que a religião apegava as pessoas a ideias que geravam desigualdade. A mentalidade revolucionária é o oposto da liberdade individual, pois quer transformar a sociedade em uma massa única de pessoas que não possuam divergências e possam ser facilmente manipuladas por quem controla o poder. E a liberdade religiosa é a primeira atacada, inclusive por meio de uma perseguição genocida, como ocorreu em muitos países comunistas. Jesus foi quem mais pregou a liberdade ao povo, quem mais mostrou o caminho para uma vida livre e feliz, sempre conservando os princípios e valores tradicionais e religiosos trazidos pelo povo hebreu na cultura judaica, preservando as leis de Deus, a tradição familiar e social, tanto nas praças, quanto nas festas, nas sinagogas e nos templos onde frequentou. Jesus era o oposto da mentalidade revolucionária. Não é a toa que Ele mesmo disse: (Mt 5,17-18) “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para cumprir. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo aconteça”.

Outro erro ridículo é usar o discurso de Jesus em prol da paz para criticar os atos de justiça defendidos por quem é conservador ou direitista. Nós, conservadores, não pregamos violência generalizada, perseguições, badernas, vandalismo, como faziam as guerrilhas comunistas ou como fazem bandidos e traficantes. Pregamos, apenas, que esse tipo de prática seja contido com força igualmente proporcional, coisa que escandaliza a esquerda, já que amam defender o que é incorreto, como o crime e a bandidagem, e acham que marginais altamente armados morrerem em confronto com a polícia é um crime por parte dos policiais. Adoram passar a mão na cabeça de um vagabundo. Mas Jesus jamais foi um defensor do que é errado, do que é incorreto, do que é injusto ou imoral. Muito pelo contrário, Ele sempre buscou reafirmar a dureza de Sua justiça e da ira de Deus contra quem age contra a paz. “Eu sou justo e misericordioso…”, disse, um dia, o Senhor à Santa Brígida; “… mas os pecadores julgam-me somente misericordioso”, alertando exatamente para esse pensamento ignorante de algumas pessoas de achar que o perdão de Deus nos dá a liberdade para errar desmedidamente, abusando de Sua misericórdia. Isso não existe. O Sermão da Montanha, registrado no livro de Mateus nos capítulos 5, 6 e 7, nos mostra a quantidade de exortações que Jesus faz endurecendo e ampliando as leis, mostrando que aquelas leis que existem ainda são pouco, e que Deus quer mais justiça entre nós. Ele diz: (Mt 5,19-20) “Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar os outros, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus. Eu vos digo: Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus”.

Uma terceira grande falácia é essa de dizer que Jesus andava com prostitutas e ladrões como se Ele defendesse essas práticas. Jesus andou com todas as pessoas e foi bem claro quando disse que o Reino do Céus é para todos. E nem por isso deixou, em momento algum, de criticar todos os erros e exortar todos os pecadores por causa de seus pecados. Andar com prostitutas e ladrões não significa pregar a prostituição e o roubo. Jesus veio reafirmar todas as leis do Decálogo, onde existem dois mandamentos muito diretos: “não pecarás contra a castidade” e “não roubarás”. É possível ser mais claro do que isso? O que não se pode ignorar é que todos os pecadores que são citados na Bíblia encontrando Jesus acabaram por largar a vida de pecado e tomar uma vida reta a partir desse encontro. No evangelho da prostituta pecadora, Jesus termina o diálogo dizendo “… vá e não tornes a pecar”. Mas a esquerda consegue tirar de tudo isso a interpretação de que Deus ama o pecado, e não o pecador, como se o pecado fosse digno de louvor e de respeito por parte da sociedade. Como se nós não devêssemos condenar duramente a prostituição e o roubo como as práticas totalmente imorais que são. Ah! Haja paciência!

A próxima pérola é usar a frase “Jesus era contra o acúmulo de riquezas” para tentar enquadrar o capitalismo ou qualquer outro meio socioeconômico que vise a prosperidade de uma nação como um sistema condenável aos olhos de Deus. Mais uma mentira descabida. Quando Jesus diz que (Lc 18,25) “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”, Ele nos ensina sobre o desapego das riquezas terrenas, sobre um homem ter sua vida assegurada na fé, na riqueza espiritual, e não em suas posses ou bens materiais, pois estes acabarão junto com a vida na terra, enquanto suas virtudes permanecerão em sua alma por toda a eternidade. Fica fácil distorcer as palavras de Cristo quando você quer relativizar algumas vezes e ser literal em outras. Nós devemos buscar a compreensão da fé, por meio do discernimento correto, com cada palavra proferida por Jesus. Quando Ele nos fala do abandono da riqueza e do amor à pobreza, ele nos exorta a não sermos apegados, gananciosos e avarentos. Jamais Jesus condenou a recompensa provinda do trabalho justo, do suor do rosto, ainda que essa recompensa seja grande. Se formos literais com as palavras de Cristo, arrancaremos nossos olhos, largaremos nossas famílias e venderemos todos os nossos bens. Nunca vi cristão algum seguir esses passos. O que Deus nos pede é que busquemos a vida santa acima de qualquer riqueza material, quando Ele diz: (Mt 6,33) “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo”, o que nos traz a certeza de que os bens materiais são dádivas de Deus para o homem justo, sejam eles escassos ou numerosos.

Sobre a pena de morte, existe uma confusão comum que vejo até entre bons cristãos que, desinformados, acreditam que Jesus foi realmente contra esta prática. Mas não foi. Quando Jesus nos pede para darmos a outra face à violência exercida contra nós, Ele nos exorta contra o impulso da vingança pessoal, contra o desejo de ferir a quem nos feriu da mesma forma, o que nos colocaria na mesma condição de agressor. Jesus nada disse contra o poder legítimo de governos e sociedades de aplicarem a pena capital, ou seja, a punição justa, aos crimes cometidos. E em alguns trechos bíblicos podemos observar inclusive a possibilidade da pena de morte descrita. Jesus disse: (Mt 26,52) “Guarda a espada na bainha! Pois todos os que usam a espada, pela espada morrerão, como um reconhecimento explícito da pena justa, da pena capital, àqueles que se colocarem na posição de agressor, citando a possibilidade de morte. A própria execução de Jesus, condenado à morte pela Cruz, foi reconhecida por Ele como legítima (não justa, mas legítima), quando Ele diz a Pilatos (Jo 19, 11) “… nenhum poder terias contra mim, se de cima te não fosse dado”, afirmando que Deus dá aos governantes autoridade para praticar a justiça ainda que seja aplicada a pena de morte, como foi aplicada a Ele próprio. Apesar de tudo isto, é importante ressaltar que o Catecismo da Igreja Católica, documento que rege a vida moral dos fiéis, admitiu, a partir do ano de 2018, que a pena de morte passa a ser uma punição desnecessária e não cabível, devido aos meios diversos de correção que possuímos no mundo hoje. No entanto, essa alteração do Catecismo condiz com a doutrina moral católica, que por mais de 2000 anos reconheceu a pena de morte como legítima diante dos ensinamentos de Cristo. Não se conhece palavra alguma de Jesus contra o emprego dessa pena.

E por fim, leio que “Jesus jamais chamou os pobres de preguiçosos”. Bom, isso é verdade, não tive como discordar. Jesus realmente não chamou os pobres de preguiçosos. Ele chamou os preguiçosos de preguiçosos, sejam eles ricos, pobres, ou qualquer outra coisa. Ora, só não me venham agora vocês, esquerdistas, querer dizer que Jesus defendia a preguiça também. Vão arrumar o que fazer. Ou melhor, vão estudar alguma coisa, pelo amor de Deus, para ver se aprendem a falar algo que preste! Sinto-me envergonhado de precisar explicar isto, mas vamos lá. Preguiça é um dos sete pecados capitais, um dos pecados que desencadeiam outros inúmeros pecados sucessivos. Jesus não teve um momento sequer de preguiça em Sua vida. Nunca tirou férias, nunca parou para descansar por um dia em Sua vida pública e, principalmente, nunca buscou viver às custas de ninguém, mas, pelo contrário, sendo Deus e todo poderoso, teve a humildade e a disposição de trabalhar a vida inteira como carpinteiro, auxiliando a Seu pai na terra, São José, nos trabalhos manuais que desenvolvia. Ainda é possível citar aqui alguns trechos bíblicos que nos relembram a todo instante o perigo e a imoralidade da preguiça. O Livro dos Provérbios diz: (Pr 6,4-6) “Não concedas o sono a teus olhos, nem descanso às tuas pálpebras! Escapa da rede como a gazela, ou como a ave, da mão do passarinheiro. Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, observa seu proceder e dela aprende a Sabedoria”. E ainda: (Pr 21,25) “Os desejos causam a morte do preguiçoso, pois suas mãos não querem fazer nada: ele passa o dia todo a cobiçar e desejar; quem é justo, porém, dá e não retém”. E a carta de São Paulo aos Efésios nos exorta para o trabalho justo e digno, e também contra a preguiça, dizendo: (Ef 4,28) “O que roubava não roube mais; pelo contrário, que se afadigue num trabalho manual honesto, de maneira que sempre tenha alguma coisa para dar aos necessitados”. Agora, quando vemos uma pessoa se deixar passar uma vida inteira na pobreza, na falta de prosperidade, na decadência do padrão financeiro, por causa da preguiça e da morbidez, temos que apoiar o coitadinho que não quis trabalhar para melhorar sua condição?

Acreditem ou não, meus caros, eu precisei engolir muitos argumentos e citações que eu gostaria de expor aqui neste artigo enquanto o escrevi, para não o estender ainda mais. São muitas as verdades já conhecidas e acessíveis que desmontam por completo esse tipo de falácia propagada por pessoas de mau caráter, que buscam distorcer as palavras de Deus para tentar promover um discurso político hipócrita e malicioso. Essas pessoas pagarão caro se estiverem fazendo isso com consciência. Os inconscientes não sabem o que fazem nem o perigo que correm, mas pecam, no mínimo, pela imprudência. Deus nos ordena, no segundo mandamento, a não usar o Seu Santo Nome em vão. Que dirá usá-lo de forma mentirosa em prol de um objetivo político canalha. No entanto, a esquerda mostra quem é, como sempre. Eles não estão preocupados com verdades, mas apenas em transmitir aquilo que fortalece seu discurso de poder e de revolução. Graças a Deus, toda mentira tem perna curta e fica fácil descobrir a grande falta de fundamento e de verdade nas palavras dessas pessoas. Deveriam ter vergonha de mentir até sobre Deus, tudo pelo desespero que possuem pelo poder. Antes, lavem a boca para falar de Nosso Senhor Jesus Cristo!


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Católico, conservador e patriota. Estudante de medicina e amante da Verdade. Membro do Movimento Brasil Conservador no Ceará. Deus Vult!

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