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Carnaval de rua do Rio de Janeiro e a falta de ordem

Frederico Martins

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Cá estou depois de uma semana sem escrever. Carnaval também serve pra descansar. Mas vamos ao que interessa.

O tema não poderia ser outro!

Mais um ano se passou e a falta de ordem impera no carnaval de rua do Rio de Janeiro.

A festa popular, tida como o “maior espetáculo da terra”, tem tomado um corpo que os governantes já não conseguem mais conter. Blocos com mais de um milhão de pessoas, depredação generalizada do espaço publico, falta de efetivo da Polícia e da Guarda Municipal para conter as confusões e arrastões que infelizmente se tornaram corriqueiros.

Vamos a um exemplo do ultimo “mega bloco” que tomou as ruas do Centro da Cidade do RJ: o chamado “Fervo da Lud” protagonizado pela cantora Ludmilla. O bloco colocou 1,2 milhão de pessoas tendo sido deslocado um efetivo de 600 homens da PM, o que explica muito bem as cenas de vandalismo, brigas, assaltos, que fizeram o bloco encerrar com uma hora e meia de antecedência.

E o que a mídia tradicional faz? Diz que houve falta de planejamento da Polícia Militar para conter os problemas. Você pode achar que é delírio deste que vos escreve, mas não é.

O problema, definitivamente, é a permissão para que um bloco coloque mais de 1 milhão de pessoas concentradas em uma mesma avenida. Não há efetivo no planeta que dê conta dessa multidão.

Ainda que o tema seja impopular, é preciso urgentemente que algum gestor público tome a iniciativa de exigir dos blocos o compromisso de oferecer infra-estrutura aos seus foliões. Caso contrário, o bloco não seria autorizado a desfilar.

O bloco – em parceria com a iniciativa privada – seria obrigado a fornecer banheiros químicos suficientes a evitar as enormes filas, o credenciamento de ambulantes, de forma a não estimular o comércio irregular, bem como ao pagamento do Regime Adicional de Serviço dos Policiais que ali estão. É o bloco que tem que arcar com essas custas e não o poder publico, inchado com as despesas que são necessárias (saúde, educação e segurança).

A segunda etapa do ordenamento do carnaval de rua do Rio de Janeiro vem com a Prefeitura, criando circuitos onde esses blocos obrigatoriamente devam se concentrar, no modelo do carnaval da Cidade de Salvador, onde o carnaval havia chegado ao limite do controle público e a Prefeitura tomou a iniciativa dos circuitos. Medida que salvou o carnaval da Cidade e ainda assim transformou o Carnaval de lá um ativo turístico de Salvador.

O carnaval do Rio tem que ser visto, de uma vez por todas, como ativo turístico, atraindo riqueza e geração de empregos – ainda que temporários – as Cidades. Não só a Cidade do Rio, mas como todas as demais Cidades que vislumbrem tal beneficio turístico.

Enquanto isso, a Cidade se prepara para mais um final de semana de blocos que prometem concentrar cerca de 500 mil pessoas em uma mesma avenida no Centro do RJ.

Alguém tem dúvida que a manchete dos veículos tradicionais de segunda-feira será “falta de planejamento da PM não evita confusões nos blocos esse final de semana”?

Resta-nos acompanhar.

E torcer!

Frederico Martins é estrategista em formação de campanhas políticas e de gestão de mandatos. Formado em direito, tendo atuado por grandes escritórios de advocacia, atualmente exerce a função de assessor parlamentar na Alerj.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Avatar

    Lilian Sanches

    10.03.2019 at 11:46

    Deixa de blábláblá, Rua não é para Carnaval. Simples assim. Fechem um lugar longe de residências e deixem essa gente se matar por lá em paz.

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