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Fotografia em Preto e Branco

Francisco Teodorico

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Imagem: Divulgação | Conexão Política

Não temos racismo no Brasil. Afirmei há pouco tempo atrás em uma de minhas redes sociais, após um comentário absurdo de um militante ao post de uma pessoa que sigo. Bastou para que uma horda de “militontos esquerdopatas” começasse um ataque em massa, não contra meus argumentos, mas contra mim, sem sequer levar em consideração a razão, a lógica que eu utilizava.

Em minha primeira frase já haviam decretado: é um branco, racista e fascista. Ponto final. Pouco importavam os argumentos… A preguiça intelectual dos “lacradores” adolescentes nas redes sociais é incomensurável, nem devem perceber que esse vitimismo é incentivado pelo gramscismo que já vem sendo sutilmente utilizado há muitas décadas.

Minha afirmação, de forma resumida, baseava-se no fato de que não termos uma política, como povo, nessa direção. Obviamente existem racistas, mas são casos pontuais, são exceções, logo, reafirmo que não existe racismo no Brasil, mas casos pontuais de preconceito e eventualmente de racismo. E que fique claro: todos devem ser combatidos, independente da categoria.

Vamos então à fundamentação. Comecemos por um caminho que os esquerdistas detestam: a semântica. Vejamos o significado das palavras preconceito e racismo.

“O preconceito é uma opinião preconcebida sobre determinado grupo ou pessoa, sem qualquer informação ou razão. O racismo é a crença de que uma raça é superior a outras, já a discriminação é a ação baseada no preconceito ou racismo, onde o individuo recebe um tratamento injusto apenas por pertencer a um diferente grupo, categoria ou classe.” [01]

Mas qual é a diferença entre opinião e crença?

Crença é acreditar em algum culto ou religião. É a ação de crer na verdade ou na possibilidade de uma coisa. Convicção íntima; opinião que se adota com fé e convicção. Certeza. [02]

Opinião é ter seu próprio ponto de vista, sobre um determinado assunto. Modo de pensar; aquilo que se pensa em relação a; julgamento ou ponto de vista. O que se diz sem comprovação, fundamento ou confirmação: sua opinião não comprova os fatos. Ponto de vista regulamentado; juízo formado sobre; conceito. [03]

Juridicamente falando, no Brasil, o racismo é crime previsto na Lei n. 7.716/1989, e inafiançável e não prescreve, ou seja, quem cometeu o ato racista pode ser condenado mesmo anos depois do crime.

Mas qual a diferença entre racismo e injúria racial?

Segundo o site JusBrasil, injúrias raciais “são agressões verbais direcionadas a uma pessoa, com a intenção de abalar o psicológico dessa vítima determinada, utilizando elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência, caracterizam injúria racial (art. 140, § 3.º, CP).

A injúria racial possui pena de reclusão, de 1 a 3 anos e multa. Pena relativamente pequena, admitindo a suspensão condicional do processo. É um crime contra a honra subjetiva da vítima. Somente se processa mediante representação do ofendido.” [04]

O mesmo site afirma:

“Ao contrário da injúria racial, cuja prescrição é de oito anos – antes de transitar em julgado a sentença final –, o crime de racismo é inafiançável e imprescritível, conforme determina o artigo 5º da Constituição Federal.

E apuram-se mediante ação penal pública incondicionada, ou seja, o Estado não depende da representação do ofendido para investigar, processar e punir os racistas. Deve-se observar a redação dos tipos penais da Lei n. 7.716/89 para identificar quais condutas serão consideradas crimes de racismo. A Lei define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A maioria dos crimes de racismo tem como objeto central impedir a segregação racial.

O ato de impedir, obstar ou dificultar o acesso de um número indeterminado de pessoas a serviços, empregos ou lugares, como cargos da Administração Pública, empresas privadas, estabelecimento comercial, hotéis ou estabelecimentos congêneres, restaurantes, bares, estabelecimentos esportivos, casas de diversão, clubes, salões de cabeleireiros, barbearias, entradas e elevadores sociais, meios de transporte.” [04]

Dito isso, pergunto:

Quantos de nós já vimos, nos tempos atuais, como existiu na África do Sul, algo parecido com o Apartheid, segregando negros em espaços públicos ou privados? Quantas vezes você já viu alguma loja colocar um cartaz dizendo que não vende para negros? Quantas vezes viu em algum edital ou anúncio de contratação de funcionários uma restrição para negros? Ou até mesmo uma escola não aceitar alunos negros?

Obviamente que é importante a existência, ainda, de lei que impeça que isso aconteça. Porém, credito que já percorremos um trajeto significativo nessa jornada em direção à extinção dessa lei por se tornar desnecessária. Basta fazer uma estimativa do número de pessoas que responderam afirmativamente às questões feitas no parágrafo anterior. Certamente não devemos levar em consideração os militantes vitimistas.

Por esse motivo que eu afirmei, em minha rede social que no Brasil não temos racismo. O que temos são casos pontuais de preconceito! Mas a militância, além de cegar, torna as pessoas surdas, incapazes de ouvir o contraditório e procurar argumentos para um debate sadio.

A insanidade destes vitimistas atinge aos diversos assuntos em nosso cotidiano. Há pouco tempo tive o desprazer de ler em um site sobre cinema que o filme “Pantera Negra se tornou um fenômeno nos Estados Unidos e em todo o mundo por conta de sua forte mensagem de empoderamento e valorização da cultura negra, embalada em uma aventura cativante e movimentada.” É dispensável enaltecer aqui que o sucesso foi devido ao roteiro e produção e não aos motivos alegados. Eu fui um que assisti e recomendei o filme pela qualidade, apesar do “mimimi” de hordas que diziam que brancos não tinham o direito de assistir ao filme. Chega a ser surreal o campo de distorção da realidade que eles aplicam.

Outro exemplo recente foi a campanha de Natal da Perdigão [05] em que a cada chester comprado, a empresa doaria outro para uma família necessitada. A ira esquerdista, problematizou o fato de que a família que doa o chester é branca e a que recebe é negra. Oras, se eles mesmos defendem as cotas porque há mais brancos em posições de destaque profissional, e consequentemente, maior poder aquisitivo, não é incoerência usar esse tipo de argumento? Se bem que esse é só mais um exemplo de que coerência não faz parte do dicionário destes desequilibrados.

Mas será que esse vitimismo é tão prejudicial assim? Sou taxativo na resposta: sim.

O combate deve ser ao preconceito (quando realmente existir), que é pontual. Dizer que existe racismo só fomenta criação de políticas de cotas, por exemplo, além de mais regulação estatal ineficiente.

Esse é o legado que os governos de Esquerda deixaram para o país: “coitadismo” e incapacidade de discernir o certo do errado.

Infelizmente, os casos de preconceito são reais, no mundo real e virtual. Mas nem sempre uma opinião contrária ao que tentam transformar em algo comum é preconceito. Se um pai se opõe ao namoro de sua filha com um negro porque ele é drogado, por exemplo, certamente será acusado de ser preconceituoso, apesar de o que, hipoteticamente falando, o motivo ser o uso de drogas! A que ponto chegamos…

O combate deve ser ao preconceito, que é pontual. Dizer que existe racismo só fomenta criação de políticas de cotas, por exemplo, além de mais regulação estatal ineficiente.

Eu assisti ao filme “Estrelas além do tempo” onde o roteiro apresentava o preconceito contra mulheres negras na NASA. Ao invés de se entregarem ao vitimismo como parece ter virado moda, as personagens detectaram a oportunidade que começou a surgir e se qualificaram ao ponto de se tornarem indispensáveis. Recomendo que assistam. Há belas lições ali. Não apenas para os negros.

Com frequência os “esquerdopatas” nos mandam estudar. Mal sabem que precisam aprender o significado, também, desta palavra. Estudar não é ler, mas também interpretar e refletir. A experiência de vida auxilia bastante nesta tarefa. Porém jovens que foram estuprados intelectualmente por esquerdistas travestidos de professores não viveram o suficiente para obtê-la. Muito menos para desenvolver a humildade em reconhecê-la e julgam-se o suprassumo da sabedoria.

Alguns conseguem se recuperar, mas nem todos querem sair das trevas.


[01] Preconceito, racismo e discriminação, https://www.diferenca.com/preconceito-racismo-e-discriminacao/

[02] Significado de crença, https://www.dicio.com.br/crenca/

[03] Signficado de opinião, https://www.dicio.com.br/opiniao/

[04] Injúria x Racismo: qual a diferença entre os dois?, https://alvesaraujoadv.jusbrasil.com.br/artigos/434878258/injuria-x-racismo-qual-a-diferenca-entre-os-dois

[05] Post – Caneta Desesquerdizadora, https://twitter.com/Desesquerdizada/status/1067458916026585088

Pai, casado, católico, matemático, analista de sistemas, pós-graduado em Gestão de TI (USP), enxadrista, karatedoka, especialista em Gestão do Tempo.

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