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Análise

 EUA x Irã: Trump vence 1º round

Uma análise sobre o ‘1° round’ do conflito Irã X EUA.

Guilherme L. Campos

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Após uma série de hostilidades, ataques e contra-ataques, a verdade é que Donald Trump mais uma vez ganhou, e ganhou do seu jeito, jogando duro — não se acovardando e liderando o poderio militar americano como se deve.

A série de hostilidades começou com a morte de um prestador de serviço americano, que levou em seguida à morte de 25 terroristas autores do assassinato, que levou à invasão da embaixada americana no Iraque, que levou à morte do mais perigoso terrorista vivo, o general Qassem Soleimani, chefe das forças Quds da Guarda Revolucionária Iraniana.

Neste momento tivemos o ápice da tensão entre os dois países com a expectativa super estimada por muitos analistas da velha mídia, de que a resposta iraniana à morte do homem mais poderoso do Irã seria avassaladora.

Não faltou histeria. As teorias foram de ‘terceira guerra mundial’ ao ‘fim do mundo’.

O fato é que a resposta iraniana veio e frustrou a todos que torciam pelo apocalipse, por aquela oportunidade de ouro de finalmente dizer que Trump acabou com a humanidade.

As bombinhas iranianas não mataram nem mesmo um passarinho. Ninguém! Nenhum americano, nenhum iraquiano. Um fracasso total!

Mas atenção! Trata-se de um fracasso planejado.

O Irã sabia desde o início que não poderia responder à altura. Afinal, qual seria uma resposta à altura para a morte do homem mais poderoso do Irã? Seria uma completa loucura.

Logo, o Irã acabou por escolher uma resposta cenográfica, de mentirinha  – atacando uns alvos, falando que matou algumas dezenas de militares (o que já foi desmentido) e deixando desse jeito por enquanto.

No último episódio desse primeiro round, o pronunciamento de Donald Trump, diante das câmeras na manhã desta quarta-feira (8), fez o presidente entrar na sala oval da Casa Branca de peito estufado, cercado pela alta cúpula militar dos EUA e de seu vice-presidente.

O presidente americano anunciou novas sanções econômicas contra o Irã, reiterou que durante seu governo o regime do Ayatollah não terá arma nuclear e cobrou da Alemanha, França, Reino Unido, China e Rússia para abandonarem o acordo nuclear de Barack Obama.

Trump ainda anunciou que irá cobrar da OTAN um maior envolvimento nas questões do Oriente Médio.

Além disso, acusou a administração de Barack Obama, autora do perigosíssimo acordo nuclear, como financiadora das atrocidades iranianas ao destinar US$ 150 bilhões de dólares ao regime. Catracou geral.

Por fim, disse que os EUA estão prontos para usar toda sua força militar, mas apenas se necessário. Em vez disso, preferiu encerrar suas palavras dizendo que os Estados Unidos estão prontos para a paz.

Liderança: a boa e velha liderança que os americanos não viam há tempos.

O primeiro round tem um vitorioso, e ele é Donald Trump.

O resto é propaganda pró-Irã.

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Católico, Conservador, Correspondente Internacional, Observador Político e criador do 'Direto da América'. Atualmente vive no estado da Pensilvânia, Estados Unidos.

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