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COLUNA: A imprensa brasileira e suas distorções da realidade

Carlos Júnior

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O que se chama de jornalismo no Brasil não passa de aplicação das fórmulas desconstrucionistas de mudar o significado de alguma coisa e atribuir-lhe um novo sentido. Com a omissão de detalhes preciosos e mudanças sutis na linguagem, os jornalistas podem dar a um fato conclusões totalmente diferentes daquelas que poderiam ser tiradas caso ele fosse examinado por aquilo que ele diz per si. Se transformar o mundo é mais importante do que compreendê-lo, então mudar os fatos é mais importante do que noticiá-los pura e simplesmente.

Esse modo de fazer jornalismo surgiu por aqui pelos anos 1960 e 1970, com a introdução nas universidades das fórmulas da Escola de Frankfurt e do desconstrucionismo do filósofo Jacques Derrida. Isso explica também a padronização ideológica da grande mídia brasileira. Não há nenhum veículo de comunicação no Brasil que não comungue da cartilha esquerdista que os intelectuais – no sentido gramsciano do termo – desenvolveram como a forma única de enxergar o mundo. Tudo o que estiver um pouquinho à esquerda é traço inequívoco de direitismo, quando não de fascismo, autoritarismo, obscurantismo e tutti quanti – exemplo perfeito da uniformidade de pensamento até mesmo nos cacoetes mentais.

Os senhores Felipe Moura Brasil (O Antagonista), Reinaldo Azevedo (Band) e Marcelo Lins (GloboNews) são de três veículos de comunicação muito diferentes, mas encarnam perfeitamente o modo desinformante de fazer jornalismo no Brasil. Todos eles são exemplos da típica incapacidade mental brasileira de enxergar a realidade tal como ela é – seja por paixões ideológicas ou ressentimentos nunca sanados.

Felipe Moura Brasil foi aluno do escritor e filósofo Olavo de Carvalho, por muito tempo um dos principais nomes da direita brasileira na imprensa. Mas seja lá pelo que for, abandonou suas convicções e começou a protagonizar vexame em cima de vexame. Sua matéria ‘’Os blogueiros de crachá’’ jogou no lixo qualquer amor pela verdade e pelo bom jornalismo: ele apresentou informações totalmente distorcidas como fatos inquestionáveis, sendo desmentido por cada uma das pessoas que acusou de fazerem parte de uma ‘’milícia digital bolsonarista’’ paga com dinheiro público – acusações nunca provadas. O resultado disso foi o uso da pífia matéria como justificativa para a CPMI das Fake News, o instrumento da esquerda e do Centrão para calar conservadores que ousaram militar na internet por seus ideais. Como disse seu ex-professor – que hoje ele morre de vergonha de ter sido aluno dele – Felipe virou moleque de recado de Rui Falcão e do PT.

Agora ele busca reverberar a narrativa de que o presidente Jair Bolsonaro não é conservador e faz a velha política que prometeu aniquilar. Para isso, colocou na conta do chefe do Executivo a reeleição de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara Federal. Importante ressaltar que Maia é o líder do Centrão e tem na mão uma base sólida de deputados e seria reeleito com ou sem o apoio do Planalto. Segundo que o único candidato com ‘’chances’’ de derrotar Maia era o deputado Marcelo Freixo, do PSOL. Terceiro: nunca houve qualquer alinhamento posterior de Maia e Bolsonaro, tanto que os dois trocam farpas desde a votação da reforma da Previdência. Se Maia é tão alinhado assim com Bolsonaro do jeito que Felipe Moura diz, por que o deputado não perde a oportunidade de atacá-lo e atacar seus ministros? O sr. Felipe Moura Brasil é um lunático do mais alto grau. Enxerga coisas que não existem.

Reinaldo Azevedo já foi o melhor jornalista do país. Já foi. Seu combate ao petismo e ao esquerdismo cessaram a partir do momento em que a verdadeira identidade do PSDB foi revelada – e Reinaldo morre de amor pelos tucanos. Mas isso nem é o mais revelador. Ele começou a atacar sistematicamente a operação Lava Jato, pois, segundo ele, a operação cometeu inúmeras irregularidades, rasgou a Constituição, errou em certas condenações e instalou um clima policialesco no Brasil, além de criminalizar a política. O engraçado é que bastou a própria operação divulgar uma ligação sua com a irmã de Aécio Neves e a Lava Jato virou tudo isso. Até reverberar a narrativa da esquerda e da extrema esquerda de que Lula foi condenado sem provas pelo então juiz Sergio Moro – mesmo ela tendo sido confirmada por instâncias superiores – ele reverberou.

A sua explicação da PEC da Guerra (PEC 10/2020) é um atentado ao bom senso e aos fatos. Como é que endividar o governo federal e promover a farra fiscal usando a desculpa do coronavírus é um favor a ele próprio? Só na sua cabeça. E essa conversa mole de que os estados e municípios não podem gastar sem limites esbarra no estado de calamidade decretados pelos mesmos, que os livram da obrigatoriedade da licitação para fecharem contratos públicos. Olhem os indícios de corrupção do governo Witzel e atestem o que estou falando. Reinaldo Azevedo virou assessor de imprensa da velha política e nem esconde mais.

Quanto a Marcelo Lins, não passa de um psolista que trabalha na GloboNews repetindo as mentiras da grande mídia americana, e ainda chama isso de cobertura internacional. A sua reação histérica ante a mera possibilidade do regime comunista chinês ter feito vista grossa à pandemia do coronavírus é prova definitiva da sua ignorância. Evidências disso estão em abundância para quem quiser conhecer. A nomenklatura do Partido Comunista Chinês prendeu médicos e jornalistas que de algum modo tentaram alertar sobre o risco iminente. Mas, para o sr. Lins, é crime conjecturar algo tão óbvio. Sua rejeição obstinada da realidade explica o porquê das suas análises e previsões sempre erradas.

São pequenos exemplos da insanidade dos componentes da grande mídia brasileira. Se você ainda a considera um instrumento seguro de enxergar a realidade do mundo em que vive, estará tão distante dela quanto o Sol é da Lua.


Referências:

1.https://www.youtube.com/watch?v=0AGT_L26j-k

2.https://www.metropoles.com/brasil/reinaldo-azevedo-pede-demissao-da-veja-apos-pf-grampear-conversa-dele

3.https://pleno.news/brasil/cidades/gestao-witzel-pode-ser-alvo-de-cpi-por-gastos-com-a-covid-19.html

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Jornalista. Escreve sobre politica brasileira e americana, com análises não vistas na grande mídia.

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