Redes Sociais

Artigo

Eleições 2018

Francisco Teodorico

Publicado

em

Eleições 2018 15
Imagem: Divulgação | Reprodução

E mais uma eleição se aproxima. Essa talvez diferente das outras devido a alguns fatores entre os quais destaco: o aumento do interesse do brasileiro por política, o crescimento do conservadorismo e do anti-esquerdismo e da força que as redes sociais vêm conquistando.

Basta navegar por alguns instantes pelas redes sociais para notarmos que o interesse político do brasileiro vem aumentando gradativamente. E não é apenas na revolta contra a corrupção que tem sido exposta pela Lava Jato e outras operações (e que certamente é só a ponta do iceberg).

Devido ao sucesso das investigações, também presenciamos os ataques às forças que tentam combater a corrupção no país, no Legislativo, com a CPI da Lava Jato [1], por exemplo, no Judiciário, com os inúmeros exemplos que causaram revolta no país, sendo o último, o caso de Favreto, que dever ser acusado de prevaricação [2] e também no Executivo, sem que falte o jogo de “empurra” entre os Três Poderes. [3].

Em meio à revolta com o Executivo, Legislativo e Judiciário, aparelhados, corrompidos, que nos dão a sensação de que não somos um país, mas um aglomerado de gente coordenados por uma série de organizações criminosas (ORCRIMs), cresce o movimento popular que nos induz a pensar que não devemos reeleger “ninguém”. Acredito que essa seja uma condição necessária, mas não suficiente, conforme escrevi em meu blog pessoal num post intitulado “Lista Negra de Políticos” onde afirmo que não basta não reeleger, é necessário eleger políticos envolvidos com uma reforma que diminua o poder do Estado sobre a sociedade, seu tamanho e sua centralização, mas esse tema, juntamente com uma proposta, eu abordo no volume 1 de uma série de livros que estou finalizando e será lançado em breve.

Nas redes sociais tenho o privilégio de ouvir diversas ideias interessantes que vão desde sugestões para quem tem pouco tempo no Horário Eleitoral Gratuito, como usar o tempo para divulgar os links de suas redes e de eventuais transmissões ao vivo (Lives), ranking de políticos até planilha comparativa de temas importantes que todo eleitor deveria levar em consideração ao votar.

O Horário Eleitoral gratuito já teve uma importância maior, apesar de ainda usufruir de considerável relevância, mas vem cada vez mais perdendo espaço para as redes sociais. Nossas mídias tradicionais (repletas de esquerdistas), percebendo o espaço que vem sendo conquistado por elas, como é estratégia comum, vem potencializando um problema que não podemos negar que exista: as fakenews. As consequências disso vimos no dia 25 de julho, quando o Facebook derrubou, sem justificativa, inúmeros perfis de Direita, alguns com milhares de seguidores.

As grandes redes de jornais e TVs detiveram por muito tempo o monopólio da opinião e sempre induziram de forma sutil, o eleitorado que não tinha disponível uma quantidade tão grande de fontes diferentes. Com o poder econômico, nos bastidores, temos visto medidas de censura sendo aplicadas também nas redes sociais, tema que também já abordei (“Censura nas redes”) juntamente com uma sugestão simples que precisa ser popularizada para que funcione.

Um país precisa de uma imprensa livre, mas imprensa livre significa aquela que dá voz às diversas ideologias permitidas no país e que respeita o código de ética do jornalismo (“…a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à autocensura são delitos contra a sociedade.”) E ficamos então, diante da revolta com o recorrente desrespeito diário à ética da profissão, divididos entre incentivar o boicote às grandes mídias ou de combater através do registro de nossa revolta nas redes sociais.

O boicote, que já defendi, é um caminho perigoso, visto que, hoje, o jornalismo investigativo necessita de uma grande estrutura devido aos gastos com ele e que apenas as grandes empresas do ramo conseguem suportar. Quem sabe a médio/longo prazo não tenhamos uma organização de jornalistas independentes, espalhados pelo pelo Brasil e pelo mundo e não possamos mudar esse conceito, mas ao menos a curto/médio prazo não vejo luz no fim do túnel, com uma Netflix do jornalismo, por exemplo [4].

Por outro lado, quando desmascaramos o establishment nas redes sociais, não é raro termos nossas contas suspensas por tempo determinado ou indeterminado, ou medidas mais abrangentes como a diminuição de número de mensagens que podem ser enviadas por um único usuário.

E como se não bastasse vemos o TSE, em nítido abuso de autoridade, afirmar que a eleição pode ser anulada em caso de influência de “fakenews”. Ora, como será que o TSE irá medir essa influência? Quais serão os indicadores que usarão? Nas últimas eleições presidenciais (2014), passou de forma despercebida o anúncio feito pelo Ministro Dias Tofolli, que dispensa apresentações, no site oficial do TSE, que dizia que lhe era outorgado o direito de não divulgar os resultados da eleição se assim fosse conveniente. Isso é inadmissível numa democracia.

Esse mesmo STF decretou que as urnas são legítimas contrariando a decisão contrária, tomada pelo Congresso Nacional, que foi eleito de forma… legítima! [5] E novamente serão usadas as urnas eletrônicas ilegais. E essa não é uma afirmação leviana, pois pode ser verificada no livro de Graaf, “O mito da urna” (disponibilizado gratuitamente pelo autor) [6]. E nem estou entrando no mérito de sua fragilidade de segurança, inúmeras vezes comprovada por especialistas como o Prof. Diego Aranha, à época dos testes, da Universidade de Brasília (UnB) e equipe.

Mas entre tantos absurdos como os relatados aqui, também surgem notícias boas como por exemplo a iniciativa do Ranking dos Políticos onde você pode consultar diversas informações relacionadas à eficácia do político em questão, com a ferramenta de refinamento de consulta entre outros.

Outra facilidade que a internet nos trouxe foi a comunicação com os políticos eleitos, bastando para isso digitar, no Google: “Congresso Nacional <digite aqui o nome do político>”, sem as aspas. Então, bastando clicar no site oficial, seguido do link para falar com o político e enviar sua mensagem. É uma ferramenta que devemos usar, principalmente em votações importantes para a sociedade.

Também não poderia deixar de citar o trabalho de pesquisa feito por Ariel Marquezin que tabulou os candidatos à Presidência e os temas mais importantes (com seus respectivos links para fontes confiáveis e outros detalhes informados em seu perfil no Facebook) que devem influenciar em nossas escolhas em Outubro próximo. O trabalho é apartidário, apenas informativo, e pode ser melhorado através da colaboração como por exemplo a inclusão de candidatos, temas que não constam na tabela, correção de termos usados, etc. Veja na imagem a seguir a configuração da planilha:

Eleições 2018 16

Imagem: Reprodução

Quando esse texto era escrito, Ariel estava desenvolvendo a diagramação para a publicação no conhecido site Café Brasil, onde, publicada de forma centralizada, facilitará a sua divulgação, lembrando que ela é atualizada recorrentemente.

Além disso, o Ariel disponibilizou o link para download da planilha, diretamente, para quem quiser consultá-la/divulgá-la:

Download Planilha – Propostas Presidenciáveis

Recomendo que você faça o download da versão mais atualizada da planilha no link acima, pois a imagem provavelmente já estará desatualizada enquanto você lê este artigo.

Ariel já fez algumas alterações sugeridas por internautas no grupo do Telegram Confraria Café Brasil (grupo fechado de assinantes do podcast, que recomendo!) mudando alguns termos usados por outros mais “técnicos”, mas gostaria de lembrar que, caso tenhamos alguma sugestão, que seja feita de forma educada, pois ele tomou a iniciativa de usar seus conhecimentos técnicos e tempo livre (que poderia aproveitar com atividades de satisfação pessoal) para disponibilizar-nos uma ferramenta que nos ajude a qualificar nosso voto presidencial nas próximas eleições ao invés de ficarmos apenas reclamando nas redes sociais que brasileiro não sabe votar…

Vamos amadurecer e lapidar a ideia para que, quem sabe, nas próximas eleições não criemos “frentes de trabalho” para outros cargos eletivos (Governadores, Prefeitos, Senadores, Deputados Federais/Estaduais e Vereadores), escolhendo responsáveis para centralizar e atualizar as informações recebidas via esforço comunitário apartidário.

A construção de um Brasil melhor depende de nós, de todos nós.

Outros artigos do autor


[1] Pedido de CPI da Lava Jato será analisado por Maia após debandada de deputados

[2] Dodge pede ao STJ abertura de inquérito para apurar conduta de desembargador que mandou soltar Lula

[3] “A corrupção está no Governo, não está no Parlamento”

[4] Netflix de jornalismo

[5] Legitimidade

[6] O mito da urna (livro disponibilizado gratuitamente pelo autor, em pdf)

Ajude-nos a mantermos um jornalismo LIVRE, sem amarras e sem dinheiro público. APOIAR »

Pai, casado, católico, matemático, analista de sistemas, pós-graduado em Gestão de TI (USP), enxadrista, karatedoka, especialista em Gestão do Tempo.

Parceiros

Publicidade

alan correa criação de sites