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Hora de varrer o Centrão nas urnas

Carlos Júnior

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Hora de varrer o Centrão nas urnas
Foto: Dida Sampaio/Estadão

Temos um governo conservador empenhado em tirar o Brasil do buraco. A derrocada brasileira tanto foi econômica quanto moral. O presidente Bolsonaro está a fazer sua parte: nomeou o juiz Sérgio Moro para um ministério amplo para ajudar no combate à corrupção e no enfrentamento da criminalidade, colocou uma equipe econômica liberal com o propósito de reequilibrar as contas públicas e desinchar o gigantesco Estado brasileiro e, constantemente, faz das tripas coração para convencer a população brasileira de que sua plataforma política é a correta.

Apesar da popularidade estar em um crescimento razoável – sua aprovação gira em torno de 48% – e contar com números favoráveis na economia e no combate ao crime, o momento não é nem de longe um céu de brigadeiro para o presidente. Pautas conservadoras tão importantes quanto as econômicas não saíram do papel, e além disso o meio político dá provas corriqueiras da antipatia em relação a Bolsonaro e sua plataforma política direitista. Da esquerda não podíamos esperar nada diferente. A “surpresa” dessa história toda é o Centrão – bloco de deputados e senadores formado por partidos como DEM, MDB, PSDB, PP, PSD, PL, SD, PTB e PRB – e suas sabotagens constantes ao governo.

O meio político buscará atrapalhar o presidente Bolsonaro o quanto puder. Uma breve retrospectiva do governo Bolsonaro e seus acontecimentos mais importantes mostram a necessidade de não apoiar ninguém do Centrão nas eleições municipais deste ano e – ainda mais importante – nas eleições de 2022.

O líder informal do Centrão é Rodrigo Maia – essa figura abjeta que já foi tema de diversos artigos meus. Ele procurou confusão desnecessária com o presidente Bolsonaro, ameaçou deixar a articulação na Reforma da Previdência por pura vaidade, capitaneou a famigerada Lei do Abuso de Autoridade e de forma frequente agride e constrange ministros do governo. Já chamou Sérgio Moro de ‘’funcionário de Bolsonaro’’, acusou Abraham Weintraub de ‘’representar a bandeira do ódio’’ e alfinetou Paulo Guedes por declarações relacionadas à situação chilena. Isso sem falar das críticas tolas e desnecessárias via imprensa ao presidente Bolsonaro. Rodrigo Maia na presidência da Câmara é um risco ao Brasil e uma tragicomédia absurda.

Quando Emmanuel Macron esqueceu dos limites franceses e quis cantar de galo para cima da soberania nacional brasileira com a desculpa ecoterrorista, o presidente Bolsonaro teve uma postura firme de defender o Brasil e a sua soberania. Desmentiu e respondeu o presidente francês à altura. Colocou o ridículo moleque de recado do globalismo em seu devido lugar.

O que fizeram os membros do Centrão? João Doria criticou a fala de Bolsonaro na ONU e chamou-a de “inadequada e inoportuna”. O próprio Rodrigo Maia classificou a questão como problema pessoal entre Macron e Bolsonaro. Vejam: a soberania nacional colocada em eminente risco por um presidente irresponsável que esquece de governar o próprio país, e o Centrão aproveita a oportunidade para criticar o nosso presidente. Esse é o grau de compromisso do bloco com o nosso país e com a luta antiglobalista.

Além disso, o bloco dá apoio a iniciativas nada conservadores ou liberais. Marcelo Ramos (PL-AM) quer fazer o imposto sindical obrigatório renascer das cinzas – com ajuda de Rodrigo Maia. O próprio presidente da Câmara está dando uma graciosa ajuda ao PC do B e deixando caducar a MP que instituía a carteirinha digital, em contraposição à versão física – que abastecia os cofres de entidades como a UNE ligadas a partidos de esquerda.

Por fim, o Centrão fez o favor de apoiar a Lei do Abuso de Autoridade, a desfiguração do pacote anticrime, o fundão eleitoral, a CPMI das Fake News e os inúmeros retrocessos sofridos pela Lava Jato. Todas as iniciativas de tornar a política brasileira mais transparente, confiável e qualificada encontram nesse bloco desprezível a mais severa oposição. O apoio às iniciativas liberais econômicas não passa de oportunismo para obtenção de dividendos eleitorais com a “ajuda” de deputados e senadores às reformas que vão tirar o Brasil do buraco.

O eleitor conservador não votará na esquerda e isso é fato. Mas não pode cair no canto da sereia de confiar novamente no DEM, por exemplo – partido que abrigou muitos membros do MBL. O Centrão deve ser varrido da vida pública no voto pelo bem do Brasil. Os larápios de sempre terão a devida resposta nas urnas.

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Os imbecis da GloboNews estão reverberando a ideia de que o pré-candidato democrata Pete Buttigieg é um moderado. Mais uma mentira. Buttigieg é um típico esquerdista: apoia o aborto, o ecoterrorismo, a liberação das drogas, as fronteiras abertas para os imigrantes ilegais e propõe absurdidades como o fim do colégio eleitoral americano e a retirada de estátuas de Thomas Jefferson. Se isso é ser moderado, Donald Trump é um liberal do NOVO. Nos próximos artigos vou derrubar com detalhes mais essa narrativa mentirosa e colocar em pratos limpos a situação da política americana em meio as primárias democratas.

Referências:

  1. https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/03/maia-diz-que-projeto-de-moro-e-copia-e-cola-e-que-ministro-confunde-as-bolas.shtml
  2. https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/02/03/em-atrito-com-weintraub-maia-diz-que-ministro-representa-bandeira-do-odio.htm
  3. https://renovamidia.com.br/bolsonaro-quer-retratacao-de-macron-sobre-internacionalizacao-da-amazonia/
  4. https://pleno.news/brasil/politica-nacional/joao-doria-ataca-discurso-de-bolsonaro-falta-bom-senso.html
  5. https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,marcelo-ramos-coleta-assinaturas-para-pec-que-reestrutura-a-atividade-sindical-no-pais,70003037650
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