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E se o golden-shower fosse um oferecimento da CAIXA?

Imagens mostram rapaz dançando em cima de ponto de táxi com o dedo no ânus e recebendo urina de outro homem.

Guilherme L. Campos

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Reprodução | Twitter

Quando assisti ao tal vídeo que o presidente da república compartilhou, minha primeira reação foi sentir repulsa ao ato abjeto que as imagens mostravam, promovido em público e sem o menor pudor por gente da pior espécie, selvagens e doentes.

Foquei naturalmente minha reprovação aos autores daquelas cenas horríveis.

Outras pessoas, porém, assistindo ao mesmo vídeo, da mesma fonte, se aterrorizaram com o fato do presidente ter repassado adiante aquelas imagens.

Vendo quem eram os puritanos que condenaram Jair Bolsonaro pela denúncia, vi que boa parte integra aquele perfil de gente que defendia a “performance artística lacradora” da criança apalpando o peladão.

Logo, sim, estamos diante de esquerdistas convertidos ao puritanismo de última hora com o objetivo exclusivo de — atenção! — execrar quem denuncia e não os autores daquela imundície. Que previsível!

Fico pensando se o tal vídeo tivesse sido repassado em tom de promoção de uma “performance”.

A tchurminha certamente teria ficado quieta, se tivesse patrocínio da CAIXA, então, aplausos teriam sido registrados.

Contudo, o vídeo foi repassado em forma de denúncia, como deveria, afinal, já que o ato É SIM criminoso.

E diante disso, claro, a tchurminha mais isentona, menos radical, aquele tipinho nem lá nem cá, nem isso nem aquilo — a turminha do “veja bem” —comprou a narrativa da extrema-imprensa e formatou sua crítica de modo que acertasse primeiro o denunciante e por último, somente para manter a isenção, óbvio, falou alguma coisa sobre o ato denunciado.

Já a extrema-esquerda, desavergonhada que é, direcionou a artilharia (ou mijada) exclusivamente contra o denunciante, nada foi dito contra o empoderamento do rabo e da hidratação capilar à base de mijo em via pública. Nada.

Este é o mundo em que vivemos.

Por fim, aos que se dizem de direita e que caíram na armadilha mesmo assim, cabe o alerta de Robert Cialdini, autor de “As Armas da persuasão”, em que diz que “a natureza da má notícia contagia o mensageiro. Existe uma tendência humana natural a desgostar de uma pessoa que traz informações desagradáveis, ainda que ela não tenha causado a má notícia. A simples associação basta para estimular nossa aversão.”.

Não sejam idiotas úteis.

Jornalista, conservador, analista político e editor-chefe do 'Portal São Paulo 011'.

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