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COLUNA: Donald Trump contra o establishment republicano

Carlos Júnior

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O portal conservador americano PJ media notificou mais uma tentativa do Deep State do Partido Republicano em retomar o controle da referida agremiação política e chutar o presidente Donald Trump. O Comitê Nacional da Campanha Senatorial Republicana fez um memorando aos candidatos ao Senado pelo partido com a orientação de não defender a postura de Trump no combate ao coronavírus, a não ser nas ações em retaliação a China. Qualquer posição defendida pelo seu presidente – e líder republicano mais popular no momento – deverá ser rechaçada para quem quer uma cadeira no Senado americano. Ou seja: apoio a Trump, pero no mucho.

Não sei o que se passa na cabeça de quem cogita uma absurdidade dessa, mas conheço muito bem quem e porque cogitou. Essa estratégia de amenizar o tom na disputa política para tentar a conquistar de algum dividendo político é uma burrada sem tamanho – especialmente quando se conhece a trajetória eleitoral do Partido Republicano. Se os candidatos querem apenas notoriedade e não almejam chegar ao Senado, o conselho do comitê republicano é a coisa certa a se fazer. Porém, se desejam algo mais do que isso, acho bom pensarem em fazer exatamente o contrário.

Donald Trump é a figura mais popular do Partido Republicano, símbolo de sua plataforma política. O nível de aprovação do presidente entre o eleitorado republicano está em 88%. Além do número, convém recordar as eleições de 2018 para atestar a sua força política. Naquela oportunidade, muitos candidatos de seu partido estavam enfrentando sérias dificuldades e suas respectivas derrotas eram dadas como certas. Eram os casos do então candidato a governador da Flórida, Ron DeSantis, da Geórgia, Brian Kemp, e da Dakota do Sul, Kristi Noem. Os dois primeiros estiveram atrás dos respectivos oponentes democratas em toda a campanha, e a última teve sérios problemas com uma militância esquerdista animada e que votou em peso por seu candidato. Trump foi pessoalmente a cada um desses estados e fez comícios para endossar as candidaturas do três – que acabaram vencendo. Com sua ajuda importante, o Partido Republicano também logrou êxito na eleição do Senado, mantendo e até mesmo ampliando a maioria republicana.

As duas eleições presidenciais que resultaram em vitória de Barack Obama mostram a burrice do Partido Republicano em moderar o discurso e escolher um candidato nenhum pouco conservador. John McCain era um político intitulado RINO – republican in name only, ou seja, republicano só no nome – e não denunciou as picaretagens de Obama, como os problemas envolvendo sua certidão de nascimento e suas ligações muito mal explicadas com o agitador radical islâmico Raila Odinga, o terrorista William Ayers, o reverendo Jeremiah Wright – notoriamente antissemita, antiamericano e racista – e o criminoso Tony Rezko. Os republicanos tentaram novamente derrotar Obama com a indicação de Mitt Romney em 2012. Nova derrota. Tanto McCain quanto Romney tinham algo em comum: eram moderados com tendências liberais. O eleitorado conservador americano odeia a indicação de candidatos moderados, e o Partido Republicano paga caro por isso com a inanição dos conservadores e seu baixo comparecimento às urnas. Além de perder a principal base do partido, candidatos com esse perfil nunca logram êxito em tentar a conquista de alguns votos dos esquerdistas.

Se em 2016 os eleitores republicanos optaram por Trump justamente por ele expor a podridão bipartidária do Deep State, defender as pautas conservadores e os valores americanos contidos na Constituição, o establishment do partido nunca engoliu a sua ascensão. O motivo é justamente o pertencimento das elites republicanas ao globalismo fabiano que quer em última consequência a instauração de um governo mundial e a destruição da soberania americana – objetivo bem dissecado no livro Política, Ideologia e Conspirações: a sujeira por trás das ideias que dominam o mundo. Os Rockfellers, os Bush e todos os liberais e neocons estabelecidos no Partido Republicano fazem parte do pântano que Trump prometeu limpar.

O mesmo establishment hostil a Trump foi o mesmo que na primeira oportunidade chutou Roy Moore. O ex-juiz candidato ao Senado pelo Alabama foi boicotado pelo próprio partido ao enfrentar acusações de assédio sexual – acusações nunca provadas. O grande motivo para as elites republicanas torcerem o nariz para a sua trajetória política e intelectual conservadora é principalmente pelo seu livro So Help Me God, onde Moore explicita as influências cristãs na Constituição americana e defende a sua interpretação com base nessas influências. Em uma agremiação política onde vários políticos se acovardaram em expor as picaretagens de Barack Obama e combateram apenas os aspectos econômicos de sua administração, a presença de alguém como Moore deve ser mesmo um incômodo tremendo.

Tentar fazer o mesmo com Donald Trump é bem mais difícil, mas nem por isso os rinos e tipos semelhantes deixarão de tentar. A desculpa da vez é o combate ao coronavírus, mas não se surpreendam com a próxima justificativa das elites do partido para sabotarem o presidente. Que tentem. Sua face podre e maligna será ainda mais exposta ao american people e ao eleitorado conservador.


Referências:

  1. https://pjmedia.com/trending/trump-angry-over-gop-politicians-being-told-not-to-defend-him/
  2. https://www.foxnews.com/midterms-2018
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Jornalista. Escreve sobre politica brasileira e americana, com análises não vistas na grande mídia.

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