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Até quando a esquerda vai te surpreender?

Maurício Costa

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em

Reprodução / Internet

Sei que muitas vezes é um porre ler toda a empulhação escrita pela esquerda, sei também que nosso tempo é escasso e que, por isso, enquanto lemos um livro deixamos de ler outros, mas como combater um inimigo desconhecido?

Sun Tzu, o mestre das batalhas, destacou a importância de não conhecer apenas a si mesmo, mas também seus oponentes, saber quem de fato são, o que implica em explorar suas origens, motivações e o “modus operandi”.

Querem um exemplo prático da importância desse ensinamento?

Os planos de atuação para conquistar primeiro a hegemonia cultural e depois o poder político foram elaborados ainda nas primeiras décadas do século passado pelo marxista Antonio Gramsci e só começaram a ser perfeitamente implantados no Brasil muitos anos depois — isso enquanto os militares erroneamente comemoravam a vitória — sem que encontrassem obstáculo algum, sabem por quê? Ninguém da “direita” na época, que efetivamente poderia fazer algo para tentar impedir, leu as obras do teórico para ter noção do que se passava.

Ou seja, por três pontos, discordo de quem acredita que devemos deixar para estudar a esquerda quando tivermos necessidade: primeiro porque não teríamos tempo, segundo porque sempre seríamos pegos com as calças nas mãos e terceiro porque nem sempre os autores de direita são melhores. Eu que o diga, aprendi muito mais lendo obras de Edmund Wilson (produzidas ainda quando era esquerdista) do que de muitos conservadores.

A maioria dos textos escritos por eles quando comparados com a realidade, olhando para as coisas mesmo e não para o discurso, não passam de balelas e armadilhas retóricas, mas em meio a tudo isso estão pontos fundamentais para nós, suas estratégias de atuação. Não estou falando de falsos intelectuais, como Karnal, Cortella, Chauí, mas de verdadeiros estrategistas da esquerda, escritores que realmente souberam escrever e manipular massas.

Portanto, é claro que respeitando o senso de prioridade nas leituras, devemos voltar algumas décadas ou até mesmo séculos, ler o que escreveram e comparar com a realidade, pois assim será possível entender tudo o que estão realizando agora e antecipar seus próximos passos.   

É imprescindível conhecermos aquilo que estamos combatendo para não sermos novamente surpreendidos, como tantas outras vezes fomos.

Então deixo aqui um site esquerdista que possui um acervo de altíssima qualidade com textos em português, este site tem tomado minhas madrugadas, ligando um texto aqui e outro ali, aos poucos criando uma unidade, parece que foram sendo retiradas cortinas da frente dos meus olhos, tudo tem ficado muito mais evidente.

Espero que também possa ajudá-los: www.marxists.org/portugues

Ser considerado chato e ultrapassado pelos jovens da minha idade é motivo de orgulho. Coordenador nacional do Movimento Brasil Conservador.

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5 Comentários

5 Comments

  1. Dumont Santos

    08.04.2019 at 16:58

    Verdade, Maurício. Uma autor que tem me chamado a atenção, por exemplo, é Saul Alinsky. Ele é um dos pais da “New Left” americana e idealizador do conceito esquerdista das ONGs, tão presentes em nosso país e entre as maiores apoiadoras dos governos de esquerda, dos quais se nutrem financeiramente sem qualquer pudor. Alinksy escreveu “Rules for Radicals”, onde se acha um resumo de 12 mandamentos a serem seguidos pelos revolucionários em sua guerra contra os conservadores. Essa cartilha é seguida à risca pela grande mídia e pelos partidos de esquerda, de modo que podemos facilmente identificar as estratégias. Dessa forma, ao estudarmos estes autores podemos sim nos antecipar às artimanhas dos inimigos.

  2. Marcos Toledo

    02.04.2019 at 22:13

    Conhecer o inimigo é primordial para que se vença uma guerra, principalmente a guerrs ideológica onde a manipulação da massa destrói a construção de uma nação.

  3. Elisa Ivanicska

    02.04.2019 at 09:46

    Faço exatamente isso . Gosto de saber o discurso , os motivos e até onde estao indo para atingir os objetivos . Sou completamente de direita e por isso leio mais a esquerda . A cada frase q eu leio , meu senso critico faz uma ” guerra ” . Assim , eu tenho um contraponto sempre afiado para cada frase . Nao considero perda de tempo , considero q estou conhecendo o meu inimigo .

  4. adgfeson rodrigeus dos santos

    01.04.2019 at 20:40

    Excelente texto.

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