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COLUNA: Jornalismo versus torcida organizada (I): a real situação da eleição americana

Carlos Júnior

Publicado

em

Reprodução/ BBC

Ao repetir por pura paixão ideológica os mesmos erros da última eleição americana, a grande mídia mostra que não aprendeu absolutamente nada com os acontecimentos de 2016. Se naquela disputa a vitória de Hillary Clinton era dada como certa pelos almofadinhas palpiteiros, não menos inevitável é a de Joe Biden agora.

Os institutos de pesquisa dão uma vantagem média de 7.2 pontos para Biden – segundo o RealClearPolitics. Mas essa não é a principal variável a ser considerada em uma eleição, tampouco a única. Há uma série de outras que colocam a disputa em um mar de incerteza, e quem quer que crave um resultado está atirando no escuro.

Donald Trump está fazendo sua campanha em ritmo frenético, com direito a cinco comícios por dia e visitas constantes aos estados que serão decisivos para o resultado final. Um ponto a ser destacado é a empolgação de seus eleitores: os republicanos estão lotando os comícios de Trump, ao contrário dos apoiadores de Biden. O candidato democrata não dá as caras com muita frequência, uma vez que a estratégia do seu partido era escolher um nome meia boca para fazer Trump concorrer contra ele mesmo, ou seja, contra a sua imagem pintada pela grande mídia.

Além disso, os números da votação antecipada dão uma injeção de ânimo para os republicanos. Na importantíssima Flórida, a meta do Partido Republicano era chegar no dia 3 perdendo por 96 mil votos de diferença – os eleitores democratas costumam votar de forma mais antecipada. Neste exato momento a diferença é de 90 mil. Na Carolina do Norte os republicanos estão liderando a votação antecipada, fato inédito até então. A probabilidade de uma onda vermelha é mais real do que nunca.

Vale ressaltar que os institutos de pesquisa não erraram apenas em 2016. Nas eleições de meio de mandato em 2018 eles também protagonizaram vexames inacreditáveis. Só para dar um exemplo: na Flórida os candidatos democratas ao governo do Estado e ao Senado – Andrew Gillum e Bill Nelson – tinham uma vantagem média nas pesquisas de 3.6 e 2.4 pontos, respectivamente. O resultado? Deu Ron DeSantis e Rick Scott nas respectivas eleições – ambos republicanos. DeSantis ganhou com uma vantagem de 0.4, e Scott com uma de 0.2. Uma pesquisa da CNN deu Gillum com 12 pontos na frente de DeSantis. Com que base esse levantamento foi realizado?

Apesar desses indícios positivos – e de fato há um ânimo grande na campanha de Trump –, a eleição não está decidida. O Partido Democrata é o partido da elite globalista, dos bilionários, de Hollywood, da grande mídia, do Judiciário local e dos professores universitários. É uma agremiação política forte e poderosa. Donald Trump lutou contra o establishment e venceu em 2016. Mas a sua vitória nessa presente eleição não é uma garantia.

Os relatos de fraude eleitoral por parte dos democratas mostram a dificuldade dessa disputa. O assunto é interessante e será tratado em uma continuação dessa série sobre as eleições americanas – juntamente com os escândalos de corrupção da família Biden.

[Continua…]

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Jornalista. Escreve sobre politica brasileira e americana, com análises não vistas na grande mídia.

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