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COLUNA: De quem é a conta pelas mortes? Dos governadores e prefeitos, não do presidente da República

Filipe Altamir

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Reprodução

Mais uma polêmica se acentua focando somente em algum trecho tendenciosamente recortado pela mídia visando manipular a percepção pública em relação ao presidente da República, enquanto dezenas de governadores e prefeitos brincam de ditadores e se aproveitam de contratos com o Poder Público para superfaturar obras e demais abastecimentos de combate à COVID-19.

Após copiosos conflitos internos entre o governo federal e esferas do poder estadual e municipal, a imprensa constantemente tenta jogar a narrativa de que a nova alta de mortos pelo coronavírus seria supostamente de responsabilidade do governo federal, especificamente focando na figura pessoal do presidente Jair Bolsonaro.

Acontece que toda a responsabilidade regulatória de quarentena, isolamento, distanciamento social ou lockdown é inteiramente distribuída aos governadores e prefeitos responsáveis, minando quaisquer possibilidade de ação conjunta à nível nacional por parte do governo federal.

À despeito de quaisquer investimentos e aportes bilionários por parte do governo federal, a grande imprensa tenta atribuir criminosamente a responsabilidade pelos mortos por COVID-19 ao governo federal, mesmo que os governadores estaduais brinquem de protoditadores e executem contratos de licitação com empresas inexistentes e abasteçam respiradores com empresas especializadas em produção de vinhos.

O trecho tendenciosamente destacado pela mídia ignora todo o contexto em que o presidente lamenta o número de mortos e destaca que há uma responsabilidade total dos estados e municípios no controle epidemiológico estabelecendo critérios e protocolos de regulamentação sobre quaisquer tipos de distanciamento, isolamento ou quarentena, tornando toda a fantasiosa narrativa completamente descabida e apartada da realidade concreta.

O total descaso e o show de horrores promovidos com uma farra generalizada do dinheiro público em abertura oportunista de estado emergencial é o verdadeiro responsável pela carência de estrutura combativa ao novo coronavírus, desperdiçando dinheiro público pelo ralo e forçando uma ambientação de escassez e desamparo generalizado.

Infelizmente o poder da linguagem prevalece sobre as ações concretas. Boa parte das narrativas propagadas pela grande mídia condiciona a percepção popular a perverter o senso de proporções e condenar muito mais uma fala isolada e tirada de contexto do que uma ação concreta prejudicial que surrupiou os cofres públicos a bel-prazer particular dos políticos e amigos empresários.

Acima de qualquer coisa, precisamos mostrar que ações são mais fortes do que declarações e palavras. Um discurso polêmico do presidente não deve estar acima em uma escala de gravidade negativa comparado às ações concretas de governadores perseguindo e violando direitos civis básicos da população e confiscando os recursos públicos mediante contratos superfaturados com empresas fictícias.

Qualquer sociedade que tenha um senso de proporção pervertido está culminada a ser dominada por políticos poderosos pomposos que seguem rigorosamente todos os critérios e protocolos de um verdadeiro estadista, mas que nos bastidores são autores dos maiores crimes de corrupção da história da humanidade. Não saber escalonar cada atitude em um grau correto de gravidade é um sintoma claro de uma imaginação moral empobrecida que precisa urgentemente de impulsos culturais voluntários para consertar décadas de destruição do pensamento por parte da esquerda militante que ocupou os principais espaços de formação do imaginário coletivo.

Toda essa série de boicote sistêmica contra o presidente corrobora com uma lição preciosa do profº. Olavo de Carvalho sobre guerra cultural e de linguagem. Quem domina os principais campos de formação cultural, domina o imaginário da população, executa engenharia social para fins de controle comportamental e cria um ambiente completamente hostil a quaisquer investidas políticas de oposição direitista. A ocupação da Presidência da República por um político conservador deveria ter como condição sine qua non a preparação e capacitação de uma direita cultural e verdadeiramente militante.

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Escritor formado em Direito, conservador e analista político.

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