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Bolsonaro no Roda Viva: que decepção!

Leonardo Arruda

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Imagem: Reprodução | TV Cultura

Amigos: não tenho palavras para descrever minha decepção ao assistir à entrevista do Bolsonaro no programa Roda Viva, da TV Cultura. Não com o candidato, mas com a imprensa brasileira.

Ali estavam reunidos jornalistas dos principais veículos da mídia impressa do país. Ficaram uma hora diante do provável futuro presidente do país e só fizeram perguntas medíocres. Ridículas mesmo.

Na realidade o que vimos foi que nenhum deles quis saber nada sobre os planos de um futuro governo Bolsonaro. Estavam ali apenas para irritá-lo e tentar tirá-lo do sério. Se deram mal — para essas perguntas maliciosas o candidato está mais que preparado.

Mas pensem bem: se você tivesse a oportunidade de fazer uma pergunta ao futuro presidente do país, você iria perguntar por que ele não estupraria a Maria da Rosário? Ou se ele disse que um quilombola pesava 7 arrobas? Ou perguntaria sobre frases que ele pronunciou há vinte anos? Meu Deus! Que falta de imaginação e quanta ignorância.

Eu, mesmo sendo um leigo em política, faria perguntas muito mais interessantes.

Por exemplo:

Qual o papel que o Sr. pretende para o Brasil no Mercosul?

Qual o perfil que o Sr. escolheria para o Itamaraty?

Como será a relação com os EUA?

O que será feito da UNASUL?

Que estatal o Sr. fecharia e que estatal o Sr. privatizaria?

Como o Sr. vê o papel do Estado na economia?

Continuaria com os leilões das bacias petrolíferas?

Como o Sr. vê a questão dos supostos terroristas em nossa tríplice fronteira?

O Brasil vai continuar perseguindo uma cadeira no conselho de segurança da ONU?

Que novas orientações o Sr. daria para a FUNAI?

Como o Sr. regulamentaria a atuação das ONGs na amazônia?

Que tipo de intercâmbio tecnológico o Sr. imagina entre Brasil e Israel?

Como o Sr. vê a venda da Embraer?

O Sr. faria alguma mudança no processo de escolha dos ministros do STF?

Com relação às armas para civis, o Sr. liberaria novos calibres?

O Brasil permaneceria no acordo de Paris sobre meio ambiente?

Continuaríamos participando das forças de paz da ONU?

Como seria o relacionamento comercial com a Venezuela?

Haveria um novo ministério da desburocratização tal como no passado?

Etc, etc, etc.

Poderia formular mais umas 50 perguntas desse tipo pertinentes a atuação de um presidente da República.

Pois nossos bravos jornalistas ficaram uma hora diante do candidato e nada, absolutamente nada, de interessante lhe foi perguntado. Não deixa de ser um belo retrato da intelectualidade brasileira.

Que decepção!

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