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ARTIGO: Entenda melhor o caso do Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu

Davy Albuquerque

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Toda sociedade deveria exigir, no mínimo, duas qualidades à sua classe política e em especial a quem conduza os destinos da nação: Capacidade e Probidade.

Benjamin Netanyahu é um líder que tem orgulhado os israelenses pela maneira como defendeu seu país, tanto na ONU quanto no próprio Congresso dos Estados Unidos. A economia israelense, onde Netanyahu demonstrou um domínio único, fortaleceu-se, e a segurança do país alcançou níveis que não se viam desde muito tempo. Demonstrou sobejamente possuir, melhor que ninguém, a capacidade de equilibrar as necessidades diplomáticas de Israel com o resto do mundo, com a dinâmica e complexa política interna. Isto faz com que lidere permanentemente as pesquisas, como o único capacitado ou pelo menos o melhor, para liderar os destinos de IsraelA conclusão é que Netanyahu tem demonstrado fartamente suas capacidades para dirigir Israel e foi eleito Primeiro-Ministro em quatro oportunidades, as últimas três de forma consecutiva.

Recentemente, a polícia de Israel disse ter reunido provas suficientes para indiciar o primeiro-ministro do país em dois casos suspeitos de corrupção envolvendo suborno, fraude e violação de confiança.

Quais são as acusações contra Netanyahu?

1ª acusação: Caso 1000 – (Charutos e Champagne)

Foi iniciado em 2016 devido a suspeitas de que Benjamin Netanyahu e membros de sua família teriam aceitado presentes de Arnon Milchan, produtor de cinema israelense conhecido por ter produzido filmes como: “Uma Linda Mulher” e “Clube da Luta”, bem como os do bilionário australiano James Packer, que ostensivamente cortejou Yair Netanyahu, filho do primeiro-ministro, cobrindo suas despesas de viagem. De acordo com a polícia, esses custos, que incluíam charutos, dos quais o premiê é um grande apreciador, champanhe e joias — valiam um total estimado em 1 milhão de shekels (cerca de R$ 1mi).

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Benjamin Netanyahu ao lado do produtor de cinema Arnon Milchan. Foto: Flash 90

Netanyahu e sua esposa contrapõem que os presentes eram demonstrações de amizade e não em troca de favores políticos, ou para promover os interesses comerciais de ambos os magnatas.

2ª acusação: Caso 2.000 – (Cobertura favorável na imprensa)

Nessa ocorrência, a polícia apresentou conversas gravadas entre o Primeiro-Ministro de Israel e Arnon Mozes, editor do maior jornal israelense Yedioth.

Netanyahu é suspeito de tentar conseguir um acordo com o proprietário do jornal Yediot Ahronot, que é conhecido por criticá-lo, para que eles diminuíssem os ataques contra Benjamin. Em troca, o primeiro-ministro supostamente disse que ajudaria a restabelecer o status do jornal Yedioth como a melhor mídia em Israel, prejudicando a posição de, Israel Hayom, o jornal gratuito de propriedade do magnata do cassino americano, Sheldon Adelson. Respondendo às alegações, Netanyahu afirma que ele nunca teve como objetivo fechar um acordo real com Mozes, mas queria testar o editor.

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Benjamin Netanyahu ao lado do seu amigo americano, Sheldon Adelson. Foto: Ben Dori/Flash90

Estas são as acusações que a polícia teria entregado ao Ministério Público para que este determine se contam com a evidência suficiente para provar um delito, bem como se essas ações se qualificariam ou não como tais. Lembremos que, segundo a lei israelense, Netanyahu não é obrigado a renunciar, embora seja incriminado.

Por sua parte, Netanyahu relata que é vítima de uma caça às bruxas e acusou seus inimigos políticos e os meios de comunicação de tentar derrocá-lo mediante o sistema legal, porque são incapazes de fazê-lo nas urnas.

A capacidade de Netanyahu está fora de qualquer dúvida e por isso a maioria dos israelenses o querem no comando do avião, que voa a grande altura e velocidade em céus perigosos, e à falta de um piloto mais experiente e hábil muitos esperam que depois de 22 anos de investigações contra ele, a justiça declare fora de todas dúvida a probidade de nosso Primeiro-Ministro frente a estas duas novas acusações.

Nenhuma das acusações são razões de peso

  • Não há indícios de que nenhum de seus benfeitores obtivesse nada em troca. Se o suborno não foi parte de um quid pro quo, então não é um suborno.
  • O Caso 2.000 é ainda mais complicado. Trata-se de conversações gravadas entre Netanyahu e o editor do jornal Yediot Aharonot, Arnon Mozes. Netanyahu pediu que Mozes reduzisse as críticas em seu periódico, e em troca disse que faria algo para reduzir a circulação do jornal Israel Hayom, o diário gratuito que havia superado Yediot como o mais lido do país. Embora Israel Hayom fosse propriedade do aliado de Netanyahu (e doador de JNS) Sheldon Adelson, considerando que Netanyahu não tinha a capacidade de cumprir essa promessa, essa conversação foi ridícula. Tampouco é razoável afirmar que foi ilegal.

Texto escrito por Davy Albuquerque com a colaboração de Iosef Neira e tradução de Graça Salgueiro.

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Colunista político e editor-chefe do Conexão Política; Fundador do Movimento Brasil Conservador. Brasileiro com orgulho, cristão por convicção, política por vocação.

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