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Análise

31 de março de 1964 — o grande livramento do comunismo

Julliene Salviano

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Conexão Política conteúdo ®
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Eram três horas da madrugada. O dia? 31 de março de 1964.

O general Olímpio Mourão Filho partia, de Juiz de Fora, rumo ao Rio de Janeiro. O ato era considerado impulsivo por Castello Branco, pois, segundo o general Carlos Guedes, a data combinada aconteceria em 4 de abril. “Nada que se faz em lua de quarto minguante dá certo”, teria dito o general de Infantaria.

João Goulart ordenou ao general Âncora que prendesse Castello Branco. Este, Âncora, por sua vez, não a cumpre.

General Âncora comandava o Destacamento Sampaio para interceptar o Destacamento Tiradentes, comandado pelo general Murici. Embora com tropa muito mais poderosa e armada, não entrou em confronto com os militares que retornavam de São Paulo. Ao chegar na Região de Resende, deparou-se com cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras em posição defensiva, visando retardar o deslocamento das tropas vindas do Rio. Se as forças se enfrentassem no Vale do Paraíba, iniciar-se-ia uma guerra civil. Era justamente isso que os militares não gostariam. No dia 1.º de abril de 1964 ocorreu uma reunião. Convencidos por Médici, fica decidida a união das tropas.

No Nordeste, Miguel Arraes, governador de Pernambuco, e Seixas Dória, governador de Sergipe, são presos como traidores da nação. Carlos Lacerda, governador da Guanabara, coloca a polícia à caça de aliados de João Goulart e do próprio. Diante de tudo isso, Goulart se refugiou no Rio Grande do Sul. O congresso passou, declarar vaga a Presidência da República.

Perigo de sangue

Desde a Revolução Francesa, o mundo vive um ciclo de tensões, passando pela 1° e 2° Guerra, pelo fascismo e pela guerra fria.

O mundo se dividia. O Brasil, naquela década, e a América latina, viviam em meio às guerrilhas, atentados, sequestros e bombas. Tudo programado no esquema de ascensão do comunismo.

No Brasil, os comunistas já ocupavam a administração federal, sendo João Goulart um deles. O presidente acobertava a intervenção armada de Cuba no país desde 1961 e estimulava a divisão nas Forças Armadas para provocar uma guerra civil, além de jogar o povo na miséria com seu péssimo governo. Luiz Carlos Prestes havia voltado de Moscou com autorização para prosseguir.

Os governadores Carlos Lacerda, da Guanabara, e Adhemar de Barros, de São Paulo, montaram um forte esquema em que, na época, contava com aproximadamente 30 mil homens armados, com helicópteros, bazucas e metralhadoras. Tudo para impedir os comunistas. Deflagrada a guerra civil, o solo verde e amarelo seria manchado pelo sangue pátrio. A revolução serviria para implantar no Brasil um regime igual ao de Cuba, com apoio da União Soviética e de Havana. Tudo acabou desmantelado pela ação militar, que impediu a ação dos filhos da foice e do martelo. A lideranças comunistas, que até então se gabavam de ter respaldo militar, fugiram para as embaixadas.

É bradado, hoje, em alto e bom som, por antigos aliados daquele tempo, que a intenção dessa turma era implantar no Brasil a ditadura do proletariado. Sim, foi disso que nos livramos em 1964. Mas, antes da ação militar houve um forte clamor popular: igreja, empresários, veículos de comunicação e a sociedade em geral clamavam por socorro em uníssono repúdio ao comunismo, que estava a porta. A Marcha da Família com Deus pela Liberdade levou cerca de 200 mil pessoas às ruas de São Paulo, numa grande demonstração desse clamor.

A revolta contra o governo era vasta e disseminada. Otto Maria Capeaux, publicou dois editoriais no Correio da Manhã: “Fora!” e “Basta”. O Clamor pela derrubada de Jango era geral. Sua deposição foi um ato legítimo que uniu a sociedade e foi apoiado pelo congresso.

Governo

No que dependeu da apologia tosca dos esquerdistas à esquizofrenia coletiva, o governo militar foi jogado numa vala obscura da fábrica de falsificações e camuflagem dos zumbis de Karl Marx. A história de 64 nunca foi contada com honestidade.

Depois de nos livrar da desgraça leninista, os militares assumiram o governo do país. Castelo demoliu o esquema político comunista sem sufocar as liberdades públicas. Em sua época, não houve nenhuma violência física, exceto por parte dos comunistas, que já tinham em seu currículo 82 atentados. Já o governo Médici, foi marcado pela vitória contra a guerrilha. sim, os ‘coitadinhos’ que conhecemos na história integravam uma guerrilha.

Geisel adotou uma política econômica socializante, que ainda hoje nos prejudica. Ele tolerou a corrupção, inseriu o Brasil num eixo antiamericano. ,O Brasil, durante seu governo, foi primeiro país a reconhecer o governo do MPLA, em Angola, de viés marxista (movimento arquitetado por Cuba). Figueiredo, por sua vez, encerrou o período, permitindo a eleição presidencial indireta, que decretaria o fim do Regime.

Herança

O que foi comumente contado sobre esse período da história recente do Brasil é extremamente distorcido e de natureza revanchista. Na verdade, beira a fantasia romanceada que pretende transformar apátridas covardes em heróis nacionais. A historiografia oficial, que nas mãos de esquerdistas caminha à margem da verdade, consagrou na mente atual uma visão distorcida que beira a demência, enfatizando feitos de violência e omitindo os números reais de comunistas mortos, algo entre 300 e 400. Na visão de muitos brasileiros, o sangue guerrilheiro derramado foi o preço modesto que o Brasil pagou perante o massacre humano que haviam planejado para implementar o regime que defendiam, assim como ocorreu na Rev. Russa. Estima-se que o comunismo tenha matado 94 milhões pessoas.

Naquela época, havia tranquilidade para a maioria dos brasileiros. De um modo geral, muitos sabem que viviam mal apenas os baderneiros, formada por uma pequena elite esquerdista. Essa elite fugiu para exílio, tendo tempo suficiente para estudar e tramar novos planos. De volta ao país, ocuparam postos de destaque na mídia, como jornalistas, cineastas, campo artístico em geral, e, principalmente, na política. Quando isso começou a acontecer, a narrativa foi sendo modificada progressivamente. Entre a narrativa do panfleto comunista e o relato de meus pais, avós e bisavós, eu fico com o segundo.

Porém, ironicamente, a própria brandura do regime militar permitiu que a esquerda se refugiasse nas universidades, nos jornais e nos editorias. Foi aí que instalaram sua principal trincheira, seguindo a cartilha gramscista. Sim, eles criaram a hegemonia esquerdista nos meios intelectuais. Eles obtiveram sua vingança monopolizando a interpretação dos fatos históricos. Toda essa estratégia foi completada por FHC, que realizou um grande o sucateamento das FFAA. Muitos brasileiros enxergaram a clara a continuidade do objetivo nefasto. Não tardou a substituição do ensino tradicional, baseado em letras clássicas e ciências naturais, pela cultura do sexo (revolução sexual), da depravação moral, das drogas e do guevarismo.

Ainda hoje, no Brasil, lidamos com os devotos do maior genocida de todos os tempos, cujas ideias mataram mais que qualquer outro. Um demônio que continua assombrando a humanidade e precisa ser exorcizado, o quanto antes. Sim, o fantasma do barbudo Karl Marx.

Assim como disse o novo ministro da Defesa, General Braga Neto, o ano de 1964 deve ser compreendido e celebrado. Sim, nos livramos o daquele grande mal: o comunismo. E hoje, mais do que nunca, é o que desejamos fazer com nossa a liberdade restaurada.